HOMEM OU ABUTRE- QUEM É O PIOR?


por sua fotografia perturbadora de uma criança sudanesa sendo perseguida por um abutre, Nesse mesmo ano, Kevin Carter suicidou-se.


Em 94 o fotógrafo Kevin Carter recebeu o premio Pulitzer, a melhor fotografia daquele ano. Mas após isto foi questionado de várias maneiras, por não somente pessoas, mas jornais e revistas.
O que ele fez, ou poderia ter feito para salvar aquela criança.
Pacientemente o urubu observa a criança rastejando-se em alguma direção. De outro lado o intéprido fotógrafo, acostumado por cobrir eventos na Africa, pacientemente observa também a criança a rastejar-se, e também o urubu a olhar a criança.
O urubu esperava que a criança parasse de rastejar, sinal de que certamente estaria morta, enquanto que o fotógrafo esperava apenas o momento certo, o melhor foco, a luz oportuna, o momento de apertar um botão com o dedo indicador. Este momento durou cerca de 20 minutos. Ali estava um homem vestido, e aparelhado para o seu trabalho. Acostumado por ver os reveses da vida de outros. Em sua mente nada passou além de registrar aquele momento e publicar a foto em uma primeira página do jornal. Ali estava o homem, ser humano proficcional, longe estava de se apresentar naquele instante o ser humano "HUMANO". Este segundo ser humano só apareceu meses mais tarde quando ganhou o premio da melhor fotografia, pois então críticos, ou até mesmo seres HUMANOS lhe questionaram a sua atitude diante de um quadro tão dramático e incontestável da miséria humana.
A fome não é maior miséria de um povo ou do sêr humano. A maior miséria do homem é lhe faltar o verdadeiro amor pelo seu próximo, pelo seu semelhante. Um homem que certamente naquele local encontrava-se com um veículo, tinha certamente em uma mochila alguma garrafa de água, um lanche, talves biscoitos. Mas nem sequer pensou na possibilidade de dividir com aquela vítima indefesa. Tentou explicar, como por exemplo que uma ação de tal modo não iria adiantar em nada, não salvaria a criança. Aí então o homem torna-se juiz do improvável. Torna-se também um condenador. Se aquela criança tinha ou não condições de ser salva da morte, não importa, o que importa é que não lhe deram chance alguma de ser salva. alguns quilometros dali havia um campo de alimentos da ONU. Poder-se-ia ter levado a criança até lá, onde pessoas qualificadas, médicos, enfermeiras, etc... certamente fariam o que estivesse ao seu alcance para salvar a criança.
Estender a mão para um necessitado não é tão caro, nem tampouco nos empobrecerá.

Vamos olhar ao nosso redor e dar importância aos necessitados.
Deixemos do egoismo, pois se olharmos para nós mesmos fechamos o coração para toda a bondade que podemos dar e receber.



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