sexta-feira, 9 de setembro de 2011

CONSEQUÊNCIAS DO PECADO NA VIDA DO HOMEM DE DEUS

CONSEQUENCIA DO PECADO!?

O PECADO TRÁZ CONSEQUENCIAS INIMAGINÁVEIS, MESMO QUE O PECADOR VENHA A ARREPENDER-SE.
TODO ERRO TERÁ A SUA PENA, O SEU PREÇO, MESMO QUE HAJA ARREPENDIMENTO.

TOMEI COMO EXEMPLO BIBLICO, PARA EXPOR ESTA ANÁLISE BIBLICA A VIDA DE DAVI.
UM MENINO QUE DURANTE SUA JUVENTUDE DEDICOU-SE EM SIMPLICIDADE DE VIDA A LOUVAR AO SENHOR DEUS DE ISRAEL COM A SUA HARPA.
MAS QUE JÁ EM FASE ADULTA, COMO REI DE ISRAEL COMEÇOU A COMETER ERROS, OU DIGA-SE DE PASSAGEM, PECADOS QUE AOS OLHOS DO HOMEM PARECIAM NÃO TER GRANDE IMPORTÂNCIA, MAS COMO VEREMOS TIVERAM GRANDE INFLUÊNCIA NÃO SOMENTE NO MEIO FAMILIAR, MAS TAMBÉM NO REINADO DE DAVI..
MESMO QUE, DEUS DISSE, SER DAVI O HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS.
MAS ISTO TUDO ACONTECE PARA QUE HOMEM ALGUM POSSA SE SENTIR IMUNE AO PECADO, SENDO UM SERVO DO SENHOR. TODO HOMEM PECA, MAS O ARREPENDIMENTO SINCERO TRÁZ NOVAMENTE A CONVIVÊNCIA E A COMUNHÃO COM DEUS. PORÉM DEVEMOS SABER QUE QUALQUER PECADO COMETIDO, MESMO HAVENDO ARREPENDIMENTO, TRARÁ ALGUMA CONSEQUENCIA NA VIDA DO PECADOR, E ATÉ MESMO NA VIDA DE SUA FAMILIA, DAQUELES QUE ESTÃO À SUA VOLTA, OU DE ALGUMA FORMA ESTÃO LIGADOS À SUA VIDA AFETIVA.
POR ISTO HOJE VEMOS FAMILIAS SENDO DESTRUÍDAS, DE FORMA QUE, MUITAS VEZES FICAMOS PASMADOS, AO CONTEMPLARMOS FAMILIAS CRISTÃS EVANGÉLICAS PASSANDO POR GRANDES RUPTURAS DE LAÇOS FAMILIARES, TRANSTORNOS EMOCIONAIS E ATÉ MORAIS. DAÍ ENTÃO PARECE QUE DESENCADEIA UMA SÉRIE DE ACONTECIMENTOS IMPETUOSAMENTE, E QUE PARECE QUE TUDO DESABA SOBRE TAL FAMILIA, DE ÍMPETO O INIMIGO DE NOSSAS ALMAS APROVEITA TUDO ISTO E LANÇA MÃO, NÃO SÓ DO PECADOR, MAS TAMBÉM DE SUA FAMILIA. MESMO QUE ELE NÃO DESTRUA COMPLETAMENTE UMA FAMILIA, MAS DEIXA CICATRIZES E MARCAS DE UMA DURA BATALHA NA MENTE E CORAÇÃO DOS QUE SÃO AGREDIDOS ESPIRITUALMENTE PELO SEU ADVERSÁRIO.
