quarta-feira, 4 de julho de 2012

O TEMPLO DE JERUSALÉM

Templo de Salomão

9:25Salomão pôs em execução sabiamente o plano tão longamente acariciado por Davi, de construir um templo ao Senhor. Durante sete anos Jerusalém esteve repleta de ocupados obreiros, empenhados em aplainar o local escolhido, abrir as grandes valas, assentar os amplos fundamentos – “grandes pedras, pedras de boa qualidade, para deitar a fundação da casa com pedras lavradas” M’lakhim Alef 05:31/I Reis 5:17 (a partir deste texto bíblico as citações serão da Bíblia Judaica Completa, BJC), talhar os pesados troncos vindos das florestas do Líbano, erguer o magnificente santuário.

Simultaneamente com a preparação da madeira e pedra, em cuja tarefa muitos milhares estavam aplicando suas energias, a manufatura do mobiliário para o templo ia progredindo constantemente, sob a liderança de Hirão, de Tiro, “um homem de pericia e entendimento, …” Ele é perito no trabalho com ouro, prata, bronze, ferro, pedra e madeira, bem como púrpura e materiais tingidos de azul, linho fino e carmesim”. Divrei-Hayamim Bet 02:12 a 14/II Crôn. 2:13 e 14.

Assim, à medida que o edifício sobre o Monte Moriá ia sendo silenciosamente erguido com pedras preparadas, “de tal maneira preparadas que nem o martelo, nem a talhadeira, nem qualquer outra ferramenta de ferro foi ouvida na casa enquanto esta estava sendo construída.” M’lakhim Alef 06:07/I Reis 6:7, os belos utensílios eram trabalhados conforme os modelos entregues por Davi a seu filho – “todos os objetos que estavam dentro da casa de Deus”.Divrei-Hayamim Bet 04:19/II Crôn. 4:19. Eles compreendiam o altar de incenso, a mesa dos pães da proposição, o castiçal com as lâmpadas, os vasos e instrumentos relacionados com a ministração dos sacerdotes no lugar santo – tudo “de ouro, de ouro solido”. Divrei-Hayamim Bet 04:21/II Crôn. 4:21. O mobiliário de bronze – o altar de ofertas queimadas, o grande lavatório sobre doze bois, as pias de menor tamanho, com muitos outros vasos – “na planicie do Yarden, casa de Adonai eram de bronze brilhante”.Divrei-Hayamim Bet 04:17/II Crôn. 4:17. Esse mobiliário foi provido em abundância, para que não houvesse falta.



De inexcedível beleza e inigualável esplendor era o régio edifício que Salomão e seus homens construíram a Deus e ao Seu culto. Guarnecido de pedras preciosas, circundado por espaçosos átrios com magnificentes vias de acesso, revestido de cedro lavrado e ouro polido, a estrutura do templo, com suas cortinas bordadas e rico mobiliário, era apropriado emblema da igreja viva de Deus na Terra, a qual tem sido edificada através dos séculos segundo o modelo divino, com material que se tem comparado ao “ouro, prata e pedras preciosas”, “lavradas como colunas de um palácio”. … Afinal o templo planejado pelo rei Davi e construído por seu filho Salomão estava concluído. “Assim, Shlomoh terminou a casa de Adonai e o palácio real. tudo o que Shlomoh tinha posto em seu coração para fazer na casa de Adonai e em seu palácio, ele realizou com sucesso.” Divrei-Hayamin Bet 07:77 II Crôn. 7:11. E agora, para que o palácio que coroava as elevações do Monte Moriá pudesse ser, sem dúvida, como Davi havia desejado, um lugar de habitação não “para humanos, mas para Adonai, Deus” Divrei-Hayamim 29:01/I Crôn. 29:1, restava a solene cerimônia da dedicação formal a Jeová e Seu culto.


