sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Familias da biblia e suas crises III

Parte III Todo pecado tem um preço, uma penalidade. Pois a desobediência de um mandamento ou lei sempre vai ter uma penalidade. Isto é a conseqüência obtida por desobediência. As conseqüências nem sempre são pequenas, muitas vezes são grandes, e pode durar a vida toda, ou até mesmo nas gerações futuras. Tal como o caso de Adão e Eva, que sofreram a conseqüência de seu pecado. Logo foram privados da tranqüilidade que possuíam em viver no jardim do Édem. Foram lançados fora do jardim, e receberam sua sentença. Adão, assim como todo o homem que viria a ser seu descendente, haveria de lavrar a terra para a sua sobrevivência, e ainda teria que viver com a dificuldade da terra não ser muito produtiva. Eva, mulher teria que sofrer dores ao dar a luz a sua descendência, e assim continuaria a sofrer dores de uma mãe, tal como ocorreu quando Caim matou Abel. A serpente, antigo dragão, satanás recebeu a sua condenação também. A conseqüência do pecado de Adão e Eva perdura até hoje, pois todo homem nascido de mulher tem o instinto pecador, e quando peca também sofre conseqüências diversas por seu pecado. E o homem só é absolvido de seu pecado, quando o mesmo tem sincero arrependimento e crê no Filho de Deus, isto é, Jesus Cristo. Mas estamos a considerar aqui as conseqüências literais que podem o pecado trazer para o homem e sua família. Há muitos exemplos na Bíblia, referente as crises ocorridas dentro das famílias. Adão pagou o preço por seu pecado, Eva também, e sucessivamente sua descendência. Caim tornou-se um homem invejoso, a ponto de matar seu irmão. A perda de Abel foi a dor que sofreu Eva também como conseqüência de seu pecado juntamente com Adão. Em seguida Caim, sofreu também a conseqüência pelo seu pecado, tendo matado seu irmão, foi condenado a viver como peregrino e vagabundo na terra, e sempre com o temor de também ser vitimado de morte por outro homem. Gen. 4:11-14 E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue de teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força, fugitivo e vagabundo serás na terra. Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar me matará. Se por um lado o pecado produz conseqüências fatídicas. A obediência e a sabedoria de um homem diante de Deus, também tem suas conseqüências benéficas. Foi o caso de Abel, que conhecendo Deus, ofereceu melhor sacrifício que Caim, e o seu sacrifício foi aceito por Deus. E assim o pecado de Caim, gerou também o pecado em sua descendência. Como podemos ler no cap 4 de Gênesis vs. 23. E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Sila. Ouvi mulheres de Lameque, escutai o meu dito; porque eu matei um varão por me ferir e um mancebo por me pisar. Vvemos aí que Lameque, da decendência de Caim, cometeu um duplo homicício, multiplicou assim o pecado de seu antepassado, Caim. Obs. Este Lameque não e o pai de Noé, pois Lameque pai de Noé é da descesdência de Sete. Tendo o homem se multiplicado na terra, também multiplicou-se a sua maldade, pelo que o Senhor arrependeu-se de ter criado o homem. Assim houve a corrupção do gênero humano. Gen. Cap 6 : 3- disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. No vs. 6: então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra. E pesou-lhe em seu coração. E disse o Senhor: Destruirei de sobre a terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal que criei, até o réptil, e até a ave dos céus, porque me arrependo de os haver feito. _ Temos aqui uma drástica conseqüência do pecado do gênero humano. Desde o princípio homem é responsável pela destruição da terra e de toda sua vida animal. Por causa do pecado do homem, Deus resolveu destruir não apenas o homem, mas também os animais, os répteis e as aves do céu. A destruição do homem foi conseqüência pela multiplicação do pecado. Porém Deus encontrou alguém que era reto, que retinha a sua confiança em Deus. Noé, era varão justo e reto em suas gerações e andava com Deus. Pelo que Deus achou graça em Noé e resolveu não incluí-lo na destruição. Então Deus revelou a Noé que iria destruir o homem e todos os animais pelo dilúvio. Deus lhe ordenou que construísse uma arca. Deus lhe deu todas as medidas, o tipo de madeira e o local onde deveria construí-la. Noé creu, e assim durante cem anos trabalhou para construir a arca. Noé creu que Deus iria destruir a humanidade pelo dilúvio, por isso teve a recompensa. Deus lhe mandou que colocasse os animais na arca, e que junto a sua mulher, seus filhos e noras entrasse na arca. Ainda que todos em sua volta criticavam a sua atitude, chamavam-no de louco, pois todos tinham seus corações endurecidos, voltados ao pecado e distanciados de Deus. A conseqüência da obediência de Noe trouxe salvação para si e sua casa, enquanto que a incredulidade das demais pessoas da terra trouxe-lhes a destruição pelo dilúvio. Vemos que uma família foi salva e abençoada pela fé e obediência de um homem. Enquanto que a promessa de Deus destruir o gênero humano desobediente foi cumprida, como conseqüência ao pecado do homem. Também a terra foi destruída, pois tudo que habitava a terra e tinha fôlego de vida pereceu pelas águas do dilúvio. Gen. Cap 7 vs.21,22,23. – E expirou toda a carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado e de feras, e de todo o réptil que se roja sobre a terra, e todo o homem. Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu. Assim foi desfeita toda a substância que tinha sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca. Assim a terra ficou coberta pelas águas durante cento e cinqüenta dias. Gen. cap 6 vs 24. Como consequência ao pecado do homem, que também destói a terra, Deus haverá de proceder o seu juízo, destruindo de sobre a face da terra toda a carne, só que desta feita será pelo fogo. Como está escrito que esta terra está guardada como um tesouro para o dia da destruíção.

Familias da Biblia e suas crises - II

II Parte E no verso 16: E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente: Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. _ Este mandamento o Senhor Deus deu ao homem, antes de ter criado sua companheira. Portanto ficou ao cargo de adão ensinar a mulher a cumprir o mandamento de Deus. Não demorou muito, logo depois de ter Deus criado a mulher, esta enganada pela serpente o diabo, tomou do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, comeu e também deu ao seu marido. Este também comeu influenciado pela mulher, pois nesta altura a mulher já tinha ciência do que estava acontecendo. Ambos então perceberam que estavam nus e esconderam-se. Faremos uma análise aqui sobre a responsabilidade de Adão e Eva. Quem recebeu o mandamento primeiro foi Adão, ele certamente o transmitiu para sua companheira. O diabo sabia que não conseguiria fazer Adão tomar do fruto e come-lo. Então decidiu, aproveitar a fragilidade da mulher, pois a mesma teve o conhecimento do mandamento de Deus através de Adão seu marido. Logo podemos imaginar que Eva não levou muito a sério o que seu marido ensinou, desrespeitou não somente a Deus, mas também o seu marido. Este erro é muito sério, pois sendo a mulher a companheira do homem, errou primeiro e o induziu também ao erro. Adão porém, sendo homem, deveria não compartilhar com o erro de Eva, mas também seduzido pela sua mulher, comeu do fruto. Aparecendo deus na virada do dia, chamou Adão e sua mulher, e ambos se esconderam. Claro que Deus sabia o que tinha acontecido. Chamou novamente Adão até que este se apresentou. Deus lhe pergunta; Porque não respondestes? Adão então responde que se escondeu pois estavam nus. Deus lhe pergunta. Quem te mostrou que estão nus? Porventura comestes do fruto da árvore que disse para não comeres? Adão adiantou-se e disse. A mulher que me destes por companheira. Ela me deu da árvore, e comi. Aí está, o primeiro ato do homem, é logo dar uma desculpa pelo seu erro, e foi logo acusando sua mulher, sua companheira, como que se a culpa fosse somente dela. Deus então pergunta a Eva. – Porquê fizestes isto? Logo a mulher lhe respondeu também com uma desculpa. __A serpente me enganou, e eu comi. Vemos que tanto Adão como Eva, procuraram passar a responsabilidade do seu erro para o seu próximo. Adão procurou eximir-se da culpa, delatando sua companheira, como que querendo que a culpa ficasse somente sobre ela. Logo Eva percebendo que estava em desvantagem, e que poderia assumir a culpa sozinha foi logo acusando a serpente. Foi um jogo de responsabilidade. Um procurou jogar a totalidade da culpa para o outro. Ninguém queria se responsabilizar pelo seu erro. Enfim quando Eva denunciou a serpente, a serpente nada disse. É como um ditado que existe; “Quem se cala consente”. A serpente não tinha ninguém para jogar a culpa, nem tentaria fazer isto pois o mal que pretendia causar já estava feito. Todos os três personagens deste fato tiveram sua culpa sim. Primeiro o homem que recebera primeiramente o mandamento de Deus, e que por conseguinte passou este mandamento para sua companheira, porém foi fraco em sua missão. Não levou muito a sério o mandamento, pois deveria ter feito muito mais para garantir que sua companheira não se deixaria ser enganada pela serpente. O homem falhou primeiramente como cabeça de uma família, não se esforçou para impedir que a mulher sua companheira tomasse do fruto proibido por Deus. Por um momento o homem deixou sua companheira sozinha a andar pelo meio do jardim, sem se preocupar com a sua proteção, pois vemos pela história que Eva estava sozinha com a serpente. Segundo Adão também falhou em não repreender a sua companheira no momento em que ela lhe oferece o fruto, mas cedeu e também comeu o fruto. Mais falho ainda foi por ter procurado lançar a culpa somente em sua companheira. Que homem fraco este Adão, temeu pela sua própria vida, mas não temeu pela vida de sua companheira, a sua adjutora, aquela que ele mesmo disse. Carne de minha carne osso de meus ossos.Naquele momento o egoísmo falou mais alto na mente de Adão. Confessou o seu pecado, mas de forma mesquinha, sem arrependimento, procurando jogar a sua culpa em sua companheira. Eva agiu da mesma forma, se bem que ela poderia ter acusado Adão por ser um homem omisso no tocante ao mandamento. Poderia ter dito que Adão sabia do mandamento mas não a ensinou devidamente. Mas aqui vemos que a mulher lançou a culpa, na serpente. A verdadeira culpada por tudo aquilo. Sempre que o homem ou a mulher cometer pecado, a culpa será dividida entre ambos e o diabo. Pois o diabo a antiga serpente é que sempre está induzindo o homem e a mulher ao pecado. Nem por isso o homem e a mulher estão livres para pecarem. O homem primitivo e sua mulher pecaram, pois foram induzidos ao pecado pela serpente. Na inocência não há pecado, e foi justamente aí que a serpente atacou com a sua astúcia, para fazer o homem e a mulher pecarem. Era muito fácil para a mulher rejeitar a tentação da serpente. Ali de todos e qualquer fruto que havia no jardim do Éden, poderiam livremente comer. Mas ao que parece, a curiosidade da mulher tornou-a vulnerável diante da tentação. Aqui podemos tirar uma lição para nós, pois sempre existe a curiosidade de descobrir aquilo que não nos é permitido. Neste fato houve além da desobediência ao mandamento de Deus, também houve a infidelidade conjugal por parte da mulher. Eva foi infiel ao seu marido, pois deu ouvidos a serpente. Não honrou o seu marido, dando ouvidos a voz estranha. Tal como nos dias de hoje, existem confrontos conjugais, brigas de casais, dilaceração de famílias. Em muitos casos pela infidelidade conjugal. Não estamos falando da infidelidade conjugal através do adultério. Mas infidelidade conjugal em que o marido não confia na esposa e vice e versa. A mulher tem o costume de fazer as coisas pelas costas do marido. O homem idem. Há homens que fazem seus negócios, sem ao menos o consentimento mútuo da sua mulher, e quando de repente está em dificuldades financeiras, perde emprego, faz negócio mal feito, muitas vezes acaba por deixar a família até mesmo sem um teto. Se formos enumerar diversas situações não sobrará espaço ou tempo para fazermos.