HÁ NA BIBLIA EXEMPLOS DIVERSOS DE CRISES NO MEIO FAMILIAR DOS SERVOS DE DEUS, E QUE SEGUNDO PODEMOS OBSERVAR SEMPRE TEM O DEDO DO INIMIGO DA OBRA DE DEUS. CLARO QUE O HOMEM OU A MULHER TÊM GRANDE PARCELA DE CULPA POR TAIS CRISES.
PRIMEIRO PORQUE O HOMEM POR UM MOMENTO DEIXA DE BUSCAR O CONSELHO DE DEUS, E SEGUE OS SEUS INSTINTOS NATURAIS (CARNAIS).
HOJE EM DIA MUITAS PESSOAS SE APEGAM NO FATO DE QUE DEUS PERDOOU DAVI, E NISTO SE ATÉM EM VIVER DE FORMA DISSOLUTA, SEMPRE PECANDO E SEMPRE SE ARREPENDENDO. ORA, POIS UMA VEZ, ARREPENDIDO DO PECADO, NÃO SE PODE MAIS COMETER TAL PECADO NOVAMENTE, E ESPERAR QUE SEJA PERDOADO. PORÉM HÁ UMA CONSEQUENCIA DO PECADO. ALGUMA DISTORÇÃO NA VIDA VAI OCORRER A PARTIR DO MOMENTO DE QUE AQUELE QUE ENTREGOU O SEU CORAÇÃO AO SENHOR, FAZENDO ENTÃO UMA ALIANÇA COM ELE, PASSA A ROMPER ESTA ALIANÇA. TERÁ TRANSTORNOS DIVERSOS.
VEJAMOS DAVI. MUITOS QUE PREGAM SOBRE DAVI, E LEMBRAM QUE DAVI COMETEU UM ADULTÉRIO E UM HOMICÍDO, POR CAUSA DE BATSEBA, MULHER DE URIAS. PORÉM NÃO VERIFICAM QUE ANTES DISTO DAVI JÁ HAVIA COMETIDO UM ADULTÉRIO, SEGUNDO A LEI DE MOISÉS.
VAMOS LER GÊNESIS CAP. 2 VS.23,24
E DISSE ADÃO. ESTA É OSSO DOS MEUS OSSOS E CARNE DA MINHA CARNE ESTA SERÁ CHAMADA VAROA, PORQUANTO DO VARÃO FOI TOMADA.
PORTANTO, DEIXARÁ O VARÃO, O SEU PAI E SUA MÃE E APEGAR-SE-Á A SUA MULHER E SERÃO ENTÃO UMA SÓ CARNE.
NÃO PODEMOS ESQUECER QUE PAULO USOU ESTE VERSÍCULO EM EFÉSIOS 5:31. ISTO PARA ADVERTIR OS EFÉSIOS SOBRE OS DEVERES DOMÉSTICOS.
E POR ISTO É QUE TOMO DAVI COMO EXEMPLO NESTA ANÁLISE.
ONDE DAVI ERROU?
JÁ NO INÍCIO DE SEU REINADO. BEM ANTES DE CONHECER BATSEBA. FOI QUANDO ELE FOI ACLAMADO REI EM HEBROM.

