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O explendor de um reino parte 9

Salomão subindo ao trono, deveria cumprir o que seu pai lhe pedira, que vingasse os inimigos de seu pai, e também sabia que para fortalecer o seu trono, deveria manter longe os homens que porventura poderiam lhe causar algum problema. Primeiramente tinha que livrar-se de Adonias, pois o mesmo seria um espinho em seu calcanhar, então aproveitou-se da oportunidade que Adonias usando da bondade da mãe de Salomão, pediu-lhe que lhe desse a Abisaque, a moça virgem que escolheram para Davi, no fim dos seus dias. Aquela era a oportunidade, porém Salomão usou de sabedoria, pois imaginou que Adonias, Abiatar o sacedote, e Joabe, já estariam tramando alguma coisa para lhe enfraquecer no trono. Pelo que determinou que Benaia, filho de Jeoiada matasse a Adonias, e a Abiatar o expulsou da cidade enviando-o para o campo de Anatote, e quanto a Joabe este sim seria o mais perigoso, pois duas vezes derramou sangue inocente, e traiçoeiramente matou a dois homens mais justos que ele sem que Davi soubesse, apenas para continuar como chefe do exército de Davi. E quando Joabe sabendo das providências que Salomão tomara acerca de Adonias e Abiatar, foi-se até o altar e agarrou-se ali, como que talvez Salomão não teria coragem de mata-lo ali mesmo diante do altar, porém Salomão deu a ordem à Benaia que o matasse ali mesmo. Disse Salomão: “ Assim recaia o sangue destes sobre a cabeça de Joabe e sobre a cabeça da sua semente, e à sua casa, e ao seu trono, dará o Senhor paz para todo o sempre.
Então Benaia, foi colocado por Salomão como chefe do exército de Israel em lugar de Joabe, Sadoque foi colocado como sacerdote em lugar de Abiatar. Ainda havia outro homem, do qual Davi lhe dissera para também tomar providência a respeito de Simei, o qual lhe amaldiçoou e o apedrejou, quando fugia das mãos de Absalão. Depois que Davi recuperou o trono, Simei humilhou-se para não morrer. E para que Salomão não fosse culpado pela morte de Simei, determinou-lhe que edificasse uma casa em Jerusalém, dando-lhe ordem de que não saísse dali para nada e para parte alguma. Três anos depois Simei esqueceu-se do compromisso, e saiu de Jerusalém em busca de dois servos seus que haviam fugido. Pelo que não obedecendo a ordem do rei, caiu sobre si a culpa, e Salomão mandou mata-lo pela mão de Benaia. Tendo portanto Salomão dado fim naqueles que poderiam ser tropeços no seu reinado, agora era hora de Salomão tomar outras providências. Primeiro, teria que fortalecer o reino em caso se houvesse uma guerra. Teria que ter um aliado forte e bem próximo, e que por sua vez viesse a trazer algum benefício ao reino de Israel. Então aparentou-se com Faraó rei do Egito. Casando com a filha de Faraó, mantendo um estreito relacionamento comercial com o Egito, de onde comprou cavalos e tecidos de linho. Logo também fez aliança com o rei de Tiro, Hirão, com o qual fez um acordo comercial de muita importância para o reino de Jerusalém. Contratou com Hirão a compra de toda a madeira de que necessitava, pois Israel não havia madeira para a construção do templo nem do palácio do rei. Salomão deu à Hirão, 20 mil coros de trigo e vinte coros de azeite batido, e todo o ano Salomão lhe dava estas mercadorias para o sustento da casa real do rei Hirão. Isto era como uma compensação pelo bom negócio que faziam. Aqui já vemos a grande importância administrativa de Salomão. (Ireis: 5-13) E o Rei Salomão fez subir leva de gente dentre todo o Israel, e foi a leva de gente 30 mil homens. A cada mês enviava 10 mil. Um mês estavam no Líbano, e dois meses em suas casas.Vejamos que Salomão não sobrecarregava o povo no trabalho. Um mês trabalhavam no Líbano junto aos sidônios no corte de madeira e dois meses ficavam em suas casas, com suas famílias e descansando. Estes trinta mil eram os que recebiam os troncos brutos e os transformavam em tábuas, vigas e tudo o que necessitasse, podemos dizer que estes eram os que trabalhavam nas serrarias. Isto nos mostra da bondade de Salomão e também sua sabedoria. Ainda haviam setenta mil homens que transportavam as cargas de madeira e ainda oitenta mil homens cortavam madeira nas montanhas. Sobre todo este povo haviam três mil e trezentos oficiais que davam as ordens aos trabalhadores no trabalho do corte, no transporte. Ainda mandou que trouxessem pedras para os fundamentos do templo. Emprego não faltava no reino de Israel.

Um grande secretariado
Salomão constituiu príncipes em todo o reino, digamos assim ministros e secretários, chefes de Estado e tudo mais. Desde os provedores da casa real até no campo haviam homens constituídos como vemos a seguir:
Azarias, filho de Zadoque - Sacerdote
Eliorete e Aias, filhos de sisa – Secretários
Jeosafá, filho de Ailude – Chanceler
Benaía, filho de Joiada – Chefe do Exército
Zadoque e Abiatar – Sacerdotes
Azarias, filho de Nata- Provedor
Zabude, filho de Nata- Oficial-mor (chefe da casa civil)
Aizar- mordomo – Porta vóz
Adonirão, filho de Abda – sobre os tributos (Ministro da Fazenda)

Ainda em cada lugar haviam doze provedores, que ao seu mês provia a casa do rei de tudo que havia necessidade.
Bene-Hur – nas montanhas de Efraim
Bene-Dequer – em Macaz, Saalabim, Bete-Semes. Helom e Bete-Hanã
Bene-Hesede- em Arubote, Socó e Hefer
Bene-Abinadabe- em todo o termo de Dor- este era genro de Salomão.
Baaná – Filho de Aliúde- em Taanaque e Megido e ainda Bete-Seã até Abel-Meolá.
O filho de Geber- em Ramote-Gileade e o termo de Argobe em Basã sessenta grandes cidades fortificadas.
Ainadabe- Filho de Ido - em Maanaim.
Aimaaz – também genro de Salomão - em Naftali.
Baaná – fillho de Husai- em Aser e em Alote.
Jeosafá – filho de Paruá – em Issacar.
Simei – Filho de Ela – em Banjamim.
Geber – Filho de uri – na terra de Gileade, e na terra de Siom rei dos amorreus e de Ogue, rei de Basã.

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