As familias biblicas e suas crises parte I

AS FAMILIAS BIBLICAS E SUAS CRISES I Parte A família é uma constituição feita por Deus. Deus tendo criado o homem, achou que ele não deveria viver sozinho, mas precisava de uma companheira, alguém que o ajudasse em sua vida, que fosse sua mulher, companheira de todas as horas. Deus fez cair um sono profundo em Adão, e lhe cerrou uma das costelas, da qual deus então criou a mulher. Esta foi chamada de Eva a mãe de todos os seres viventes da terra. A mulher criada por Deus para ser a auxiliadora do homem. Tal como disse Adão, carne de minha carne, ossos de meus ossos. Isto nos dá a entender, de que o ajuntamento entre o homem e a mulher, não foi um ato voluntário de ambos. Este foi o desígnio de Deus, formar uma família. Assim como deus criou os animais da terra, macho e fêmea os fez, para que se multiplicassem. Também deus criou o homem e a mulher para que se multiplicassem na face da Terra. Poderia ter Deus feito a mulher também de do barro, assim como fez o homem? Certamente que sim, mas deus nos quis mostrar algo muito importante ao tomar da costela de Adão e criar a mulher. Deus nos mostra assim, que, ambos estão ligados de uma forma a viverem lado a lado, um do outro. Se caso a mulher fosse criada do barro, não teria nenhuma ligação ao homem. Isto poderia ocorrer uma disputa entre o homem e a mulher, viveriam separados desde o princípio, pois nada haveria para interlaçar o seu relacionamento. Agora porém podemos crer que há um grande laço entre o homem e a mulher, a partir do momento que Deus tomou da carne do homem e criou a sua companheira. Mesmo assim tendo sido a mulher criada de uma parte do homem, não quer dizer que a mesma é devedora ao homem. Por que isto? É muito simples, O homem não tem poder sobre si próprio, mas Deus que lhe deu fôlego de vida. Deus domina sobre o homem e a mulher, ambos devem obediência ao senhor Deus o seu criador. E como Deus tendo criado o homem a seguir a mulher para lhe ser companheira, também o propósito de Deus é de que o homem e a mulher vivam mutuamente. Um dependendo do outro. No reino animal ocorre a disputa pela sobrevivência das espécies. Isto está no instinto animal de cada ser.Entre o homem e a mulher existe o sentimento mútuo de convivência. Um vive para o outro, pois ambos foram feitos um para o outro. Adão e Eva, foram colocados por Deus no paraíso, e Deus havia dado uma ordenança a Adão, cuja ordenança Adão não cumpriu. Gênesis cap. 2 vs. 8,9 – E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do oriente; e pôs ali o homem que tinha formado.E o Senhor Deus fez brotar da terra toda árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O explendor de um Reino parte 13

Assim edificou Salomão aquela casa e a aperfeiçoou.
Também cobriu as paredes da casa por dentro com tábuas de cedro desde o assoalho da casa até o teto.
O cedro da casa por dentro era lavrado de botões e flores abertas.
No interior da casa preparou o oráculo para por dentro a arca do concerto do Senhor. Era o oráculo de 20 côvados de largura e 20 de comprimento. Ou seja; 9,60 mt por 9,60 mt. Este foi coberto o seu interior com ouro puro. O ouro fora utilizado com muita extravagância dentro do templo, tudo era coberto com cedro e depois recoberto com ouro. Ainda foram feitos dois querubins de madeira de oliveira, cada um com 10 côvados de altura; ou seja 4,80 mt. Colocou os querubins no meio da casa, e uma asa de um querubim tocava a parede enquanto que a outra asa tocava na ponta da asa do outro querubim, como se aqueles dois querubins fossem guardiões no templo. Detalhe ainda mais rico. Cobriu os querubins de ouro puro.
As paredes eram lavradas com entalhes de querubins, de palmas e flores abertas, e tudo depois recoberto com ouro puro.
Na entrada do oráculo fez duas portas em madeira de oliveira, e as decorou também com entalhes de querubins, palmas e flores abertas, e tudo também recoberto com ouro.
Agora podemos imaginar o por quê de tanto ouro guardado por Davi, e também por Salomão, mas não ficou só nisso.
Enquanto se fazia a construção do templo, outros artífices também trabalhavam na obra de prepararem os utensílios e peças que seriam utilizadas no templo.
No cap. 7 I Reis, vs. 13 em diante temos a descrição de que Hirão havia enviado um especialista em obras de arte com o cobre. Este fez duas colunas de 18 côvados de altura. Para cada coluna foi feito um capitel de 5 côvados ( 2,40 mt) de altura, tudo em cobre.
Foi feito também o que se chamou de mar, era o tipo de uma grande bacia toda feita em bronze com a espessura de um palmo, e era sustentado por doze bois feitos em bronze que por sua vez estavam sobre dez bases de cobre com 4 côvados de comprimento cada e 4 côvados de largura ( 1,92 mt). Em cada base haviam quatro rodas, feita também de cobre fundido. Este mar tinha a capacidade para 2 mil batos de líquido, ou seja, era um recipiente com a capacidade “inacreditável” para 73.840 litros, tendo em consideração que um bato era equivalente à 32,96 litros, segundo o dicionário bíblico traduzido por D. Ana e Dr. S.L. Watson, 25ª edição de 1996.

O explendor de um reino parte 12


Pela aliança comercial que Salomão fez com Hirão, podemos verificar que possuía a capacidade suficiente de sustentar não só o seu reino, mas também outros povos. Salomão usou o comércio com sabedoria, para não só enriquecer o seu reino, mas também para manter a paz e ainda concluir a ordem deixada por Davi, em construir o Templo. Hirão lhe daria a madeira do Líbano entregando-lhe a madeira no lugar designado por Salomão, enquanto isso receberia como pagamento trigo e azeite.
Se lermos o cap 2 de II Crônicas, teremos a ampla visão do trabalho destinado para a construção do templo. Além do comércio da madeira, Salomão pediu que Hirão lhe enviasse um homem sábio que soubesse trabalhar com ouro, prata, ferro, púrpura, e muitas outras obras. Hirão lhe enviou Hurão Abiu, um verdadeiro engenheiro, artista, especialista no trabalho de lavrar o ouro, o ferro, a prata, pedras, madeiras e muitas outras obras. Juntamente com os demais especialistas que Davi lhe tinha provido. Vemos no vs. 15 que Salomão enviou à Hirão, não só trigo e azeite, mas também cevada e vinho.
Contou Salomão os homens estranhos, ou seja, os que não eram judeus, e pelo mesmo número que seu pai Davi lhe deixara, encontrou, cento e cinqüenta e três mil e seiscentos homens, os quais pôs para trabalharem. Setenta mil carreteiros, oitenta mil cortadores na montanha, e três mil e seiscentos inspetores, para fazerem trabalhar o povo. Então a construção do Templo começou. Vemos aqui como prosperou tão rapidamente o reino de Salomão. Pois no cap. 6: I Reis conta-nos. No quarto ano do reinado de Salomão, começou a construir o templo. Quanto ao tamanho do templo podemos conhecer as suas dimensões pela equivalência das medidas atuais. Sendo que:
1 côvado equivale à 48 cm. (côvado comercial) e 56 cm para o côvado legal
1 palmo equivalente à 24 cm.