II SAMUEL CAP 3: E disse Davi: Bem, eu farei contigo acordo, porém uma coisa te peço: não verás a minha face, se primeiro não me trouxeres a Mical, filha de Saul, quando vieres ver a minha face.

14 Também enviou Davi mensageiros a Is-Bosete, filho de Saul, dizendo: Dá-me minha mulher Mical, que eu desposei por cem prepúcios de filisteus.
15 E enviou Is-Bosete, e tirou-a de seu marido, a Paltiel, filho de Laís.
16 E ia com ela seu marido, caminhando, e chorando atrás dela, até Baurim. Então lhe disse Abner: Vai-te, agora volta. E ele voltou.

DAVI APENAS DESPOSOU A FILHA DE SAUL, MAS NÃO A TOMOU POR MULHER, PORQUE ELA FOI DADA A OUTRO HOMEM. DAVI ERROU NESTE NEGÓCIO, SABENDO QUE MICAL JÁ ERA DE OUTRO HOMEM.

NÃO SABEMOS SE REALMENTE DAVI CONVIVEU MARITALMENTE COM MICAL, SE ISTO ACONTECEU, DAVI ERROU, POIS TOMOU A MULHER DE OUTRO HOMEM.
ISTO TAMBÉM TEVE SUA CONSEQUENCIA, MAS DEUS PRECISAVA USAR DAVI PARA MOSTRAR AO POVO DE ISRAEL, QUE O SENHOR É O ÚNICO REI DE ISRAEL QUE SEMPRE ESTARÁ COM O SEU POVO. O HOMEM SEMPRE FALHOU E SEMPRE FALHARÁ.
VEREMOS ISTO NO CAP 6 II SAMUEL; -
16 E sucedeu que, entrando a arca do SENHOR na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi, que ia bailando e saltando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração.
...
E, voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, a filha de Saul, saiu a encontrar-se com Davi, e disse: Quão honrado foi o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo se descobre qualquer dos vadios.
21 Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR, que me escolheu preferindo-me a teu pai, e a toda a sua casa, mandando-me que fosse soberano sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR tenho me alegrado.

22 E ainda mais do que isto me envilecerei, e me humilharei aos meus olhos; mas das servas, de quem falaste, delas serei honrado.
23 E Mical, a filha de Saul, não teve filhos, até o dia da sua morte.

ASSIM MICAL PERMANECEU SEPARADA DO CONVÌVIO DE DAVI. ASSIM DEUS NÃO PERMITIU QUE VIESSE CAIR A DESGRAÇA NA CASA DE DAVI POR CAUSA DISTO. MICAL CERTAMENTE ESTAVA FELIZ COM O SEU MARIDO, NÃO PRETENDIA CERTAMENTE RETORNAR A DAVI. NA VERDADE MICAL FÔRA UMA MOEDA DE TROCA QUE SAUL USOU PARA TENTAR VER SEU OPONENTE MORTO, E NÃO DEU CERTO. POR ISTO DAVI ACHAVA-SE NO DIREITO DE RETOMAR AQUILO QUE ELE JULGAVA SER O DONO. UMA VERDADEIRA MOSTRA DE MACHISMO. NAQUELE MOMENTO MICAL NÃO ESPEROU OUTRA OPORTUNIDADE, FALOU COM DESPRESO A DAVI. MICAL ERA UMA PRINCESA, FILHA DE UM REI, ENTÃO ACHOU UM ABSURDO DAVI RECENTEMENTE ACLAMADO COMO REI, VIESSE A MISTURAR-SE COM O POVO. MICAL NÃO ENTENDIA NADA DO PRAZER DE SERVIR AO SENHOR DE ISRAEL. NISTO ELA MESMA MOSTRA A SUA FALTA DE CONHECIMENTO DA RELIGIOSIDADE DO POVO DE ISRAEL. A FORMA QUE MICAL TRATOU DAVI, FEZ COM QUE ELE TAMBÉM A DESPREZASSE, MAS DAVI NÃO A DEVOLVEU AO SEU ANTIGO MARIDO, MAS MANTEVE-A NO PALÁCIO, E JAMAIS SE SERVIU DELA. FICOU ATÉ A SUA MORTE COMO UMA PRINCESA RECLUSA. PROVAVELMENTE NÃO TINHA NEM MESMO UMA VIDA SOCIAL, E SE SAÍA FORA DO PALÁCIO CERTAMENTE ERA SEGUIDA POR GUARDAS DE SEGURANÇA.
Por outro lado podemos vislumbrar alguma providência divina. Pois segundo o que nos mostra a biblia, Saul pai de Mical, foi rejeitado por deus e nenhuma decedência de saul teria direito ao trono de Israel, por isto é que Mical ficou reclusa e não teve filhos de Davi.
DIVERSAS AÇÕES DE DAVI E DEMONSTRAM TER SIDO ELE UM HOMEM FALHO, UM PAI OMISSO, COMO REI E COMO CONHECEDOR DA LEI DE DEUS. AÇÕES OU OMISSÕES QUE VIERAM A PROPORCIONAR ALGUNS TRANSTORNOS NO REINADO DE DAVI E TAMBÉM NA SUA FAMILIA.

