domingo, 18 de outubro de 2009

Daria Tua vida pelo Evangelho de Cristo?

Quem é digno de morrer por amor a Cristo?

SOMENTE A BIBLIA

SOMENTE AS ESCRITURAS... "Sola Scriptura" [= "Somente as Escrituras"] , "Assim diz o Senhor", "Está Escrito" É a Bíblia verdadeiramente a autoridade final em todas as questões de fé e de moral? É "Sola Scriptura" um conceito bíblico, ou é um conceito inventado pelo homem? "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem;" (João 10:27) O termo "Sola Scriptura", ou "somente a Bíblia", é uma frase curta que representa uma simples verdade, a saber, que existe e possuímos somente uma revelação especial de Deus e ela constitui as Escrituras (a Bíblia, a Palavra escrita). As Escrituras declaram este conceito repetida e enfaticamente. A exata frase "está escrito" significa que a Bíblia é exclusiva e totalmente transcrita de Deus [cada e todas as palavras da Bíblia, e só dela, são rigorosamente de Deus, perfeitas, perfeitamente ditadas por Deus ou por Ele perfeitamente escolhidas no vocabulário do escritor e assopradas na mente deste, perfeitamente registradas, e perfeitamente preservadas], a Bíblia não resulta de nenhum "disse me disse" [de palavras imprecisas, de rumor falivelmente transmitido e falivelmente registrado por falíveis homens]. O mandamento para crer o que está escrito significa crer somente na pura Palavra de Deus. O que está em julgamento de vida ou morte, perante o Deus Todo Santidade, é [o crermos, obedecermos e defendermos] a Sua verdade incorruptível [a Bíblia]. No último mandamento na Bíblia, Deus resolutamente nos diz para não adicionarmos nem subtrairmos da Sua Palavra. "18 Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; 19 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro." (Apocalipse 22:18-19) A Sua Palavra é absolutamente suficiente em si própria. (Salmos 119:160) ["A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre."] A mensagem bíblica assoprada por Deus é revelação em forma escrita (2Timóteo 3:15-16) [15 E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. 16 Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para 43 corrigir, para instruir em justiça;]. A reivindicação bíblica é que aquilo que Deus tem inspirado é a Sua palavra que foi escrita (2Pedro 1:20-21) [20 Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. 21 Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.]. Quando o Senhor Jesus Cristo disse : "A Escritura não pode ser anulada" (João 10:35), Ele estava falando da Palavra de Deus escrita. Os eventos, ações, mandamentos e verdades de Deus nos são dadas em forma proposicional, isto é, em forma de sentenças lógicas escritas. A declaração de Deus nas Escrituras é que ela, e somente ela, é a autoridade final em todas as questões de fé e moral. Portanto, existe somente uma fonte escrita provinda de Deus. Para o povo de Deus nas igrejas, existe somente uma base para conhecer a verdade. Afirmado por Jesus Cristo O próprio Senhor Jesus Cristo, em pessoa, identificou a verdade como sendo a Palavra escrita. Na Sua oração como Sumo Sacerdote, Ele disse: "Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade." [João 17:17]. Isto foi consistente com as declarações através de todo o Velho Testamento, nas quais o Espírito Santo continuamente proclama que a declaração vinda de Deus é a verdade, como, por exemplo, em (Salmos 119:142), "a tua lei é a verdade." Não há nenhuma outra fonte (a não ser, somente, as Escrituras) à qual uma tal declaração se aplique. Somente aquela fonte, as Santas Escrituras, é que são o padrão do crente quanto ao que é a verdade. No Novo Testamento, é a Palavra escrita de Deus, somente ela, à qual o Senhor Jesus Cristo e Seus apóstolos se referem como sendo a autoridade final. Na tentação, três vezes o Senhor Jesus resistiu a Satanás, dizendo: "Está escrito", como, por exemplo, em Mateus 4:4, "Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus." Ao declarar "Está escrito" o Senhor usou exatamente a mesma frase que é usada quarenta e seis vezes na Santa Bíblia. A persistência da frase repetida enfatiza a sua importância. A total aceitação da autoridade do Velho Testamento, pelo Senhor, é evidente em Suas palavras encontradas em Mateus 5:17-18: "17 Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. 18 Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido."