O local em que o templo fora construído era, havia muito, considerado sagrado. Foi ali que Abraão, o pai dos fiéis, revelara sua disposição de sacrificar seu único filho, em obediência à ordem de Jeová. Ali renovara Deus com Abraão o concerto de bênção, que incluía a gloriosa promessa messiânica feita à espécie humana, de libertamento por meio do sacrifício do Filho do Altíssimo. Foi ali que, quando Davi ofereceu sacrifícios queimados e ofertas pacíficas para deter a espada punitiva do anjo destruidor, Deus lhe respondeu com fogo enviado do Céu. Divrei-Hayamim Alef 21/I Crôn. 21. E agora os adoradores de Jeová mais uma vez ali estavam, para encontrar-se com seu Deus e renovar-Lhe os votos de fidelidade.
O tempo escolhido para a dedicação fora o mais favorável – o sétimo mês, quando o povo de todas as partes do reino estava acostumado a reunir-se em Jerusalém para celebrar a Festa dos Tabernáculos (Sukot). Esta festa era preeminentemente uma ocasião de regozijo. Os labores da colheita haviam findado, as atividades do novo ano ainda não começara, o povo estava livre de cuidados e podia abandonar-se às influências sagradas, jubilosas do momento.

No tempo indicado, as tribos de Israel, com representantes de muitas nações estrangeiras ricamente vestidos, reuniram-se nos átrios do templo. A cena era de esplendor incomum. Salomão, com os anciãos de Israel, e os mais influentes homens dentre o povo, retornaram de outra parte da cidade, de onde haviam trazido a arca do testamento. Do santuário nos altos de Gibeom tinha sido transferida a antiga “tenda do encontro e todos os utensílios sagrados que estavam na tenda…” Divrei-Hayamim Bet 05:05/II Crôn. 5:5); e esses queridos relicários das mais remotas experiências dos filhos de Israel durante seu vaguear no deserto e a conquista de Canaã, encontravam agora uma morada permanente no esplêndido edifício que fora construído para ocupar o lugar da estrutura portátil.

Levando ao templo a arca sagrada que continha as duas tábuas de pedra em que, pelo dedo de Deus, haviam sido escritos os preceitos do decálogo, Salomão seguira o exemplo de seu pai Davi. A cada seis passos oferecia sacrifícios; e com canto e música e com grande cerimônia, “os kohanim levaram a arca da aliança de Adonai para o seu lugar, dentro do santuário da casa, para o Lugar Especialmente Sagrado, debaixo das asas dos K’ruvim”.Divrei-Hayamim Bet 05:7/II Crôn. 5:7. Ao penetrarem no interior do santuário, tomaram os lugares que lhes eram designados. Os cantores – levitas vestidos de linho branco, com címbalos, e com alaúdes, e com harpas – permaneceram de pé para o oriente do altar, e com eles até cento e vinte sacerdotes que tocavam as trombetas. Divrei-Hayamim Bet 05:12/II Crôn. 5:12.
“Então, quando os que tocavam trombetas e os cantores tocavam em uníssono, para serem ouvidos louvando harmoniosamente e dando graças a Adonai, e levantavam suas vozes juntamente com as trombetas e os cantores tocavam em uníssono, para serem ouvidos louvando harmoniosamente e dando graças a Adonai, e levantavam suas vozes juntamente com as trombetas, címbalos e os outros instrumentos musicais para louvar a Adonai…”porque ele é bom, porque sua graça dura para sempre” – então, a casa, a casa de Adonai, foi completamente tomada por uma nuvem, de tal forma que, por causa da nuvem, os kohanim não podiam ficar em pé para fazer o seu serviço, pois a glória de Adonai encheu a casa de Deus ” Divrei-Hayamim Bet 05:13 e 14/II Crôn. 5:13 e 14.

Compreendendo o significado desta nuvem, Salomão declarou: “Adonai, declaraste que habitarias em densa escuridão. Todavia, tenho construído para ti uma casa magnifica, um lugar onde podes viver para sempre”.” Divrei-Hayamim Bet 06:01 e 02/II Crôn. 6:1 e 2.