Teremos então as dimensões do templo construído por Salomão.
60 cvd. de comprimento = 33,60 mts de comprimento
20 cvd. de largura = 11,20 mts de largura
30 cvd. de altura = 16,80 mts de altura

Havia um pórtico de 20 cv de largura por 10 cv. isto aumentaria o comprimento do templo para 80 côvados ou então 44,80 mts.
Foram construídas câmaras na parte inferior, ou seja uma espécie de corredor ou galerias, que tinham 2,40 mt de largura. Estes correores estavam dispostos em três andares, e para terem acesso a eles foram construídas escadas em caracol. Uma peculiaridade que dá para perceber é que estes corredores eram construídos pelo lado externo do templo, e que foram recobertos com madeira por dentro e por fora de maneira a travarem as paredes de pedra. A casa do templo foi coberta com pranchas e tábuas de cedros. Agora uma importante observação. Podemos dizer que com o conhecimento naqueles dias, a maneira de que foi feita a construção do templo, foi uma verdadeira obra de engenharia de pré moldados. Pois assim está descrito no vr. 7 do cap 6 I reis. “E EDIFICAVA-SE A CASA COM PEDRAS PREPARADAS; COMO AS TRAZIAM SE EDIFICAVA, DE MANEIRA QUE NEM MARTELO, NEM MACHADO, NEM NENHUM OUTRO INSTRUMENTO DE FERRO SE OUVIU NA CASA QUANDO A EDIFICAVAM”.
Os pedreiros, os carpinteiros deixavam o material todo preparado, provalvelmente toda peça de pedra e madeira foi preparada com entalhes e encaixes, tudo muito bem estudado e calculado anteriormente.
Bom até aqui vimos a estrutura do templo, agora veremos a obra de acabamentos.

O explendor de um reino parte 11

Vamos agora atentar para a administração de todo este reino. Quem conquistou todo aquele território sabemos que foi Davi. Porém seria necessário que Salomão seu sucessor, ordenasse a segurança do reino em todas as suas fronteiras. Para Israel seria difícil manter a segurança de todo aquele território apenas utilizando guarnições. Então como sabemos que Salomão foi o maior dos sábios de todos os tempos da História de Israel, podemos observar a sua diplomacia.
O quê fez Salomão então? Como já anteriormente vimos que Salomão aparentou-se com o rei do Egito. Casando com a princesa egípcia, assim garantiu um forte aliado, que possuía um bom exército, para apóia-lo em caso de uma guerra eminente com qualquer inimigo que houvesse ousar enfrenta-lo. Ainda fortificou as cidades fronteiriças, construiu cavalariças, ao todo 40.000 estrebarias para cavalos, possuía 12 mil cavaleiros. Assim Salomão fortaleceu o seu exército com cavaleiros, muito ao contrário de Davi, que quando venceu o rei da Síria, mandou jarretar todos cavalos por não possuir gente capaz de monta-los, deixando apenas cem carros para si, e com certeza apenas carros de transporte. Agora Salomão sendo genro de Faraó do Egito, recebeu como dote por sua mulher a cidade de Gezer, a qual Faraó a tomou e queimou a fogo das mãos dos cananeus. Como podemos ler em I Reis cap 10 vs. 19- E todas as cicades das munições que Salomão tinha e as cidades dos carros e as cidades dos cavaleiros, e o que o desejo de Salomão quis edificar em Jerusalém, e no Líbano e em toda a terra de seu domínio.
Salomão impôs tributo sobre todos os povos conquistados, porém ao povo de Israel não os fez tributários, nem mesmo os escravizou, colocou-os como seus príncipes e chefes sobre os trabalhadores e alistou-os para o exército. Veremos também que Salomão formou uma marinha mercante. Como lemos em I reis 10:26- Também o Rei Salomão fez naus em Exiom-geber, que está junto a Elote, na praia do mar de Sufe, na terra de Edom. E mandou Hirão com aquelas naus os seus sevos, marinheiros, que sabiam do mar, com os servos de Salomão. E vieram a Ofir e tomara para o rei Salomão quatrocentos e vinte talentos de ouro. O mar onde navegavam essas naus era o mar Vermelho, pois não caberia à Salomão competir o comércio marítimo com seu amigo Hirão, pelo que vemos Hirão até enviou seus marinheiros para conduzirem as naus de Salomão, e com certeza ensinar os marinheiros de Salomão. Desta forma Salomão estendeu as relações comerciais para garantir as despesas que teria com os grandes empreendimentos que estava a fazer. Como a construção do templo do Deus de Israel. Só na obra da construção do templo foram sete anos, onde foi empregada grande mão de obra. E para poder sustentar todos os empreendimentos, toda sua corte, e para que houvesse alimento suficiente ao povo, aos animais Salomão tinha seus provedores como já anteriormente vimos. O negócio comercial de Salomão com Hirão rei de Tiro, foi demonstração de uma boa relação comercial. Beneficiava ambos os lados. Hirão prometeu entregar a Salomão toda a madeira de que precisasse, em troca disto Salomão lhe forneceria uma cota de vinte mil coros de trigo, e vinte coros de azeite batido de ano em ano. Para termos uma idéia de quanto necessariamente seria a quantia destes dois produtos em termos de nossas medidas atuais, temos que conhecer as medidas utilizadas naquela época.Tomamos aqui a tradução do Dicionário bíblico, feito por D. Ana e Dr. S.L. Watson, publicado pela Imprensa Bíblica Brasileira. Temos então o seguinte;
Para medidas secas
1 Coro equivalente à 369,2 litros.
1 Efa equivalente à 10 ômeres.
1 Coro equivalente à 10 efas e 100 ômeres.

Para medidas liquidas
1 Coro equivalente a 10 batos = 60 him = 720 logmo (369,2 litros).

Ao observarmos a relação de medidas usadas naqueles tempos encontramos a quantidade calculada do provimento que Salomão recebia de seus provedores em cada dia, segundo I Reis cap 4 vs 22.
“ Era, pois o provimento de Salomão, cada dia, trinta coros da flor de farinha e sessenta coros de farinha; dez vacas gordas e vinte vacas de pasto, e cem carneiros, afora os veados e as cabras monteses, e os cocos, e aves cevadas.”
30 coros de flor de farinha equivalente à 11.070 litros por dia
60 coros de farinha equivalente à 22.140 litros por dia.
Vemos que para tudo isso dar certo Salomão organizou muito bem o seu reino.
Vemos aqui uma peculiaridade na organização de trabalho dos provedores. Cada mês um provedor era responsável para suprir a mesa do rei, assim sendo que nos próximos onze meses, este provedor tinha tempo suficiente para a produção, comprar e estocar tudo quanto lhe era necessário para cumprir sua tarefa. Lendo isso podemos imaginar a quantidade de empregados que cada provedor possuía, as relações comerciais com os agricultores, com os criadores de vacas, com os caçadores, com os moedores de trigo, o trabalho de transporte para tudo aquilo, o armazenamento. Podemos imaginar um país tendo um desenvolvimento econômico, industrial e comercial em todos os aspectos. Caravanas atravessavam de um lado ao outro, no campo os lavradores todos trabalhando, mercadores de todos os lados saindo e chegando em Jerusalém, uma economia estabilizada, crescendo dia a dia, um enriquecimento não só do reino, mas também do povo. Desemprego? Não havia, talvez pudesse haver em algum local a falta de trabalhadores, mas isso era certamente um problema muito pequeno, pois, as relações exteriores de Salomão eram extensas e com isso podemos ver que todos os povos em sua volta vinham até Salomão para não só conhecer o seu reino, a sua sabedoria, mas também aprender alguma coisa sobre a administração do reino e manter uma boa relação comercial. Imaginemos naqueles dias a quantidade de estrangeiros que vinham para Israel em busca de trabalho?
Riqueza, e abundância de alimento e outras coisas a mais, isto sim era a prosperidade e a grandeza de um reino muito bem administrado.

O explendor de um reino parte 10


A população de Israel e Judá era grande, tendo Davi feito grande conquista do Império.
As fronteiras deste Império estava assim estabelecida. Ao Norte toda a Síria pertencia à Israel Davi havia conquistado-a, tendo sua fronteira com o Império Assírio. Ao Leste da Síria descendo ao Sul junto ao mar vermelho a fronteira se extendia pelas terras do deserto da Arábia. Junto ao leste do Mar Morto estavam localizadas Amom e Moab, agora também pertencentes à Israel. O sul fazia fronteira então com o Egito desde o mar Vermelho até o Mediterrâneo, estendendo-se uma grande faixa até a terra dos filisteus. Ao norte da terra dos filisteus, uma grande parte do litoral do Meditrrâneo, chegando até a Fenícia que dominava toda a costa do mediterrâneo até o Líbano de onde vinham as madeiras para Salomão. Certamente da região de Biblos que era uma cidade importante na produção de madeira.
Acrescentando aqui nossa observação quanto a grandeza do reino de Salomão temos que dar forte atenção na extensão territorial do reino. Como lemos em I reis cap. 4 vs 21- E Dominava Salomão sobre todos os reinos desde o rio (Jordão) até a terra dos filisteus e até os termos do Egito. Como poderemos observar no mapa:


O explendor de um reino parte 9

Salomão subindo ao trono, deveria cumprir o que seu pai lhe pedira, que vingasse os inimigos de seu pai, e também sabia que para fortalecer o seu trono, deveria manter longe os homens que porventura poderiam lhe causar algum problema. Primeiramente tinha que livrar-se de Adonias, pois o mesmo seria um espinho em seu calcanhar, então aproveitou-se da oportunidade que Adonias usando da bondade da mãe de Salomão, pediu-lhe que lhe desse a Abisaque, a moça virgem que escolheram para Davi, no fim dos seus dias. Aquela era a oportunidade, porém Salomão usou de sabedoria, pois imaginou que Adonias, Abiatar o sacedote, e Joabe, já estariam tramando alguma coisa para lhe enfraquecer no trono. Pelo que determinou que Benaia, filho de Jeoiada matasse a Adonias, e a Abiatar o expulsou da cidade enviando-o para o campo de Anatote, e quanto a Joabe este sim seria o mais perigoso, pois duas vezes derramou sangue inocente, e traiçoeiramente matou a dois homens mais justos que ele sem que Davi soubesse, apenas para continuar como chefe do exército de Davi. E quando Joabe sabendo das providências que Salomão tomara acerca de Adonias e Abiatar, foi-se até o altar e agarrou-se ali, como que talvez Salomão não teria coragem de mata-lo ali mesmo diante do altar, porém Salomão deu a ordem à Benaia que o matasse ali mesmo. Disse Salomão: “ Assim recaia o sangue destes sobre a cabeça de Joabe e sobre a cabeça da sua semente, e à sua casa, e ao seu trono, dará o Senhor paz para todo o sempre.
Então Benaia, foi colocado por Salomão como chefe do exército de Israel em lugar de Joabe, Sadoque foi colocado como sacerdote em lugar de Abiatar. Ainda havia outro homem, do qual Davi lhe dissera para também tomar providência a respeito de Simei, o qual lhe amaldiçoou e o apedrejou, quando fugia das mãos de Absalão. Depois que Davi recuperou o trono, Simei humilhou-se para não morrer. E para que Salomão não fosse culpado pela morte de Simei, determinou-lhe que edificasse uma casa em Jerusalém, dando-lhe ordem de que não saísse dali para nada e para parte alguma. Três anos depois Simei esqueceu-se do compromisso, e saiu de Jerusalém em busca de dois servos seus que haviam fugido. Pelo que não obedecendo a ordem do rei, caiu sobre si a culpa, e Salomão mandou mata-lo pela mão de Benaia. Tendo portanto Salomão dado fim naqueles que poderiam ser tropeços no seu reinado, agora era hora de Salomão tomar outras providências. Primeiro, teria que fortalecer o reino em caso se houvesse uma guerra. Teria que ter um aliado forte e bem próximo, e que por sua vez viesse a trazer algum benefício ao reino de Israel. Então aparentou-se com Faraó rei do Egito. Casando com a filha de Faraó, mantendo um estreito relacionamento comercial com o Egito, de onde comprou cavalos e tecidos de linho. Logo também fez aliança com o rei de Tiro, Hirão, com o qual fez um acordo comercial de muita importância para o reino de Jerusalém. Contratou com Hirão a compra de toda a madeira de que necessitava, pois Israel não havia madeira para a construção do templo nem do palácio do rei. Salomão deu à Hirão, 20 mil coros de trigo e vinte coros de azeite batido, e todo o ano Salomão lhe dava estas mercadorias para o sustento da casa real do rei Hirão. Isto era como uma compensação pelo bom negócio que faziam. Aqui já vemos a grande importância administrativa de Salomão. (Ireis: 5-13) E o Rei Salomão fez subir leva de gente dentre todo o Israel, e foi a leva de gente 30 mil homens. A cada mês enviava 10 mil. Um mês estavam no Líbano, e dois meses em suas casas.Vejamos que Salomão não sobrecarregava o povo no trabalho. Um mês trabalhavam no Líbano junto aos sidônios no corte de madeira e dois meses ficavam em suas casas, com suas famílias e descansando. Estes trinta mil eram os que recebiam os troncos brutos e os transformavam em tábuas, vigas e tudo o que necessitasse, podemos dizer que estes eram os que trabalhavam nas serrarias. Isto nos mostra da bondade de Salomão e também sua sabedoria. Ainda haviam setenta mil homens que transportavam as cargas de madeira e ainda oitenta mil homens cortavam madeira nas montanhas. Sobre todo este povo haviam três mil e trezentos oficiais que davam as ordens aos trabalhadores no trabalho do corte, no transporte. Ainda mandou que trouxessem pedras para os fundamentos do templo. Emprego não faltava no reino de Israel.

Um grande secretariado
Salomão constituiu príncipes em todo o reino, digamos assim ministros e secretários, chefes de Estado e tudo mais. Desde os provedores da casa real até no campo haviam homens constituídos como vemos a seguir:
Azarias, filho de Zadoque - Sacerdote
Eliorete e Aias, filhos de sisa – Secretários
Jeosafá, filho de Ailude – Chanceler
Benaía, filho de Joiada – Chefe do Exército
Zadoque e Abiatar – Sacerdotes
Azarias, filho de Nata- Provedor
Zabude, filho de Nata- Oficial-mor (chefe da casa civil)
Aizar- mordomo – Porta vóz
Adonirão, filho de Abda – sobre os tributos (Ministro da Fazenda)

Ainda em cada lugar haviam doze provedores, que ao seu mês provia a casa do rei de tudo que havia necessidade.
Bene-Hur – nas montanhas de Efraim
Bene-Dequer – em Macaz, Saalabim, Bete-Semes. Helom e Bete-Hanã
Bene-Hesede- em Arubote, Socó e Hefer
Bene-Abinadabe- em todo o termo de Dor- este era genro de Salomão.
Baaná – Filho de Aliúde- em Taanaque e Megido e ainda Bete-Seã até Abel-Meolá.
O filho de Geber- em Ramote-Gileade e o termo de Argobe em Basã sessenta grandes cidades fortificadas.
Ainadabe- Filho de Ido - em Maanaim.
Aimaaz – também genro de Salomão - em Naftali.
Baaná – fillho de Husai- em Aser e em Alote.
Jeosafá – filho de Paruá – em Issacar.
Simei – Filho de Ela – em Banjamim.
Geber – Filho de uri – na terra de Gileade, e na terra de Siom rei dos amorreus e de Ogue, rei de Basã.

O explendor de um reino parte 8


O reinado de Salomão

De aqui em diante falaremos do reinado de Salomão, quando então o reino de Israel alcança seu maior esplendor, sua maior riqueza e grandeza, tanto em beleza. Foi nesse período que Israel alcançou o seu apogeu, cresceu economicamente, militarmente e transformou-se no maior Império da região naquela época. Foram 40 anos de grandeza, glória, poder econômico, poder militar, e também paz. Pois Salomão foi um grande diplomata, que para fortalecer o seu reino, e conseguir cumprir suas metas, não precisou do uso da força nem de sue exército, mas da diplomacia, segundo a sabedoria que possuiu. O seu reinado foi tão próspero que muitos reis e rainhas vinham ter com ele para talvez aprenderem a governar bem o seu povo, pois ficaram maravilhados pelo seu modo de governo, pela sua grande sabedoria, como o episódio da Rainha de Sabá. Salomão tinha uma grande companheira ao seu lado, como conselheira do reino. È talvez de se estranhar dizer que Salomão tinha ao seu lado uma conselheira, pois os reis sempre tiveram os seus conselheiros. Mas Salomão, teve o privilégio de ter sua própria mãe como conselheira real.
Ora, já no fim da vida de Davi, Bateseba, teve o papel importante na coroação de Salomão, pois a mesma sabendo que Adonias o quarto filho de Davi já se proclamava o seu sucessor, já instruída por Nata o profeta apressou-se em reclamar à Davi, a promessa com juramento de que ele mesmo lhe fizera, de que Salomão reinaria em seu lugar. Um fato importante, considerarmos é de que se Adonias fosse rei em lugar de Davi, certamente Batseba e Salomão corriam perigo de vida. Pois para Adonias, Batseba era uma intrusa na casa real, posteriormente o seu filho Salomão. Parece que a coroação de Salomão foi feita com urgência e muita pressa. Quando soube-se que Adonias, estava reunido com Joabe chefe do exército, e Abiatar o sacerdote, preparados com carros, cavaleiros e cinqüenta homens armados, Nata fez saber ao rei todas as coisas, perguntando-lhe se o mesmo já havia determinado que Adonias reinaria em seu lugar. Convém observar aqui que Adonias era filho de Hagite Como Davi teve várias mulheres, pode-se crer que havia muita intriga palaciana. Vamos lembrar o episódio de Absalão e vermos de quem era ele filho? Sim sendo Absalão o terceiro filho de Davi, e sua mãe era nada menos que Maaca, filha do Rei de Gesur. Era uma princesa, e que talvez quando Absalão se levantou contra Davi, é porque foi instigado pela sua mãe e seu avô, isto sem contar com o caso de que Absalão já havia matado Amnom, o primigênito de Davi, e que ficou retirado da casa real por muitos anos, e foi-se para onde? Para a casa do Avô. Ora, ora, vendo o avô, tudo o que sucedera, e sendo rei, certamente preparou seu neto para no futuro tomar posse do reino de Israel. Esta foi uma das primeiras intrigas palacianas, agora deparamos com a intriga palaciana entre Hagite e Batseba.
Cremos que Hagite se achava no direito de que seu filho Adonias deveria reinar em lugar de Davi, pois era mulher de Davi, ainda quando Davi reinou em Hebrom, já Batseba, era tal como um mulher intrusa, a qual cometera adultério com Davi, e que mulher ficaria feliz sabendo que uma intrusa tomaria todos os direitos dos filhos legítimos? Pensamos assim. Hagite, e Adonias que já era adulto, tinham Batseba como uma mulher que entrou na vida da família real só para trazer transtorno e confusão. Batseba era mais nova, atenciosa e de gestos delicados, não só para com o seu filho Salomão como também ao rei. Parece incrível, mas vemos aqui o relacionamento da família real, da casa de Davi, que era uma família muito dividida internamente. Da primeira mulher de Davi, Filha de Saul, Davi não teve filhos, pois depois da desfeita que ela fez Davi a recusou, e não quis ter filhos com ela. Já quanto à mãe de Amnon, esta não se importava mais com o reino, pois seu filho havia sido morto. Abigail, sempre uma mulher pacificadora, não interessava com reino, nem poder, apenas mostrava a bondade e sabia repartir o que tinha com os necessitados. Desde quando ela saiu com os víveres para Davi e seus homens, depois que Nabal se recusou a ajuda-los, temos certeza de ver uma mulher dedicada à bondade, a caridade e preocupada com o bem estar dos necessitados, podemos assim deduzir que ela com seu filho Queliabe, sempre estavam fora do palácio, sempre no campo, entre os lavradores, e também cuidando da herança que lhe ficou depois da morte de Nabal. Agora certamente Maaca, filha de Talmai o rei de Gesur, estivesse talvez ocupada com sua filha Talmai. A outra mulher de Davi, Eglã mãe de Itreão, nada pode-se deduzir, foi mulher que Davi também tomou ainda em Hebrom. Logo quando foi ungido rei, Davi tomou outras mulheres e concubinas, das quais teve outros filhos. E justamente, Batseba mãe de Salomão era considerada não como mulher, mas concubina de Davi, por parte de Hagite. Então imagina-se que quando uma encontrava a outra pelos corredores do palácio procuravam não ficar frente à frente uma com a outra. Batseba era sábia, e perfeitamente sabia que Salomão seu filho sendo ungido rei sobre Israel, teria muita coisa que fazer. Agora como Salomão no trono, ela ao seu lado seria a rainha e sua conselheira. Pois dá-nos entender que desde pequeno Salomão era instruído por sua mãe, cremos que Batseba fez o que pode para que Salomão fosse o mais instruído dos filhos de Davi. O próprio Salomão escreveu o que lhe ensinou sua mãe e lhe aconselhou. Vemos isto em Provérbios 32. Palavras do rei Lemuel, a profecia que lhe ensinou sua mãe.... Então qual é o rei que tendo como conselheira ao seu lado no trono não será um bom rei? Certamente governará uma nação com a prosperidade e justiça. ... vejamos o episódio seguinte em que Salomão julga uma causa de difícil decisão. Pois apresentando-se diante dele duas mulheres, disputando a maternidade de uma criança, sendo que o filho de uma delas havia morrido, no leito enquanto dormia, ambas moravam juntas na mesma casa. E como não havia testemunha, era a palavra de uma contra a outra. Porém ali estava Salomão diante de uma causa que se formos olhar seria impossível julga-la corretamente. Porém, Salomão naquele momento pode ter se lembrado da ternura e do cuidado que tinha sua mãe com ele. Então julgou aquela causa sabendo que a verdadeira mãe preferiria ver o filho nos braços da outra, mas não morto.