CONTINUA..... PARTE II

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A BIBLIA E A SUA INFLUÊNCIA PODEROSA




A BIBLIA E A SUA INFLUÊNCIA PODEROSA


( As cortinas se abrem, e logo aparece, em um canto do cenário uma moça com vestes compridas e uma faixa, onde se lê: “A BIBLIA”, e ainda com uma Bíblia em suas mãos.. à sua frente, e juntas, aparecem quatro moças com vestes compridas também e com faixas com suas respectivas inscrições. Elas representam-se em sua ordem: a nação, a escola, o lar e a igreja, logo se ouve então...)

A NAÇÃO: - Vedes este livro? É a Bíblia. O livro mais maravilhoso, mais útil, mais conhecido. Eu represento a Nação e tenho uma palavra de agradecimento à Bíblia, porque este livro tem exercido salutar e benéfica influência em minha vida e em minha História. Tenho muitos inimigos, todos eles hipócritas, que pretendem fazer-me bem, quando somente males me causam; seus nomes vós conheceis, pois que vos perseguem também. São eles, o maldito licor, a prostituição, os jogos de azar e outros mais; mas conto entre meus melhores amigos a Bíblia; porque ela é uma conselheira insuperável. Aponta-me um caminho digno a seguir e me apresenta uma base firme, sobre a qual eu possa levantar o edifício de minha história. Diz-me que a justiça me engrandece mais do que o pecado me afronta. E assim é. Eu vejo em minhas irmãs as demais nações. Os estados Unidos é uma nação grande e próspera porque seus alicerces estão na Bíblia. Como eu quero se grande também, vou incentivar a circulação da Bíblia, estimular sua leitura e vou reger minha vida segundo seus princípios. E por vós, que tem feito este Livro.

A ESCOLA: sim, eu represento a Escola. Por mim passam todas as gerações, os futuros cidadãos e pais de família. Graças à influência deste Livro, as escolas públicas tiveram sua origem na Alemanha no século XVI. A Bíblia contém o mais alto e enobrecedor ensinamento. Ela me ajuda a forjar o bom caráter na juventude; também é para mim uma muralha de defesa contra os ensinos do ceticismo, do materialismo e do racionalismo. Nela aprendi que o princípio da sabedoria é o temor a Deus.

O LAR – Pois, amigas minhas, eu sou o Lar e não posso ficar atrás. Tenho também como vós, uma palavra. Os lares constituem a armação óssea no organismo de toda nação. Devo muito a este Livro. O bem que em mim existe, ele é que mo tem proporcionado. Leio suas páginas benditas diariamente,. Minha vida moral está muito ameaçada, mas neste Livro encontro força e refrigério. Os melhores lares são aqueles que não se apartam de suas sábias instruções. “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.”

A IGREJA: Chegou a minha vez. Eu sou a Igreja, e, talvez, mais que vós, tenho que agradecer à Bíblia, porque em grande devo a Ela a minha existência. Desempenho uma missão divina no mundo, eu sou a luz inextinguível de Deus na terra, mas devo todas as minhas vitórias a este Livro. Quando me oriento estritamente por ele a vitória me sorri; quando, como em alguns períodos tristes de minha História, me desvio de seus ensinos, o fracasso me abate. Toda a minha seiva, a tiro dali. Ela é para mim um manancial de vida e espada invencível do Espírito. Eu a guardo em meu seio como herança mais preciosa e o mais rico tesouro. Com ela irei sempre, de luta em luta até a consumação dos séculos.