“Adonai é Rei; tremam todos os povos.

Está entronizado sobre os k’ruvim; abale-se a terra!

Adonai é grande em Tziyon; é exaltado acima de todos os povos.

Louvem seu grande e temido nome (ele é santo)…

Exaltem Adonai, nosso Deus!

Prostrem-se a seus pés (ele é santo)” Sal. 99:1-5.

“…Shlomoh tinha feito uma plataforma de bronze de 2,25 metros de comprimento, 2,25 metros de largura e 1,35 metro de altura e tinha colocado no meio do pátio. Ele ficou sobre ela e, então, ajoelhou-se diante de toda a congregação, estendeu as mãos para o céu…toda congregação de Yisra’el se levantou” Divrei-Hayamim Bet 06:13 e 3/II Crôn. 6:13 e 3.

“Bendito seja Adonai, o Deus de Yisra’el, que falou a meu pai, David, com sua boca e cumpriu sua promessa com sua mão…agora, porém, escolhi Yerushalayim, para que meu nome esteja ali. e escolhi a David para estar sobre o meu povo, Yisra’el.” Divrei-Hayamim Bet 06:04 e 06/II Crôn. 6:4 e 6.

Salomão pôs-se então de joelhos na plataforma, e aos ouvidos de todo o povo ofereceu a oração dedicatória. Levantando as mãos para o céu, enquanto a congregação permanecia ajoelhada com a face para o chão, o rei suplicou: “Adonai, Deus de Yisra’el, não há Deus como tu, no céu e na terra. Tu guardas a aliança feita com teus servos e mostras graça para com eles, que vivem na tua presença com todo o seu coração”.

“Na verdade, porém, pode Deus viver com seres humanos na terra? Porque, se o próprio céu e a própria terra não te podem conter, menos ainda te poderá conter esta casa que eu construí! Ainda assim Adonai, meu Deus ,dá atenção à oração e à súplica do teu servo, ouve o clamor e a oração que o teu servo derrama diante de ti, e que os teus olhos estejam abertos para esta casa dia e noite – para o lugar onde tu disseste que porias o teu nome – para ouvir a oração que o teu servo fará voltado para este lugar. sim, ouve as súplicas do ter servo e também do teu povo, Yisra’el, quando eles orarem voltados para este lugar. ouve de onde vives, do céu; e, quando ouvires, perdoa!…

“Se o teu povo, Yisra’el, pecar contra ti e, em consequência, for derrotado por um inimigo, então, se ele se voltar para ti, reconhecendo o teu nome, orar e suplicar a ti nesta casa, ouve do céu, perdoa o pecado do teu povo, Yisra’el, e traze-o de volta à terra que tu deste a eles e aos seus antepassados. Quando eles pecarem contra ti, e em conseqüência o céu se fechar, de forma que não chova, então, se eles orarem voltados para este lugar, confessando o teu nome, e se desviarem de seu pecado quando tu os tiveres humilhado; ouve no céu, perdoa o pecado dos teus servos e do teu povo, Yisra’el – já que tu continuas ensinando a eles o bom caminho pelo qual devem viver – e envia a chuva sobre à tua terra, a qual tu tens dado ao teu povo como herança.

“Se houver fome na terra, ou ferrugem, tempestade de vento, mofo, gafanhotos ou vermes devastadores; ou se seus inimigos os cercarem em qualquer uma de suas cidades – não importa o tipo de praga ou doença que seja, então independentemente da oração ou do pedido que qualquer um dentre todo o teu povo, Yisra’el, fizer – pois cada individuo conhecerá a própria praga e a própria dor – e a pessoa estender suas mãos para esta casa, então ouve do céu onde tu vives e perdoa; também, já que tu conheces o que está no cortação de cada um, dá a cada pessoa aquilo a que sua conduta faz jus (porque tu, e somente tu, conheces o coração do homem), para que eles temam a ti e assim vivam de acordo com os teus caminhos por todo o tempo que viverem na terra que tu deste aos nossos antepassados.

