terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O explendor de um reino parte 7

Davi era homem experiente, e também não poderia deixar seus demais filhos e mulheres na cidade, pois certamente seriam todos assassinados. Sim pois o espírito assassínio estava em Absalão, matara seu irmão, agora pretendia tomar o reino, e matar não somente Davi, com certeza faria a destruição de toda sua casa. Talvez na mente de Absalão parecia ser muito fácil e cômodo governar o reino de Israel. Estava totalmente enganado. E isto ele próprio viu, mas não compreendeu com certeza. Pois tomando posse do trono, pediu conselho a Aquitófel, o qual lhe falou que entrasse e abusasse das concubinas de seu pai, e assim ele estaria mostrando a todo o Israel quão abominável se fez para a casa de seu pai. Absalão aceitou o conselho e então lhe armaram uma tenda no terraço do palácio, e ali Absalão concluiu a sua falta de capacidade de governar um povo, pois assim mostrou-se mais amigo dos deleites do que da própria moral diante de um povo. Ainda Aitofel, aconselhou que Absalão lhe desse doze mil homens, e ele próprio seguiria Davi para o matar, porém Husai, amigo de Davi, sendo consultado, aconselhou que Absalão, ele próprio ajuntasse todo o povo de Israel desde Dâ até Beherseba, e fosse contra Davi. E isto para Absalão pareceu mais concernente, pois se ele próprio fosse diante de um grande exército e ferisse a Davi, seria então certamente, pensava ele; o povo se agradaria disso ou o seu poder seria mostrado e então todo o Israel lhe aclamaria Rei legítimo. Logo Aitofel vendo que o seu conselho desta vez foi rejeitado, foi e enforcou-se. Aí está a demonstração de que Aitofel, era um homem apenas palaciano e covarde. Só os covardes é que acham na sua morte o refúgio para as suas decepções. O final da investida de Absalão contra Davi, foi trágico, pois o mesmo seguiu Davi e seu exército após o Jordão. E na terra de Gileade Absalão e o seu exército acamparam. Enquanto a isso Davi e todos que estavam com ele eram bem recebidos por Sobí, filho de Naás, da terra dos amonitas e Maquir e Barzilai o geleadita. Estes lhes forneceram cama para descansarem, bacias e vasilhas de barro, certamente para lavarem-se e ainda, trigo, cevada, farinha, grão torrado, favas, lentilhas, mel, manteiga, queijo, ovelhas. Assim aquele povo muito hospitaleiro amigos de Davi, pois agor lhe retribíram o grande bem que Davi fez em derrotar os siros como já anteriormente comentamos. Os amonitas, acolheram a Davi e o povo com ele, dando uma boa hospedagem. Com isto certamente o moral, o ânimo de todos se refez dando oportunidade de prepararem-se para lutarem contra os rebeldes de Absalão.
Hussai passou as informações do intento de Absalão aos sacerdotes Zadoque e Abiata, os quais estavam encarregados de informar à Davi tudo o que se sucedia. Se não fora o meio de informação de que Davi dispunha, certamente o intento de Absalão teria sucesso. Assim Davi repartiu o povo que estava com ele em tr~es exércitos, colocando cem homens ao comando de Joabe, cem à Abisai, filho de Zeruia irmão de Joabee cem sob o comando de Itai o giteu. Davi também preparou-se para ir à batalha, porém o povo não o deixou, como os chefes mesmo disseram que certamente o coração e os olhos dos soldados de Absalão não estariam contra o povo, mas tão somente contra Davi. Então encontraram-se os dois exércitos, no bosque de Efraim. Ali o exército de Abslão foi derrotado pelos soldados de Davi, ainda que este em pouco número, porém tinha a vantagem do bosque. Cerca de vinte mil morreram naquele dia. Se observarmos o livro das crônicas dos reis de Israel, este episódio e os demais que ocorreram entre a família real, foram omitidos, pois certamente não era do feito dos escribas relatarem as coisas do reino sem o consentimento do rei. Porém o escritor do livro de Samuel, não omitiu nada destas coisas. Absalão foi morto covardemente por Joab, pois o mesmo ficara pendurado nos ramos de um carvalho, devido sua enorme cabeleira, e sem defesa alguma morreu da mesma forma que matou Amnon.
Davi retornou à Jerusalém, foi novamente aclamado rei, destituiu Joabe do seu cargo de chefe do exército, colocando Amasa em seu lugar. Agora podemos ver a rebeldia das demais tribos de Israel, que não conseguiam viver sem uma rebelião. Seba liderou as tribos de Israel, aproveitando-se ainda do episódio, talvez pensasse em fazer-se rei sobre as demais tribos de Israel, porém toda Judá se uniram ao rei Davi, desde os termos do Jordão até Jerusalém. Davi havia convocado amasa juntamente com os soldados de Judá para apresentar-se diante dele no terceiro dia, porém demorou-se em vir até ele, pelo que Davi então enviou Abisai para perseguir Seba, para que este não se fortalecesse e logo então fizesse um mal maior que Absalão. Assim foram os soldados perseguindo Seba, e em determinado momento, Joabe encontra-se com Amasa, e traiçoeiramente o mata. Ora Joabe comete outro assassinato, pois havia perdido seu lugar de chefe do exército de Israel. Joabe cercara a cidade onde Seba se refugiara, a saber Bete-Maaca, e já quando procuravam derrubar as muralhas uma mulher lhe saiu ao encontro e com sabedoria poupou a cidade, entregando-lhe a cabeça de Seba. Então Joabe voltou sem lutar contra aquela cidade. Nesta altura Davi teve que reformular parte de suas lideranças. Sendo que Joabe permaneceu como chefe do exército, Benaia, filho de Jeoiada, fora colocado chefe sobre os queretue e os peleteus, Adorão ficou encarregado dos tributos, e Jeosafá, era o chanceler. Seva o escrivão. Zadoque e Abiatar, sacerdotes, Ura, o Jairita o oficial-mor (casa civil) do rei.
A terra de Israel sofreu durante três anos uma seca tremenda, onde começou a padecer fome, porém não assolou o povo.
Depois disto Davi preocupou-se em manter a ordem no reino e preparar as coisas para construir o templo de Jerusalém, e pelo que conhecemos não pode efetuar a obra, mas deixou tudo preparado para o seu sucessor, Salomão seu filho menor, o qual teve com Beteh – Seba, para a qual prometera que seu filho seria rei em seu lugar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários de anônimos não são aceitos somente identificados