A BÍBLIA: Tenho-vos escutado com a máxima atenção e com apurado interesse. Agradeço vossas palavras. Mas desejo vos dizer que toda essa grandeza, essa influência e esse poder não são meus. Cevo-os a Cristo, o Filho de Deus, porque é Ele o centro de minha mensagem, o coração que me dá vida. Sem ele eu seria um livro como outro qualquer. Minha missão é proclamar Seu Nome. Meu objetivo, manifestar sua glória. Minha ambição, que todos os homens cheguem a conhecê-lo como seu Salvador.
Sim, e como o tendes conhecido. Eu sou a Bíblia, eu abro as minhas páginas de ouro aos que me buscam. Para todos tenho uma mensagem de amor. Se tiveres tristes, em mim achareis alegria, se estiveres sedentos, eu dou a água da vida, se estiveres famintos, eu vos regalo com pão substancioso.
Eu venho de um lugar: o céu: vivo em um mundo; a terra; proclamo uma mensagem: o evangelho: apelo a um ser: o homem: glorifico o meu autor: Deus. O segredo de minha grandeza, o centro de minhas palavras e o selo de minha vitória, é Jesus.
Eu sou a luz: quero guiar-vos, eu sou a verdade, quero instruir-vos: eu sou a vida, quero salvar-vos.
Eu sou a varta do viajante, a estrela do navegante, a espada do soldado e a arma invencível do cristão.
Lede minhas palavras, pregai minhas mensagens, amai meus ensinos, obedecei aos meus mandamentos e vivei meus preceitos.
Minhas vitórias e tudo mais deponho humildemente aos pés de Jesus Cristo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A MORTE DE JESUS SOB OLHAR CLÍNICO MÉDICO

A crucificação de Cristo a partir de um ponto de vista médico
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Lendo o livro de Jim Bishop “O Dia Que Cristo Morreu”, percebi que durante vários anos eu tinha tornado a crucificação de Jesus mais ou menos sem valor, que havia crescido calos em meu coração sobre este horror, por tratar seus detalhes de forma tão familiar – e pela amizade distante que eu tinha com nosso Senhor. Eu finalmente havia percebido que, mesmo como médico, eu não entendia a verdadeira causa da morte de Jesus.

Os escritores do evangelho não nos ajudam muito com este ponto, porque a crucificação era tão comum naquele tempo que, aparentemente, acharam que uma descrição detalhada seria desnecessária. Por isso só temos as palavras concisas dos evangelistas: “Então, Pilatos, após mandar açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.”

Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do homem caído. Mas parecia a mim que como um médico eu poderia procurar de forma mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor. O que foi que o corpo de Jesus de Nazaré de fato suportou durante essas horas de tortura?



Dados históricos

Isto me levou primeiro a um estudo da prática de crucificação, quer dizer, tortura e execução por fixação numa cruz. Eu estou endividado a muitos que estudaram este assunto no passado, e especialmente para um colega contemporâneo, Dr. Pierre Barbet, um cirurgião francês que fez uma pesquisa histórica e experimental exaustiva e escreveu extensivamente no assunto.

Aparentemente, a primeira prática conhecida de crucificação foi realizado pelos persas. Alexandre e seus generais trouxeram esta prática para o mundo mediterrâneo–para o Egito e para Cartago. Os romanos aparentemente aprenderam a prática dos cartagineses e (como quase tudo que os romanos fizeram) rapidamente desenvolveram nesta prática um grau muito alto de eficiência e habilidade. Vários autores romanos (Lívio, Cícero, Tácito) comentam a crucificação, e são descritas várias inovações, modificações, e variações na literatura antiga.

Por exemplo, a porção vertical da cruz (ou “stipes”) poderia ter o braço que cruzava (ou “patibulum”) fixado cerca de um metro debaixo de seu topo como nós geralmente pensamos na cruz latina. A forma mais comum usada no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz “Tau”, formado como nossa letra “T”. Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo do stipes. Há evidência arqueológica que foi neste tipo de cruz que Jesus foi crucificado. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, pintores Medievais e da Renascença nos deram o retrato de Cristo levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era fixado permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para o lugar de execução.