O explendor de um reino parte 6

Quantia oferecida por Davi equivalente em kg
3000 talentos de ouro 131.400 kg = 131,4 toneladas
7000 talentos de prata 306.600 kg = 306,6 toneladas

Quantia oferecida pelo povo
5000 talentos de ouro 219.000 kg = 219,0 toneladas
10000 talentos de prata 438.000 kg = 438,0 toneladas
18000 talentos de cobre 788.400 kg = 788,4 toneladas
100000 talentos de ferro 4.380.000 kg = 4.380,0 toneladas

Há uma divergência quanto aos números descritos ao que se refere a quantia de material preparado por Davi para a construção do templo de Jerusalém.
I Crônica 22:14 diz:
100 mil talentos de ouro, um milhão de talentos de prata, o cobre e o ferro sem conta.

Agora no cap 29 temos definidos os valores acima aplicados. Decidimos então por optar aos números descritos neste capítulo, mesmo assim parece ser um absurdo a quantia de ouro, prata, cobre e ferro estocado por Davi. Talvez haja uma variante de erros na tradução dos originais. Pois se analisararmos no peso de hoje, seriam necessárias para transportar todo esse material cerca de 187 carretas com capacidade de 30 toneladas cada, ou 94 vagões de trem com 60 ton de capacidade. Imaginemos então o tamanho de uma ou várias construções para armazenar todo este material. Com certeza estas coisas não estavam transformadas em lingotes, mas em materiais de todo o tipo, como escudos, vasos, taças, espadas, etc... Isto poderemos confirmar mais a frente quando falarmos de Salomão.

Poré, tudo isso Davi deixou já ordenado e organizado, para que Salomão seu filho continuasse o seu reinado.
Antes de Davi reinar, o reino ainda não passava de forças militares, dispostas a enfrentar seus inimigos para que a todo custo permanecessem na terra de Canaã. Os inimigos do povo de Israel nos filisteus, Amorreues, amonitas, Jebuseus entre outros. Portanto Davi inicia seu reinado em meio a muitas guerras. O povo havia entrado na terra prometida por Yhaweh, porém, ainda havia muito a conquistar.
As crises internas do reino que Davi teve de enfrentar, repercutiram muito na vida de todo o reino, ocorendo assim até mesmo rebeliões de alguns grupos, e o fato mais importante que as próprias escituras relatam é a rebelião de Absalão. Ora Absalão usou de uma artimanha para matar Amnom, que era seu irmão, e que por sua vez cometeu o incesto com Tamar a qual era filha da mesma mãe de Absalão. Este era rapaz mesquinho, calculista e pelo que nos relata a bíblia, parece que era dedicado a a criação de ovelhas, tinha muitos servos a seus serviços. Então Absalão preparou uma tropa de cinqüenta homens, a cavalos e carros de guerra. Também para pela manhã na porta da cidade de Davi, e a todo homem que tinha uma causa, ou demanda para vir ao rei Davi, este parava e lhe falava de maneira a ganhar o coração daquele, e nem o rei ficava sabendo, assim passou a ser por sua propria conta um juiz entre o povo de Israel. Também quando alguém se achegava a ele, e inclinava-se diante dele, ele tomava-lhe a mão e o beijava, mostrando-se assim mais amável ao povo do que o próprio Davi. Com isto Absalão roubava o coração do povo para si. Absalão ao tempo de tres anos mais tarde depois da morte de Amnom, resolve ir a Hebrom, cidade onde Davi havia iniciado o reinado. Mentindo a Davi disse ter um voto feito ao senhor, que se tornasse novamente à Jerusalém serviria ao Senhor. Absalão enviou espiões em todas as tribos de Israel dizendo-lhes que quando ouvissem as buzinas tocarem, proclamassem então que Absalão reinava em lugar de Davi. Nestas alturas o povo já andava descontente com os problemas que Davi tinha. O caso do adultério com Beteh-Seba, o homicídio de Urias, e o constante recrutamento do povo para as guerras. Na verdade a união das tribos de Israel e Judá, era superficial, Judá detinha enraizada as ordens da Lei de Moisés, enquanto as demais tribos, estavam envoltas desde muito antes com os costumes dos povos cananeus. Absalão convidou duzentos homens, para o acompanharem em Jerusalém, porém estes nada sabiam do que iria acontecer, com certeza estavam sendo enganados por Absalão, também Aitofel, gileadita, conselheiro de Davi, passou para o lado de Absalão, este conselheiro além de ser um paparicador, era também covarde. Podemos dizer que era um homem instruído em leis, bastante culto, mas não entendia nada de estratégias de guerra, apenas conhecia parte da administração do palácio. Prontamente aceitou o convite de Absalão, pois seria para ele melhor permanecer no palácio do que ter que enfrentar as interpéries e o incômodo de acompanhar Davi por lugares inóspitos e desconhecidos. Era um homem de vida palaciana. Vemos então que Absalão sabendo do descontentamento dos povos ao redor de Jerusalém, principalmente dos que eram tributários de Davi, aliciou a muitos para formarem um exército que lutasse contra Davi e seus valentes. Como podemos ver em II Samuel, 15:14 em diante, Davi sabendo da conspiração de Absalão, não se deteve, e logo juntou a sua failia e os seus servos fiéis e fugiu. Podemos dizer que Davi pensando em não ter confronto dentro da cidade, pois certamente o povo da cidade inocentemente sofreria, pois haveria muito derramamento de sangue.