“Também ao estrangeiro que não pertence ao teu povo, Yisra’el – quando ele vier de um país distante por causa de tua grande fama, de tua poderosa mão e de teu braço estendido, quando ele vier e orar voltado para esta casa, então ouve do céu, onde tu vives, e age de acordo contudo aquilo pelo que o estrangeiro estiver clamando a ti, para que todos os povos da terra conheçam o teu nome e tema a ti, como faz o teu povo, Yisra’el, e assim eles saibam que esta casa que eu construí traz o teu nome.

Se o teu povo sair para lutar contra seus inimigos, não importa por que caminho tu os envies, e eles orarem a ti voltados para a cidade que tu escolheste e para a casa que eu construí para o teu nome, então, do céu, ouve a sua oração e a súplica, e defende a sua causa….” Divrei-Hayamim Bet 06:14 a 34 II Crôn. 6:14-34…

“Quando Shlomoh acabou de orar, desceu fogo do céu e consumiu a oferta queimada e os sacrifícios, e a glória de Adonai encheu a casa, de forma que os kohanim não podiam entrar na casa de Adonai; porque a glória de Adonai estava sobre a casa; eles se prostraram com o rosto em terra, no solo; e, prostrando-se, deram graças a Adonai,”porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre”.

Então o rei e o povo ofereceram sacrifícios perante o Senhor. “o rei e todo o povo fizeram a dedicação da casa de Deus.” Divrei-Hayamim Bet 07:01 a 05/II Crôn. 7:1-5. Durante sete dias as multidões de todas as partes do reino, “desde a entrada de Hamat até o vádi (do Egito).”, “uma mui grande congregação” celebrou uma jubilosa festa. Então, no vigésimo terceiro dia do sétimo mês, ele despediu o povo para suas tendas, cheios de regozijo e júbilo no coração por toda a bondade que Adonai tinha mostrado a David, a Sholomoh e a todo o Yisra’el, seu povo.” Divrei-Hayamim Bet 07:08 e 10/II Crôn. 7:8 e 10.

O rei havia feito o que estava em suas forças para encorajar o povo a render-se inteiramente a Deus e Seu serviço, e a magnificar Seu santo nome. E agora uma vez mais, como no início de seu reinado em Gibeom, ao rei de Israel fora dada evidência da divina aceitação e bênção. Numa visão noturna, o Senhor lhe apareceu com a mensagem: “Eu ouvi a sua oração e escolhi este lugar para mim, como casa de sacrifico. Se eu fechar o céu, de modo que não haja chuva; ou se eu ordenar aos gafanhotos que devorem a terra; ou se eu enviar uma epidemia de doenças entre meu povo; e então, se meu povo, que leva o meu nome, se humilhar, orar e buscar o meu rosto e se converter dos seus maus caminhos, eu ouvirei do céu, perdoarei o seu pecado e sararei a sua terra. Agora os meus olhos estarão abertos, e meus ouvidos estarão atentos à oração feita neste lugar. Pois agora escolhi e consagrei esta casa, de forma que meu nome possa estar nela para sempre; meus olhos e meu coração estarão sempre nela..” Divrei-Hayamim Bet 07:12 a 14/II Crôn. 7:12-16.

Tivesse Israel permanecido leal a Deus e este glorioso edifício teria permanecido para sempre, como perpétuo sinal de especial favor de Deus a Seu povo escolhido. “E aos filhos dos estrangeiros”, declarou Deus, “que se unem a Adonai a fim de lhe servir, e amam o nome de Adonai, e são seus servos, todos os que guardam o shabbat e não o profanam, e se apegam à minha aliança, eu os trarei ao meu santo monte e os farei alegres na minha casa de oração; suas ofertas queimadas e sacrifícios serão aceitos em meu altar; pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.” Yesha’yahu 56:06 e 07/ Isa. 56:6 e 7…

Fonte:http://herancajudaica.wordpress.com



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