A VERACIDADE DA BIBLIA

A VERACIDADE DA BÍBLIA AQUELE LIVRO ATORDOANTEMENTE MARAVILHOSO : A BÍBLIA Maravilhosos fatos científicos e profecias na Bíblia: O então presidente dos EUA Ronald Reagan chamou a atenção para aquele Livro maravilhoso, dizendo: “Na verdade, é um fato indisputável que todas as complexas e horrendas questões que nos confrontam, tanto no nosso lar como ao redor de todo o mundo, têm suas respostas naquele LIVRO SINGULAR”. Napoleão disse a respeito daquele Livro maravilhoso “... ele não é um mero livro, mas é, sim, UMA CRIATURA VIVENTE, que conquista todos que lhe ficam face a face”.
A revista Newsweek (27.Dez.82), na sua capa, escreveu a respeito daquele Livro maravilhoso “Como um livro nos une, nos divide e até MESMO NOS DEFINE!”. AQUELE LIVRO ATORDOANTEMENTE MARAVILHOSO É A BÍBLIA! E se você pensa que a Bíblia é como qualquer outro livro que jamais foi escrito – continue lendo. Quando terminar este texto... VOCÊ RECONHECERÁ QUE AQUELE LIVRO É ATORDOANTEMENTE MARAVILHOSO! ”Mas a Bíblia foi escrita milhares de anos atrás. E nós estamos no século 21! Temos visto o homem ir à lua. Temos visto a humanidade dar grandes passos na conquista dos mistérios mais escondidos do universo. A Bíblia foi escrita milhares de anos atrás por homens com um conhecimento muito mais limitado que o nosso. Com seus limitados conhecimentos, como poderiam eles ter sabido de certas coisas?”
ESTOU ALEGRE QUE VOCÊ PERGUNTOU... Lucas 17:30-34 "Assim será NO DIA em que o Filho do homem se há de manifestar... NAQUELE DIA... vos digo, NAQUELA NOITE..." Ninguém nos dias de Lucas pensou que poderia existir dia e noite ao mesmo tempo! Eles pensavam
que a terra era plana! Lucas foi escrito em torno do ano 65 d.C. Como sabia Lucas de algo que os cientistas não souberam até o século 16? Isaías 40:22 "Ele é o que está assentado sobre o CÍRCULO DA TERRA”. Como, no ano 700 a.C., sabia Isaías que a terra era redonda? Os cientistas dos dias de Isaías pensavam que a terra era plana. Não descobriram que a terra era redonda até o princípio dos anos 1500, quando Magalhães navegou ao redor do mundo. Como é que Isaías sabia de algo mais de 2000 anos antes da ciência? Jó 26:7 "... e suspende a terra sobre O NADA”. Durante o tempo de Jó, era crido que um deus chamado Atlas sustentava a terra sobre os seus ombros! Ninguém acreditava que a terra “pairava suspensa sobre o NADA!” Jó é o mais antigo livro na Bíblia! Foi escrito há mais de 3500 anos atrás! Como é que Jó soube de algo que era IMPOSSÍVEL saber durante os seus dias? Gênesis 2:7 "E formou o SENHOR Deus o homem do PÓ DA TERRA, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. Seguramente, você não toma Gênesis seriamente. Toma? Em novembro de 1982, Seleções do Reader's Digest incluiu um artigo com o título “Como a Vida na Terra Começou”. Este artigo declarou que, de acordo com cientistas no Centro de Pesquisa da NASA em Ames, os ingredientes necessários para formar um ser humano podem ser encontrados NO BARRO. O artigo disse, ainda, “O cenário descrito pela Bíblia quanto à criação da vida vem a ser NÃO MUITO DISTANTE DO ALVO”. (Seleções do Reader’s Digest, novembro de 1982, p. 116). Não, a Bíblia “não passou não muito distante do alvo” – ela atingiu exatamente o alvo! Os cientistas têm rido da possibilidade de Gênesis ter qualquer credibilidade científica, todavia – quanto mais aprendemos, mais descobrimos que a Bíblia é CIENTIFICAMENTE EXATA! Salmo 8:8 "... tudo o que passa pelas VEREDAS DOS MARES”. Depois de ler Salmo 8:8, Matthew Maury, um oficial da Marinha dos Estados Unidos da América, lançou-se ao empreendimento de localizar estes curiosos “caminhos nos mares”. Descobriu que os oceanos têm caminhos que fluem através deles. Maury se tornou conhecido como o “descobridor das correntes marítimas”. Como é que Davi (o escritor do Salmo 8) soube, há mais de 2000 anos atrás, que havia “caminhos nos mares”? Davi, provavelmente, nunca sequer viu um oceano! COMO É QUE ELE SOUBE? Eclesiastes 1:7 "Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr." Como é que o escritor de Eclesiastes sabia do ciclo de condensação e evaporação da água? O sol evapora a água do oceano, o vapor da água sobe e se transforma em nuvens, a água nas nuvens cai de volta para a terra como chuva, se ajunta formando rios, e estes correm de volta ao oceano. Isto não foi conhecido até ser descoberto por Galileu, em 1630! Como é que o escritor de Eclesiastes soube disto no ano 1000 a.C., 2500 ANOS ANTES QUE A CIÊNCIA?!
