terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O explendor de um reino parte 6

Quantia oferecida por Davi equivalente em kg
3000 talentos de ouro 131.400 kg = 131,4 toneladas
7000 talentos de prata 306.600 kg = 306,6 toneladas

Quantia oferecida pelo povo
5000 talentos de ouro 219.000 kg = 219,0 toneladas
10000 talentos de prata 438.000 kg = 438,0 toneladas
18000 talentos de cobre 788.400 kg = 788,4 toneladas
100000 talentos de ferro 4.380.000 kg = 4.380,0 toneladas

Há uma divergência quanto aos números descritos ao que se refere a quantia de material preparado por Davi para a construção do templo de Jerusalém.
I Crônica 22:14 diz:
100 mil talentos de ouro, um milhão de talentos de prata, o cobre e o ferro sem conta.

Agora no cap 29 temos definidos os valores acima aplicados. Decidimos então por optar aos números descritos neste capítulo, mesmo assim parece ser um absurdo a quantia de ouro, prata, cobre e ferro estocado por Davi. Talvez haja uma variante de erros na tradução dos originais. Pois se analisararmos no peso de hoje, seriam necessárias para transportar todo esse material cerca de 187 carretas com capacidade de 30 toneladas cada, ou 94 vagões de trem com 60 ton de capacidade. Imaginemos então o tamanho de uma ou várias construções para armazenar todo este material. Com certeza estas coisas não estavam transformadas em lingotes, mas em materiais de todo o tipo, como escudos, vasos, taças, espadas, etc... Isto poderemos confirmar mais a frente quando falarmos de Salomão.

Poré, tudo isso Davi deixou já ordenado e organizado, para que Salomão seu filho continuasse o seu reinado.
Antes de Davi reinar, o reino ainda não passava de forças militares, dispostas a enfrentar seus inimigos para que a todo custo permanecessem na terra de Canaã. Os inimigos do povo de Israel nos filisteus, Amorreues, amonitas, Jebuseus entre outros. Portanto Davi inicia seu reinado em meio a muitas guerras. O povo havia entrado na terra prometida por Yhaweh, porém, ainda havia muito a conquistar.
As crises internas do reino que Davi teve de enfrentar, repercutiram muito na vida de todo o reino, ocorendo assim até mesmo rebeliões de alguns grupos, e o fato mais importante que as próprias escituras relatam é a rebelião de Absalão. Ora Absalão usou de uma artimanha para matar Amnom, que era seu irmão, e que por sua vez cometeu o incesto com Tamar a qual era filha da mesma mãe de Absalão. Este era rapaz mesquinho, calculista e pelo que nos relata a bíblia, parece que era dedicado a a criação de ovelhas, tinha muitos servos a seus serviços. Então Absalão preparou uma tropa de cinqüenta homens, a cavalos e carros de guerra. Também para pela manhã na porta da cidade de Davi, e a todo homem que tinha uma causa, ou demanda para vir ao rei Davi, este parava e lhe falava de maneira a ganhar o coração daquele, e nem o rei ficava sabendo, assim passou a ser por sua propria conta um juiz entre o povo de Israel. Também quando alguém se achegava a ele, e inclinava-se diante dele, ele tomava-lhe a mão e o beijava, mostrando-se assim mais amável ao povo do que o próprio Davi. Com isto Absalão roubava o coração do povo para si. Absalão ao tempo de tres anos mais tarde depois da morte de Amnom, resolve ir a Hebrom, cidade onde Davi havia iniciado o reinado. Mentindo a Davi disse ter um voto feito ao senhor, que se tornasse novamente à Jerusalém serviria ao Senhor. Absalão enviou espiões em todas as tribos de Israel dizendo-lhes que quando ouvissem as buzinas tocarem, proclamassem então que Absalão reinava em lugar de Davi. Nestas alturas o povo já andava descontente com os problemas que Davi tinha. O caso do adultério com Beteh-Seba, o homicídio de Urias, e o constante recrutamento do povo para as guerras. Na verdade a união das tribos de Israel e Judá, era superficial, Judá detinha enraizada as ordens da Lei de Moisés, enquanto as demais tribos, estavam envoltas desde muito antes com os costumes dos povos cananeus. Absalão convidou duzentos homens, para o acompanharem em Jerusalém, porém estes nada sabiam do que iria acontecer, com certeza estavam sendo enganados por Absalão, também Aitofel, gileadita, conselheiro de Davi, passou para o lado de Absalão, este conselheiro além de ser um paparicador, era também covarde. Podemos dizer que era um homem instruído em leis, bastante culto, mas não entendia nada de estratégias de guerra, apenas conhecia parte da administração do palácio. Prontamente aceitou o convite de Absalão, pois seria para ele melhor permanecer no palácio do que ter que enfrentar as interpéries e o incômodo de acompanhar Davi por lugares inóspitos e desconhecidos. Era um homem de vida palaciana. Vemos então que Absalão sabendo do descontentamento dos povos ao redor de Jerusalém, principalmente dos que eram tributários de Davi, aliciou a muitos para formarem um exército que lutasse contra Davi e seus valentes. Como podemos ver em II Samuel, 15:14 em diante, Davi sabendo da conspiração de Absalão, não se deteve, e logo juntou a sua failia e os seus servos fiéis e fugiu. Podemos dizer que Davi pensando em não ter confronto dentro da cidade, pois certamente o povo da cidade inocentemente sofreria, pois haveria muito derramamento de sangue.

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