Muitos dos pintores e a maioria dos escultores de crucificação, também mostram os cravos passados pelas palmas. Contos romanos históricos e trabalho experimental estabeleceram que os cravos foram colocados entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não pelas palmas. Cravos colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o corpo fosse forçado a se apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma interpretação errada das palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”. Anatomistas, modernos e antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão.

Um titulus, ou pequena placa, declarando o crime da vítima normalmente era colocado num mastro, levado à frente da procissão da prisão, e depois pregado à cruz de forma que estendia sobre a cabeça. Este sinal com seu mastro pregado ao topo teria dado à cruz um pouco da forma característica da cruz latina.



O suor como gotas de sangue

O sofrimento físico de Jesus começou no Getsêmani. Em Lucas diz: “E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.” (Lc 22:44) Todos os truques têm sido usados por escolas modernas para explicarem esta fase, aparentemente seguindo a impressão que isto não podia acontecer. No entanto, consegue-se muito consultando a literatura médica. Apesar de muito raro, o fenômeno de suor de sangue é bem documentado. Sujeito a um stress emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper, misturando assim o sangue com o suor. Este processo poderia causar fraqueza e choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia.

Após a prisão no meio da noite, Jesus foi levado ao Sinédrio e Caifás o sumo sacerdote, onde sofreu o primeiro traumatismo físico. Jesus foi esbofeteado na face por um soldado, por manter-se em silêncio ao ser interrogado por Caifás. Os soldados do palácio tamparam seus olhos e zombaram dele, pedindo para que identificasse quem o estava batendo, e esbofeteavam a Sua face.



A Condenação

De manhã cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, é levado ao Pretório da Fortaleza Antônia, o centro de governo do Procurador da Judéia, Pôncio Pilatos. Você deve já conhecer a tentativa de Pilatos de passar a responsabilidade para Herodes Antipas, tetrarca da Judéia. Aparentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos de Herodes e foi devolvido a Pilatos. Foi em resposta aos gritos da multidão que Pilatos ordenou que Bar-Abbas fosse solto e condenou Jesus ao açoite e à crucificação.

Há muita diferença de opinião entre autoridades sobre o fato incomum de Jesus ser açoitado como um prelúdio à crucificação. A maioria dos escritores romanos deste período não associam os dois. Muitos peritos acreditam que Pilatos originalmente mandou que Jesus fosse açoitado como o castigo completo dele. A pena de morte através de crucificação só viria em resposta à acusação da multidão de que o Procurador não estava defendendo César corretamente contra este pretendente que supostamente reivindicou ser o Rei dos judeus.

Os preparativos para as chicotadas foram realizados quando o prisioneiro era despido de suas roupas, e suas mãos amarradas a um poste, acima de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos teriam seguido as leis judaicas quanto às chicotadas. Os judeus tinham uma lei antiga que proibia mais de 40 (quarenta) chicotadas.



O Açoite

O soldado romano dá um passo a frente com o flagrum (açoite) em sua mão. Este é um chicote com várias tiras pesadas de couro com duas pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira. O pesado chicote é batido com toda força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente as pesadas tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chicotadas continuam, elas cortam os tecidos debaixo da pele, rompendo os capilares e veias da pele, causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de vasos da musculatura.

As pequenas bolas de chumbo primeiramente produzem grandes, profundos hematomas, que se rompem com as subseqüentes chicotadas. Finalmente, a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma irreconhecível massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo centurião responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o espancamento é encerrado.

Então, Jesus, quase desmaiando é desamarrado, e lhe é permitido cair no pavimento de pedra, molhado com Seu próprio sangue. Os soldados romanos vêm uma grande piada neste Judeu, que se dizia ser o Rei. Eles atiram um manto sobre os seus ombros e colocam um pau em suas mãos, como um cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena. Um pequeno galho flexível, coberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e pressionado sobre Sua cabeça. Novamente, há uma intensa hemorragia (o couro do crânio é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo).