O explendor de um reino parte 7

Davi era homem experiente, e também não poderia deixar seus demais filhos e mulheres na cidade, pois certamente seriam todos assassinados. Sim pois o espírito assassínio estava em Absalão, matara seu irmão, agora pretendia tomar o reino, e matar não somente Davi, com certeza faria a destruição de toda sua casa. Talvez na mente de Absalão parecia ser muito fácil e cômodo governar o reino de Israel. Estava totalmente enganado. E isto ele próprio viu, mas não compreendeu com certeza. Pois tomando posse do trono, pediu conselho a Aquitófel, o qual lhe falou que entrasse e abusasse das concubinas de seu pai, e assim ele estaria mostrando a todo o Israel quão abominável se fez para a casa de seu pai. Absalão aceitou o conselho e então lhe armaram uma tenda no terraço do palácio, e ali Absalão concluiu a sua falta de capacidade de governar um povo, pois assim mostrou-se mais amigo dos deleites do que da própria moral diante de um povo. Ainda Aitofel, aconselhou que Absalão lhe desse doze mil homens, e ele próprio seguiria Davi para o matar, porém Husai, amigo de Davi, sendo consultado, aconselhou que Absalão, ele próprio ajuntasse todo o povo de Israel desde Dâ até Beherseba, e fosse contra Davi. E isto para Absalão pareceu mais concernente, pois se ele próprio fosse diante de um grande exército e ferisse a Davi, seria então certamente, pensava ele; o povo se agradaria disso ou o seu poder seria mostrado e então todo o Israel lhe aclamaria Rei legítimo. Logo Aitofel vendo que o seu conselho desta vez foi rejeitado, foi e enforcou-se. Aí está a demonstração de que Aitofel, era um homem apenas palaciano e covarde. Só os covardes é que acham na sua morte o refúgio para as suas decepções. O final da investida de Absalão contra Davi, foi trágico, pois o mesmo seguiu Davi e seu exército após o Jordão. E na terra de Gileade Absalão e o seu exército acamparam. Enquanto a isso Davi e todos que estavam com ele eram bem recebidos por Sobí, filho de Naás, da terra dos amonitas e Maquir e Barzilai o geleadita. Estes lhes forneceram cama para descansarem, bacias e vasilhas de barro, certamente para lavarem-se e ainda, trigo, cevada, farinha, grão torrado, favas, lentilhas, mel, manteiga, queijo, ovelhas. Assim aquele povo muito hospitaleiro amigos de Davi, pois agor lhe retribíram o grande bem que Davi fez em derrotar os siros como já anteriormente comentamos. Os amonitas, acolheram a Davi e o povo com ele, dando uma boa hospedagem. Com isto certamente o moral, o ânimo de todos se refez dando oportunidade de prepararem-se para lutarem contra os rebeldes de Absalão.
Hussai passou as informações do intento de Absalão aos sacerdotes Zadoque e Abiata, os quais estavam encarregados de informar à Davi tudo o que se sucedia. Se não fora o meio de informação de que Davi dispunha, certamente o intento de Absalão teria sucesso. Assim Davi repartiu o povo que estava com ele em tr~es exércitos, colocando cem homens ao comando de Joabe, cem à Abisai, filho de Zeruia irmão de Joabee cem sob o comando de Itai o giteu. Davi também preparou-se para ir à batalha, porém o povo não o deixou, como os chefes mesmo disseram que certamente o coração e os olhos dos soldados de Absalão não estariam contra o povo, mas tão somente contra Davi. Então encontraram-se os dois exércitos, no bosque de Efraim. Ali o exército de Abslão foi derrotado pelos soldados de Davi, ainda que este em pouco número, porém tinha a vantagem do bosque. Cerca de vinte mil morreram naquele dia. Se observarmos o livro das crônicas dos reis de Israel, este episódio e os demais que ocorreram entre a família real, foram omitidos, pois certamente não era do feito dos escribas relatarem as coisas do reino sem o consentimento do rei. Porém o escritor do livro de Samuel, não omitiu nada destas coisas. Absalão foi morto covardemente por Joab, pois o mesmo ficara pendurado nos ramos de um carvalho, devido sua enorme cabeleira, e sem defesa alguma morreu da mesma forma que matou Amnon.
Davi retornou à Jerusalém, foi novamente aclamado rei, destituiu Joabe do seu cargo de chefe do exército, colocando Amasa em seu lugar. Agora podemos ver a rebeldia das demais tribos de Israel, que não conseguiam viver sem uma rebelião. Seba liderou as tribos de Israel, aproveitando-se ainda do episódio, talvez pensasse em fazer-se rei sobre as demais tribos de Israel, porém toda Judá se uniram ao rei Davi, desde os termos do Jordão até Jerusalém. Davi havia convocado amasa juntamente com os soldados de Judá para apresentar-se diante dele no terceiro dia, porém demorou-se em vir até ele, pelo que Davi então enviou Abisai para perseguir Seba, para que este não se fortalecesse e logo então fizesse um mal maior que Absalão. Assim foram os soldados perseguindo Seba, e em determinado momento, Joabe encontra-se com Amasa, e traiçoeiramente o mata. Ora Joabe comete outro assassinato, pois havia perdido seu lugar de chefe do exército de Israel. Joabe cercara a cidade onde Seba se refugiara, a saber Bete-Maaca, e já quando procuravam derrubar as muralhas uma mulher lhe saiu ao encontro e com sabedoria poupou a cidade, entregando-lhe a cabeça de Seba. Então Joabe voltou sem lutar contra aquela cidade. Nesta altura Davi teve que reformular parte de suas lideranças. Sendo que Joabe permaneceu como chefe do exército, Benaia, filho de Jeoiada, fora colocado chefe sobre os queretue e os peleteus, Adorão ficou encarregado dos tributos, e Jeosafá, era o chanceler. Seva o escrivão. Zadoque e Abiatar, sacerdotes, Ura, o Jairita o oficial-mor (casa civil) do rei.
A terra de Israel sofreu durante três anos uma seca tremenda, onde começou a padecer fome, porém não assolou o povo.
Depois disto Davi preocupou-se em manter a ordem no reino e preparar as coisas para construir o templo de Jerusalém, e pelo que conhecemos não pode efetuar a obra, mas deixou tudo preparado para o seu sucessor, Salomão seu filho menor, o qual teve com Beteh – Seba, para a qual prometera que seu filho seria rei em seu lugar.

O explendor de um reino parte 5

Logo Davi organiza a sua corte à maneira egípcia e Cananéia. Usando a severidade na administração, tudo fazia em função para agradar à de Deus (Jeová).
Também, devolveu as terras da família de Saul, para Mefibosete, filho de Jônatas, neto de Saul, para cumprir seu juramento com Jônatas, com isso beneficiando também o velho servo de Saul, Ziba e seus quinze filhos e vinte servos. Mefibosete era coxo, e com isto podemos ver a pureza do coração de Davi para com os necessitados e reta justiça diante de seus súditos.

Foi feita uma contagem do povo de Israel, porém esta contagem não foi concluída, pois Deus ficou indignado pela atitude do monarca, em contar o povo. Mas ao menos o número dos exércitos que Davi teve foi passado detalhadamente. Havia em Israel 800 mil homens de guerra e em Judá 500 mil. Ou seja um exército de 1 milhão e 300 mil homens.
E ainda somente para fazerem os serviços ligados ao reino eram no total de 288 mil pessoas. Conforme consta em I Crônicas 27- O povo que trabalhava para o rei Davi eram 24 mil em cada turma. Cada turma trabalhava no seu mês. O reino de Davi era muito bem organizado, sendo distribuído para cada função ou necessidade do reino um chefe para cada turma, em suas funções. No pequeno esquema a seguir poderemos ter uma ampla idéia de como era administrado o reino.

- Azmavete- cuidava dos tesouros do rei, Tesoureiro
- Jònatas- filho de Uzias- cuidada dos tesouros da terra, das cidades e aldeias (Finanças)
- Ezri- cuidava das lavouras- Uma espécie de secretário da agricultura
- Simei- cuidava dos campos de vinha- Outro secretário da agricultura
- Baal Hanã- cuidava dos Olivais e figueiras – Outro secretário de agricultura
- Zabdi- cuidava da produção e venda de vinho- Secretário da industria e comércio
- Joás – cuidava da produção e comércio do azeite- outro secretário da industria e comércio
- Sitrai – cuidava do gado em Saron- secretário da pecuária
- Safate- cuidava do gado nos vales- secretário da pecuária
- Obil- cuidava dos camelos- Povavelmente usados para tranporte de caravanas- Secretário de transporte
- Jedéias- cuidava das jumentas- outro secretário de tranportes
- Jariz- cuidava do gado miúdo( cabras e ovelhas)

Havia ainda o conselho real- espécie de Ministros e assessores diretos do rei.
- Jônatas- tio de Davi
- Aaitofel- o qual ajuntou-se com Absalão
- Husai- Amigo íntimo de Davi
- Joiada - sacerdote
- Abiatar-
- Joabe- general dos exércitos de Israel- Espécie de Ministro das toda a força armada
- Joiel- cuidava da educação dos filhos de Davi


Davi ainda ordenou todo o ministério do sacerdócio para a casa do Senhor como mostra no Cap.25 e 26 de I Crônicas. Ainda ordenou oficiais e juízes dentre várias tribos de Israel. ( Cap. 26 vs: 29- I Crônica).

Davi estocou tesouro e material abundante para que o templo fosse construído. Vejamos a quantia de material que ele estocou.
A metodologia de pesos dos Israelitas naquele tempo tinha origem Babilônica Siríaca e Fenícia e era assim dividida.

Babilônica / Fenícia Siríaca
50 siclos = 1 mina 60 siclos = 1 mina
60 minas = 1 talento 60 minas = 1 talento

1 siclo equivalente à 14,6 gramas (Fenícios)
1 siclo equivalente à 16,34 gramas( babilônico)

Nesta época certamente era usada a medida fenícia, pois eram os maiores mercadores da época.
Portanto temos que 50 siclos ou 1 mina pesavam 730 gramas
Sendo assim 60 minas que é igual a 1 talento pesavam 43,8 kg.

