segunda-feira, 20 de outubro de 2008

PROFECIAS POR DANIEL PARTE I

PROFECIAS POR DANIEL Breve relato Estando Cativo na Babilônia, Daniel teve as revelações proféticas de acontecimentos em um longo período. Desde o Cativeiro de Israel na Babilônia até a volta de Cristo e o Juízo final. No ano 3° do reinado de Jeoiaquim,(Jeconias) veio Nabucodonosor à Jerusalém e a sitiou. Isto ocorreu em 597 AC. (início do Cativeiro) Jeoiaquim é levado para Babilônia. Em seu lugar em Jerusalém ficou um vassalo da Babilônia chamado Zedequias. Até o ano de 595 AC o profeta usado por Deus era Ezequiel, anteriormente o ministério de profeta foi exercido por Jeremias, desde 626 AC até 586 AC. Ezequiel exerceu seu ministério desde 574 AC. Já no ano de 587 quando Jerusalém foi cercada e totalmente destruída pelos caldeus. O profeta era Obadias. Foi quando a monarqui dos Judeus teve o seu fim. Então iniciou-se a supremacia Babilônica como um grande Império, que dominava o mundo de então. Daqui por diante a cronologia do povo hebraico incorpora-se na cronologia dos impérios, sob os quais de tempos a tempos os judeus estiveram sujeitos. Babilônia predominou até que Ciro (538 – 537) AC, tomou a sua capital. Seguiu-se então a supremacia do Império Persa até as vitórias de Alexandre Magno. Depois da morte deste, de sua viúva Roxana e de seu jovem filho, houve a repartição dos reinos dos Selêucidas e o Egito dos Ptolomeus. A Judéia ficando entre os dois, tornou-se o prêmio disputado por ambos. Primeiramente ficou no poder do Egito, depois no da Síria quando esta estava em sua ascendência. A resistência muito bem sucedida pelos Macabeus contra Antioco Epifânio estabeleceu a quase-independência da Judéia sob a linha sacerdotal asmoneana e a essa seguiu-se por sua vez, o domínio de Roma sob a qual os asmoneanos posteriores e os da família de Herodes reinaram sucessivamente em Jerusalém. No cap 4 do livro de Daniel, temos o conhecimento de que Daniel interpretou o sonho que Nabucodonosor teve e ficou muito perturbado. Os babilônios adoravam muitas divindades como deuses, tinham muitas crenças, criam em adivinhações, interpretações de sonhos, adivinhações através dos astros. Temiam criaturas demoníacas, e eram um tanto supersticiosos, praticavam magia (feitiçaria), acreditavam em gênios do bem e do mal. O rei era a peça principal que não poderia faltar em nenhuma festa religiosa. Era como uma divindade. Também acreditavam em poderes sobrenaturais existentes em metais, pedras, e tantas outras crendices. Esta pequena explanação sobre os credos religiosos dos babilônios serve para compreendermos as atitudes do rei Nabucodonosor em relação a Daniel e os seus amigos por ocasiões distintas. No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, Daniel foi posto por governador na terra de Babilônia, precisamente na província de Susan. Temos que analisar desde o primeiro sonho que Nabucodonosor teve. Foi preciso Deus movimentar a vida de um imperador, perturbar o seu sono para poder levantar um profeta. E esta providência de Deus não foi apenas por causa de Daniel e de seus amigos. Foi para que o povo judeu, cativo na Babilônia pudesse ter uma vida menos difícil. Apesar de que Deus enviou o seu povo cativo para pagar por seus pecados, para que sofressem pela sua transgressão aos mandamentos de Deus. Mas Deus é um pai misericordioso, que mesmo na sua ira, demonstra seu grande amor pelo seu povo. Deus conhecia o egoísmo que possuía Nabucodonosor. Sabia que o mesmo e outros príncipes babilônios eram uma ameaça ao povo judeu. Mesmo no cativeiro Deus não desamparou nem desampararia seu povo. Só havia um único povo que acreditava no Deus Único e verdadeiro. E Deus não faria este povo desaparecer da face da terra pela mão de seus inimigos. Deus que tirou o seu povo do Egito, não deixaria novamente o seu povo viver tal escravidão. Assim o povo judeu não viveu como escravo, mas como tributário do rei Nabucodonosor e dos que lhe sucederam. O povo de Deus, em Babilônia, sentiram saudade de sua terra natal, choraram e lamentaram estarem vivendo em cativeiro. Mesmo que não escravizados como no antigo Egito, mas não tinham a liberdade como tinham na sua própria terra. A terra que Deus lhes havia dado por herança. O sonho do rei. O primeiro sonho Nabucodonosor teve, lhe perturbou a mente, perdeu o sono. O mais importante é que Nabucodonosor não lembrava o que havia sonhado. Mesmo que se esforçasse não pode lembrar. E como tinha muitos magos, adivinhadores e interpretadores de sonhos, segundo as suas crenças, Nabucodonosor mandou chamar a todos. Crendo que algum deles lhe daria a conhecer e fazer lembrar o sonho que tivera. É irônico imaginar que alguém possa entrar na mente de alguém e saber o que sonhou durante a noite. Ora se nem mesmo o rei lembrava de seu sonho, ninguém na terra tinha tal poder de saber o sonho do rei e ainda dar sua interpretação. Os magos e os que se diziam sábios em todas as formas de adivinhações e interpretações foram pegos de surpresa. Deus confunde todos os homens que tiram proveito das crendices humanas inventadas por eles mesmos. Tal como está escrito. Deus pega o sábio na sua própria estultícia. Eles tentaram ganhar tempo, e procuravam dissuadir o rei de seu intento, até que Nabucodonosor, soberanamente decretou que todos os sábios de babilônia fossem mortos. Para Nabucodonosor, não interessava quantos e quais sábios estavam para morrer. Ele se achava dono da vida de todos os que se diziam sábios e os que realmente eram sábios. Colocou-se como um deus naquela hora. Sua palavra era um decreto e deveria ser cumprido. E isto foi o que se prontificou a fazer imediatamente o Arioque o capitão da guarda do rei. Daniel e seus companheiros estavam contados com o número de sábios existentes em Babilônia. Mas tudo isto era já uma obra arquitetada pelo Deus de Israel. Daniel, foi para sua casa e fez saber o caso a seus companheiros, Hananias, Misael e Azarias, para que todos pedissem misericórdia ao Deus de Israel. Para nós que conhecemos este Deus verdadeiro, não é surpresa. Pois Deus revelou a Daniel não apenas o sonho que teve o rei, mas também lhe deu a interpretação do mesmo. Era a hora que Deus programou para mostrar que no meio do povo da Babilônia habitava também um povo, pequeno, humilhado, cativo mas que servia o Deus verdadeiro, o Deus dos céus e da terra. O Deus que domina sobre todos os reinos do mundo. O Deus que levanta o homem e abate os poderosos. Assim fez Deus. Salvou a vida de Daniel e de seus companheiros, revelando o segredo do rei. Ainda foram beneficiados os demais sábios, magos e adivinhadores do reino. Pois assim Nabucodonosor não precisou matar a ninguém. Quando Deus toma suas providencias, não só faz livramento ao seu povo, como também a quem está no meio de seu povo.

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