Após zombarem dele, e baterem em sua face, tiram o pau de suas mãos e batem em sua cabeça, fazendo com que os espinhos se aprofundem em sua cabeça. Finalmente, cansado de seu sádico esporte, o manto é retirado de suas costas. O manto, por sua vez, já havia aderido ao sangue e grudado nas feridas. Como em uma descuidada remoção de uma atadura cirúrgica, sua retirada causa dor toturante. As feridas começam a sangrar como se ele estivesse apanhando outra vez.



A Cruz

Em respeito ao costume dos judeus, os romanos devolvem a roupa de Jesus. A pesada barra horizontal da cruz á amarrada sobre seus ombros, e a procissão do Cristo condenado, dois ladrões e o destacamento dos soldados romanos para a execução, encabeçado por um centurião, começa a vagarosa jornada até o Gólgota. Apesar do esforço de andar ereto, o peso da madeira somado ao choque produzido pela grande perda de sangue, é demais para ele. Ele tropeça e cai. As lascas da madeira áspera rasgam a pele dilacerada e os músculos de seus ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já chegaram ao seu limite.

O centurião, ansioso para realizar a crucificação, escolhe um observador norte-africano, Simão, um Cirineu, para carregar a cruz. Jesus segue ainda sangrando, com o suor frio de choque. A jornada de mais de 800 metros da fortaleza Antônia até Gólgota é então completada. O prisioneiro é despido – exceto por um pedaço de pano que era permitido aos judeus.



A Crucificação

A crucificação começa: Jesus é oferecido vinho com mirra, um leve analgésico. Jesus se recusa a beber. Simão é ordenado a colocar a barra no chão e Jesus é rapidamente jogado de costas, com seus ombros contra a madeira. O legionário procura a depressão entre os osso de seu pulso. Ele bate um pesado cravo de ferro quadrado que traspassa o pulso de Jesus, entrando na madeira. Rapidamente ele se move para o outro lado e repete a mesma ação, tomando o cuidado de não esticar os ombros demais, para possibilitar alguma flexão e movimento. A barra da cruz é então levantada e colocado em cima do poste, e sobre o topo é pregada a inscrição onde se lê: “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”.

O pé esquerdo agora é empurrado para trás contra o pé direito, e com ambos os pés estendidos, dedos dos pés para baixo, um cravo é batido atraves deles, deixando os joelhos dobrados moderadamente. A vítima agora é crucificada. Enquanto ele cai para baixo aos poucos, com mais peso nos cravos nos pulsos a dor insuportável corre pelos dedos e para cima dos braços para explodir no cérebro – os cravos nos pulsos estão pondo pressão nos nervos medianos. Quando ele se empurra para cima para evitar este tormento de alongamento, ele coloca seu peso inteiro no cravo que passa pelos pés. Novamente há a agonia queimando do cravo que rasga pelos nervos entre os ossos dos pés.

Neste ponto, outro fenômeno ocorre. Enquanto os braços se cansam, grandes ondas de cãibras percorrem seus músculos, causando intensa dor. Com estas cãibras, vem a dificuldade de empurrar-se para cima. Pendurado por seus braços, os músculos peitorais ficam paralisados, e o músculos intercostais incapazes de agir. O ar pode ser aspirado pelos pulmões, mas não pode ser expirado. Jesus luta para se levantar a fim de fazer uma respiração. Finalmente, dióxido de carbono é acumulado nos pulmões e no sangue, e as cãibras diminuem. Esporadicamente, ele é capaz de se levantar e expirar e inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi durante este período que Jesus consegui falar as sete frases registradas:

Jesus olhando para os soldados romanos, lançando sorte sobre suas vestes disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. ” (Lucas 23:34)

Ao ladrão arrependido, Jesus disse: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lucas 23:43)