O explendor de um reino parte 4

Mas agora depois de diversas vitórias de Davi, contra os inimigos de Israel, que sempre oprimiam-nos, e de todas as formas procuravam que o povo hebreu tomasse posse total da terra de Canaã, os anciães, os principais chefes do povo decidiram então depositar nas mãos de Davi a sua segurança, e a sua prosperidade. Ora Davi por um período, fez com que Israel, mantivesse uma aparente calma, foi então que aproveitando-se disso Davi encontrou tempo para aumentar o seu território, como nos mostra II Samuel, 8, depois conquistar os filisteus, fazendo-os tributários, Davi lutou contra os moabitas, fazendo-os também tributário, porém um peculiaridade foi de que Davi tomou uma parte dos moabitas e como que lançando sorte dentre eles os matou dois terços deles, e deixou um terço vivo para serem tributários.Depois derrotou Hadade-Hezer, filho de Reobe, rei de Zobá, quando este ia para o Eufrates. Durante esta batalha, Davi tomou mil e seiscentos cavaleiros e vinte mil homens a pé. Davi porém tomou uma decisão, que não parece muito acertada, porém foi de improviso, pois os israelitas não sabiam usar os carros de guerra tal como os siros, mas para evitar certamente que os soldados de Hadade-Hezer, se recuperassem e fugissem com os cavalos, mandou cortar os jarretes dos cavalos, e tomou para si e seu exército apenas cem carros, que provavelmente não eram carros de guerra mas sim de transporte. Os siros de Damasco, vieram logo em socorros de hadade-Hezer, porém foram vencidos pelo exército de Davi, e nesta batalha morreram dos siros vinte e dois mil homens. Foram então colocadas guarnições em Damasco, e assim os siros também passaram a ser tributários do rei de Israel. Diz também a história que Davi tomou os escudos de ouro que os servos de Hadade–Hezer traziam, e os levou para Jerusalém, juntamente a uma grande quantidade de bronze das cidades de Beta e Berotai. Derrotou ainda dezoito mil no vale do sol então sua fama percorreu por muitas outras terras, Toí, rei de Emat, que fazia limite com a Síria, satisfeito com a derrota de seu inimigo Adade – Hezer, e provavelmente não desejando afrontar os exércitos de Davi enviou seu filho Jorão até Davi, levando presentes, vasos de prata, ouro e de bronze. Assim Davi acumulava rapidamente uma grande riqueza, e reconquistava o território que os egípcios haviam possuído na Palestina. Apenas alguns filisteus de tempos em tempos, se opunham aos israelitas através de escaramuças (guerrilhas), procurando talvez libertarem-se de sua servidão como tributários.
Depois disto, o rei amonita, havia morrido, e seu filho Hanum, reinou em seu lugar, então Davi por ter uma dívida de gratidão ao rei, já morto, enviou mensageiros seus para consolar Hanum, porém este instigado por conselheiros militares, rejeitou a comitiva enviada por Davi, e tomando os servos de Davi, os ultrajou, raspando-lhes a metade da barba, pois os tinha tomado por espias. Ainda Hanum, fizeram um contrato de mercenários Siros, e formou um exército de quatorze mil homens. Então Davi enviou Joabe com todo o exército, em batalha contra os amonitas e os siros mercenários. Joabe sabendo que teria que lutar praticamente com duas frentes de batalhas, dividiu o exército em dois, dando o comendo do segundo à Abisai seu irmão. Joabe então atacou os siros, os quais fugiram, então os amonitas vendo-se sozinhos também fugiram. Nisto Dadade- Hezer, sabendo da batalha, enviou outro exército que estavam do outro lado do rio, para ajudar os amonitas e os siros. Davi sabendo do acontecido ajuntou todo os homens de Israel, e passou o Jordão e chegando em Helã, formou-se a batalha. Porém os siros fugiram diante do exército de Davi também, e caíram dentre os siros setecentos homens de carros e quarenta mil cavaleiros, morrendo também ali o general do exército sírio, Sobaque. Assim os sírios ficaram temerosos do exército de Israel, e lhes propôs a paz, e não mais ajudaram os amonitas.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O explendor de um reino parte 3

Davi - Início de uma prosperidade

Davi foi aclamado rei na cidade de Hebrom sobre Judá. Porém Isbosete, foi feito rei sobre Israel por Abner, o general do exército de Saul. Sete anos e seis meses Davi reinou em Hebrom sobre Judá. A guerra civil entre Davi e Isbosete foi inevitável, guerra que se agravou com vinganças pessoais, em que Abner foi morto por Joabe. Após este episódio, o exército de Israel enfraqueceu, e dois servos de Saul, mataram Isbosete, traindo-o, enquanto o mesmo dormia em sua cama. Levaram a sua cabeça até Davi, pensando que estariam fazendo um grande favor à Davi. Pelo que Davi, indignado mandou justiça-los, com a pena de morte. Foi então quando todas as tribos de Israel, vieram e proclamaram Davi, rei sobre todo o Israel, pois não ficariam sem um líder, sobre tudo um líder militar.. Davi estava com trinta anos quando começou a reinar, e reinou sobre Israel quarenta anos, sete em Hebrom e trinta e três anos em Jerusalém. Morreu com setenta anos.
Davi investiu contra Sião, (Jerusalém), lutando contra os jebuseus, e a tomou, e fez dela sua cidade, a cidade de Davi, e a edificou, reformou e construiu fortalezas ao seu redor desde Milo até o seu interior. Uma particularidade, é que Davi usou de um estratagema para conquistar Sião, sem ter que destruí-la. Pois os jebuseus haviam aberto um canal que transportava água desde o que se conhece por tanque de Siloé para dentro da cidade. Então Joabe juntamente com poucos soldados, entraram na fortaleza, e por este ato de bravura foi então conclamado Capitão do exército de Israel.
Logo Davi fez aliança com o rei de tiro, Hirão, e este enviou mensageiros até Davi, enviando-lhe também madeira e carpinteiros que lhe construíram um palácio. Davi tomou mais mulheres e concubinas em Jerusalém. Assim lhes nasceram mais filhos e filhas. Sendo estes os seus nomes: Samua, Sobabe, Natã, Salomão, Ibar, Elisua, Nefegur, Jafia, Elisama, Eliada e Elifelete, todos príncipes..
Enquanto que em Hebrom, lhes nasceram os filhos. Amnom filho de Ainoã , este é o primogênito.
O segundo Quileabe, filho de Abgail , e o terceiro Absalão, filho de Maaca filha de Talmai rei de Gesur. O quarto, Adonias, filho de Hágite, o quinto Sefatias, filho de Abital, o sexto Itreão, filho de Eglá Ainda lhe nasceu uma filha por nome de Tamar, filha de Maaca.
Aparece somente nas escrituras os nomes dos filhos, pois eram sempre considerado entre os povos a importância da lihagem masculina. Tamar aparece devido o episódio ocorrido em que Amnom, comete um ultrage, além de ser incestuoso de maneira bruta tomou e forçou a jovem princesa, aborrecendo-lhe. Talvez este fato não fosse acontecer se Davi desse maior atenção para a sua casa, ou melhor na educação de seus filhos. Devido seu grande número de mulheres, estas é que estavam ocupadas em preparar cada filho seu, e como pode-se notar estas mulheres na sua maioria não se interessavam em formar ou preparar seus filhos para um futuro ser um predecessor do trono de Israel. Com certeza que Amnom já de uma boa idade adulta, vivia numa vida dissoluta, sem responsabilidades, somente usufruindo do poder de ser um filho do rei, sem responsabilidades. Este episódio descrito em II Samuel cap. 13, mostra claramente que começou uma intriga interna entre os filhos de Davi.
Logo que os filisteus, ouviram que Davi fora colocado como rei em Israel, estes declararam-lhe guerra. Podemos lembrar o episódio aqui em que Davi foi recusado de lutar contra o rei Saul junto a fonte em Jizreel. Os príncipes dos filisteu de certa forma tinham razão em não confiar em Davi, pois ele mesmo estando ali com os filisteus poderia muito bem repentinamente virar-se contra eles. Enquanto Davi esteve um ano e quatro meses, com Aquis, rei dos filisteus, Davi se mostrou submisso, porém manteve sua posição de líder, pois liderara com seus homens algumas incursões contra os amalequitas, os girzitas e gerusitas. E Davi não deixava vivo nem homem nem mulher, e tomava seus rebanhos de ovelhas, vacas e jumentos, camelos, vestidos. E quando Davi voltava para Gate, dava conta de suas incursões ao rei Aquis.
Agora Davi não fugia mais de Saul, agora como Rei lutaria contra os Filisteus. Davi venceu os filisteus dominando desde Geba até Gezer.
Como nos mostra no cap. 6 II Crônica, Davi ajuntou os escolhidos de Israel, em número de trinta mil para levarem a arca do concerto que estava na casa de Abinadabe em Giboá.Este grande movimento indica o grande prestígio que Davi tinha dentre o povo de Israel, e isto fez ele para que as tribos ficassem unidas, e não desunidas como estavam ainda no tempo de Saul. Pois durante o reinado de Saul, nem todos os Israelitas, consentiram em serem vassalos de um rei, como por exemplo os rubenitas e os levitas.