Olhando para baixo para Maria, sua mãe, Jesus disse: “Mulher, eis aí teu filho.” E ao atemorizado e quebrantado adolescente João, “Eis aí tua mãe.” (João 19:26-27)

O próximo clamor veio do início do Salmo 22, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Ele passa horas de dor sem limite, ciclos de contorção, câimbras nas juntas, asfixia intermitente e parcial, intensa dor por causa das lascas enfiadas nos tecidos de suas costas dilaceradas, conforme ele se levanta contra o poste da cruz. Então outra dor agonizante começa. Uma profunda dor no peito, enquanto seu pericárdio se enche de um líquido que comprime o coração.

Lembramos o Salmo 22 versículo 14 “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.”

Agora está quase acabado – a perda de líquidos dos tecidos atinge um nível crítico – o coração comprimido se esforça para bombear o sangue grosso e pesado aos tecidos – os pulmões torturados tentam tomar pequenos golpes de ar. Os tecidos, marcados pela desidratação, mandam seus estímulos para o cérebro.

Jesus clama “Tenho sede!” (João 19:28)

Lembramos outro versículo do profético Salmo 22 “Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.”

Uma esponja molhada em “posca”, o vinho azedo que era a bebida dos soldados romanos, é levantada aos seus lábios. Ele, aparentemente, não toma este líquido. O corpo de Jesus chega ao extremo, e ele pode sentir o calafrio da morte passando sobre seu corpo. Este acontecimento traz as suas próximas palavras – provavelmente, um pouco mais que um torturado suspiro “Está consumado!”. (João 19:30)

Sua missão de sacrifício está concluída. Finalmente, ele pode permitir o seu corpo morrer.

Com um último esforço, ele mais uma vez pressiona o seu peso sobre os pés contra o cravo, estica as suas pernas, respira fundo e grita seu último clamor: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 23:46).

O resto você sabe. Para não profanar a Páscoa, os judeus pediam para que o réus fossem despachados e removidos das cruzes. O método comum de terminar uma crucificação era por crucificatura, quebrando os ossos das pernas. Isto impedia que a vítima se levantasse, e assim eles não podiam aliviar a tensão dos músculos do peito e logo sufocaram. As pernas dos dois ladrões foram quebradas, mas, quando os soldados chegaram a Jesus viram que não era necessário.



Conclusão

Aparentemente, para ter certeza da morte, um soldado traspassou sua lança entre o quinto espaço das costelas, enfiado para cima em direção ao pericárdio, até o coração. O verso 34 do capítulo 19 do evangelho de João diz: “E imediatamente verteu sangue e água.” Isto era saída de fluido do saco que recobre o coração, e o sangue do interior do coração. Nós, portanto, concluímos que nosso Senhor morreu, não de asfixia, mas de um enfarte de coração, causado por choque e constrição do coração por fluidos no pericárdio.

Assim nós tivemos nosso olhar rápido – inclusive a evidência médica – daquele epítome de maldade que o homem exibiu para com o Homem e para com Deus. Foi uma visão terrível, e mais que suficiente para nos deixar desesperados e deprimidos. Como podemos ser gratos que nós temos o grande capítulo subseqüente da clemência infinita de Deus para com o homem – o milagre da expiação e a expectativa da manhã triunfante da Páscoa.



FONTE: http://teologiainteligente.com/2011/05/04/a-crucificacao-de-cristo-a-partir-de-um-ponto-de-vista-medico/

© Copyright C. Truman Davis




C. Truman Davis é um Oftalmologista nacionalmente respeitado, vice-presidente da Associação Americana de Oftalmologia, e uma figura ativa no movimento de escolas Cristãs. Ele é o fundador e presidente do excelente Trinity Christian School em Mesa, Arizona, e um docente do Grove City College.

A vida nos tempos de Jesus

COMO ERA A VIDA NOS TEMPOS DE JESUS? Este dois excelentes vídeos, muito bem explicado pelo autor, nos dá a entender como viviam os judeus...