O explendor de um reino parte 2

Depois de vitórias, o triste fim de Saul


Davi que era o filho menor de Jessé, um criador de ovelhas que morava nos campos de Belém.
Neste tempo Saul ainda era o rei de Israel, porém vamos expressar aqui que o reino de Israel ainda consistia nas diversas tribos espalhadas pela terra de Canaã, que conquistaram. Muitos de que foram conquistados, procuravam uma revanche, e constantemente faziam incursões militares na tentativa de destruir o povo hebreu. Ali os hebreus eram invasores diante dos olhos dos amorreus, jebuseus amonitatas, e outros. Neste tempo os Filisteus faziam a maior afronta contra o povo de Israel. E Saul se via envolto em um grande problema militar, que não teve tempo algum de administrar o reino de forma a progredi-lo. Como vemos escrito em I Samuel; 15:47- Então tomou Saul o reino sobre Israel, e pelejou contra todos os seus inimigos em redor: contra Moabe, e contra os filhos de Amon, e contra Edom e contra os reis de Zobá e contra os filisteus. Nestas guerras houveram conquistas que aumentaram as possessões dos Israelitas, mas não houve progresso algum. Os filisteus eram os mais audaciosos inimigos pois detinham a arte de fabricar armas de ferro, enquanto Israel ainda usava armas da idade do bronze. Saul não possuía uma corte, e suas forças não eram suficientemente organizadas para combaterem os filisteus e seus carros numa batalha de campo.Travava um tipo de guerrilha através da qual formou uma elite de combatentes que logo se sobressaiu da massa popular que por sua vez formaria uma classe de aristocracia distanciada do povo e que de simples guarda pretoriana tornou-se pouco a pouco uma força política ativa em Israel, especialmente nas de Judá durante suas batalhas contra os amalequitas Saul conseguiu recrutar um grande número de jovens combatentes. Por isso que todas as vezes que os filisteus se aventuravam nas montanhas eram vencidos pelos Israelitas. A vitória de Macmas teve repercussão suficiente para provocar uma deserção em massa dos cananeus, oprimidos pelos filisteus e que se refugiaram nas colinas, dando chance a que Saul pudesse manter completo controle sobre estas últimas. Estes fatos não significavam em absoluto, que ele havia reunido junto de si todos os israelitas. Ainda eram numerosos os que se opunham à monarquia e entre os que compartilhavam desta maneira de pensar, Samuel não era dos menos importantes. Sua desavença com Saul, relatada com benevolência na Bíblia, é característica do estado de espírito que reinava naquela época dentro das tribos. Saul, ao envelhecer, parece ter ficado com um temperamento muito instável, tendo ciúmes dos feitos de seus oficiais, como Abner ou então Davi. Como explica a bíblia, um espírito mau da parte do senhor atormentava Saul, e Davi, o pequeno pastor de ovelhas, era chamado para tocar a sua harpa diante do rei, para acalma-lo, então quando o espírito mau saía de Saul. Nestas alturas Davi já havia sido ungido rei, por Samuel. E diante duma afronta feita pelos filisteus, que estavam abaixo das colinas, instigavam os israelitas a que descessem no vale para batalha, pois em campo aberto certamente os filisteus com seus carros e cavalos seriam mais fortes então venceriam os israelitas. Porém um homem de grande estatura, como nos mostra a bíblia, chamado Golias provocava os soldados, todos os dias para que se houvesse alguém que o enfrentasse. Até que apareceu Davi, e com sua funda, derrotou o gigante, pelo que isto criou um encorajamento aos soldados israelitas, que perseguiram os filisteus que fugiram diante deles desde Gate até as portas de Ecron. Mais tarde numa batalha, depois do episódio de Saul enciumado perseguiu Davi para lhe tirar a vida, Saul foi derrotado durante uma investida contra os filisteus. Procurando reconquistar o seu prestígio diante do povo, atacou os filisteus perto de Giboá, e tombaram mortos seus filhos, Jonatas, Abinadabe e Malquisua. Saul para não cair nas mãos dos filisteus que certamente não o matariam de vez mas sim o torturariam, decidiu então e suicidou-se lançando-se contra sua própria espada. E vendo todos os israelitas que moravam em Gilboá desampararam as cidades e fugiram, então os filisteus as tomaram e as habitaram, inclusive tomando todos os seus despojos.

O EXPLENDOR DE UM REINO parte 1

 esplendor de um Reino onde o povo semita instalaram-se ainda no período neolítico. A Palestina compõe-se de uma ampla planície costeira separada do vale do Jordão por uma longa cadeia de colinas elevadas denominadas de Efraim e, hoje montes da Judéia. Esta cadeia dirige-se para o oeste, na altura do lago de Galiléia, para formar, na costa um promontório rochoso, o Carmelo, que limita ao norte a planície de Saron. Um pequeno rio costeiro, o Guishon, delimita, ao norte, a grande planície de Esdraelom, que se estende na direção do Jordão pelo vale de Jesreel e que cinde a cadeia de colinas em duas partes, limitando, ao sul, a região da Galiléia, cuja costa era a terra dos Fenícios.
Vejamos agora as regiões delimitadoras nos tempos antigos da bíblia O alto curso do Jordão separava a terra de Aram, a leste, da Galiléia e da fenícia. O curso sinuoso do Jordão, entre o lago da Galiléia e o mar Morto(mar Salgado), estabelecia a fronteira entre a terra de Galaad, a leste, e a terra de Canaã. Mais ao sul, sempre na Transjordânia, entre os cursos do Jaboc e do Arnon, localizava-se a terra de Amon; depois, ao sul de Arnon, localizava-se a terra de Amon. Depois ao sul do Arnon e no seu curso superior, a de Moab. O sul do mar Morto era a região de edom. Entre esta última e a costa do Mediterrâneo, encontravam-se o Neguev, o Sul, e, na fronteira do deserto do Sinai, a terra dos amalequitas. A região de planície entre o Neguev e a costa meridional da Palestina era denominada Sefelá (Deut. 1:7 – jos 9:1), era fértil em vinhas e oliveiras, e o clima de suas colinas era famoso. Foi na costa que margeia o Sefelá a oeste que se estabeleceram os filisteus.
Neste local, a costa curva-se suavemente para orientar-se na direção leste-oeste e limitar, ao norte a península do Sinai, antes de desembocar no delta do Nilo. Nenhum obstáculo natural interrompe a estepe costeira, que formava um caminho acessível ligando o Egito à terra de Canaã. A Palestina, limitada à oeste pela imensidão do Mediterrâneo e a leste pelos altos planaltos áridos do deserto Sírio - árábico, formava, portanto uma espécie de corredor aberto nas duas extremidades e orientada na direção norte-sul. nele, penetrava-se facilmente, ao norte, por outro corredor formado pelos altos vales de Oronto (indo em direção norte) e do El-Litani(correndo para o sul) entre os montes Líbano e do antilíbano; ou então, pela planície que acompanha a leste, o antilíbano e o maciço de Hermon, passando por Damasco. Por outro lado, os planaltos e cumes elevados, como o Golan, dominando o leste do vale do Jordão, permitiam a eventuais invasores terem pontos de apoio sólidos e estrategicamente colocados. Uma terra desprotegida, com bem poucas defesas naturais. Situada no caminho das caravanas, na intersecção das grandes vias de comunicação ligando o norte (atual Turquia) ao sul (Egito), e, a leste e nordeste (Mesopotâmia e alto Eufrates), A terra de Canaã estava localizada de forma ideal para tornar-se a encruzilhada dos povos e um cadinho em que podiam desenvolver-se civilizações bem heterogêneas.



Conhecemos a história do povo hebreu, que depois de ter sido escravizado no Egito durante 450 anos saíram com destino a uma terra, prometida, terra que manava leite e mel. Depois de ter vivido 450 anos em uma estrangeira, debaixo de uma escravidão, sem ter uma esperança de viver livre em uma terra que fosse deles próprios. Ora, a terra que lhes pertencia era exatamente a terra de Canaã, a terra onde Abraão, Isaac e Jacó viveram. Sabemos da história de que Jacó desceu ao Egito, para que sua família, cerca de 70 pessoas, pudesse sobreviver.
( Jacó, filho de Isaque, neto de Abraão, tetraneto de Tera; que por sua vez era filho de Naor, neto de Serugue, tetraneto de Reú; que por sua vez era filho de Pelegue, neto de Éber, tetraneto de Salá; que por sua vez era filho de Arfaxade, neto de Sem, tetraneto de Noé; que por sua vez era filho de Lameque, neto de Metusalém, tetraneto de Enoque; que por sua vez era filho de Jarede, neto de Maalael, tetraneto de Cainá; que por sua vez era filho de Enos, neto de Sete e tetraneto de Adão!)
Pois na terra onde viviam houve grande fome durante 7 anos, mas no Egito havia trigo em abundância, fato este que envolvia também a família de Jacó, pois José seu filho, que havia sido vendido como escravo no Egito, agora era o governador da terra do Egito. Uma providência divina, para a continuidade das promessas feitas a Abraão. Uma promessa que passa centenas de anos, mas que se cumpre fielmente.
Então através de Moisés o povo cativo no Egito, foi tirado da escravidão, depois de tantas pragas enviadas por Deus, contra o reino de Faraó. Assim os hebreus, seguiram após passar o mar vermelho, diretamente para a terra de Canaã, porém, devido as suas murmurações, foram levados por Deus, à caminharem pelo deserto durante 40 anos, até que acabasse aquela geração de murmuradores. Logo então a segunda geração entrou e possuiu a terra da promessa.
(O território de Israel, como nação, só surgiu na Palestina, ou melhor, em Canaã, após o ano 1300 a.C. (lembrando que, em se tratando de a.C., conta-se de forma decrescente). Antes disso, Canaã era "terra de ninguém". Os egípcios invadiam, os hititas invadiam, os mesopotâmios, etc)
Durante anos foi se constituindo um povo forte e muito grande. As tribos espalhadas pela terra cresceram e foi necessário que juízes, tomassem a liderança daquele grande povo, tão logo que Josué morreu.
Muitos Juízes se levantaram, com a finalidade de organizar o povo para combaterem contra os outros habitantes da terra, que constantemente buscavam expulsar os Israelitas da terra, pois julgavam ser eles os verdadeiros possuidores da terra. Assim, como Jefté, Gideão e Sansão, nomes mais conhecidos dentre os juízes de Israel. O último juiz de Israel, foi o profeta Samuel, o qual exerceu grande importância no que podemos dizer de Movimento transitório da Nação. Os principais anciães das tribos de Israel, desejavam que Israel se tornasse uma Nação reconhecida, com certeza cansados de verem os inimigos insurgindo constantemente contra as tribos, desestabilizando a economia do povo, cansados da necessidade da convocação das tribos para formarem um grande exército e combater os inimigos, cansados de que o povo tinha que deixar suas lavouras, seu rebanho e ir à guerra. Pediram então que Samuel lhes colocasse um rei, tal como as outras nações. Então Samuel ungiu rei sobre Israel a Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim


De Davi à Salomão


Canaã - Palestina
Os lugares

Conhecendo a História da Biblia

Conhecer as origens das biblias hoje existentes nos dá um entendimento firme de que as escrituras não foram feitas por acaso. Na verdade e...