Levítico 15:13 "Quando, pois, o que tem o fluxo, estiver limpo do seu fluxo, contarse- ão sete dias para a sua purificação, e lavará as suas roupas, e banhará a sua carne em ÁGUAS CORRENTES; e será limpo”. Deus disse para lavar a carne infectada em ÁGUA CORRENTE. A ciência não descobriu aquilo até surgirem dois homens chamados Pasteur e Koch, nos anos finais dos anos 1800. Todos os médicos de um hospital lavavam suas mãos em uma mesma bacia de água, dia após dia, e disseminavam os germes com a velocidade, facilidade e mortandade com que fogo se espalha num capinzal seco. Não foi até a invenção do microscópio e o surgimento da ciência da bacteriologia que os médicos começaram a lavar as mãos sob ÁGUA CORRENTE. Levítico foi escrito em torno de 1490 a.C. A CIÊNCIA FICOU CERCA DE 3000 ANOS ATRASADA! Não é embaraçoso quanto a ciência sempre se atrasa cerca de 2000 anos atrás daquele Livro tão maravilhoso?! Jó 38:19 "Onde está O CAMINHO onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar”. Como é que Jó não disse onde É O LUGAR aonde a luz mora? Porque a luz está sempre se movendo. Como é que Jó soube de algo no ano 1500 a.C. que a ciência não descobriu até Einstein? Como podem os homens que escreveram aquele Livro maravilhoso, com o limitado conhecimento científico da época deles,... SEREM TÃO À FRENTE DA CIÊNCIA? Eclesiastes 1:6 "O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta FAZENDO OS SEUS CIRCUITOS”. Como é que o escritor de Eclesiastes soube que o vento viaja formando circuitos? Como é que o escritor soube de algo que os aerologistas e os meteorologistas descobriram há tão pouco tempo? PENSE A RESPEITO DISSO! Como podem estes homens, com o limitado conhecimento científico da época deles, milhares de anos atrás, estar tão adiantados com relação à ciência? Provérbios 6:6-8 "Vai ter com a formiga... na sega ajunta o seu mantimento..." Life’s Nature Library, em “Os Insetos” (p. 163), comentando sobre Provérbios 6, diz "Um dos enigmas entomológicos do último século diz respeito a esta observação por Salomão. Não havia nenhuma evidência de que formigas, realmente, faziam colheitas de grãos. Em 1871, entretanto, um naturalista britânico mostrou que Salomão, afinal de contas, tinha estado certo..." Como Salomão soube aquilo no ano 1000 a.C.? Como Salomão, claramente, detalhou um FATO científico que era IMPOSSÍVEL que ele o soubesse no ano 1000 a.C.? Provérbios 17:22 "O coração alegre é como o BOM REMÉDIO..." Um artigo no The Birmingham News, intitulado “Rir: Receita para Saúde”, disse que as mais RECENTES evidências médicas revelam que “A algum ponto durante o riso, seu corpo recebe UM MEDICAMENTO PRESCRITO, vindo da farmácia que está no seu cérebro”. Como é que o escritor de Provérbios soube daquilo – 3000 ANOS ANTES DA CIÊNCIA MÉDICA? Levítico 17:11 "Porque a vida da carne está no sangue..." Esta é a mais acurada declaração científica, jamais feita, a respeito do sangue!
É o sangue que dá continuidade a todos os processos da vida, no corpo. É o sangue que causa o crescimento, constrói novas células, faz crescer o osso e a carne, armazena gordura, faz cabelo e unhas. É o sangue que alimenta e sustenta todos os órgãos do corpo. Se o suprimento de sangue for cortado de um braço, este imediatamente começará a morrer e apodrecer. É o sangue que repara o corpo. Que cicatriza as feridas, que faz crescer nova carne, nova pele e mesmo novos nervos. É o sangue que combate às doenças. Quando uma vacina contra uma doença lhe é dada, aplica-se uma injeção na sua corrente sanguínea. Por milhares de anos, os médicos tratavam as pessoas com uma prática chamada de “sangria”. Pensavam que doenças poderiam ser curadas através da extração de sangue. Em 1799, menos de 200 anos atrás, George Washington foi, literalmente, sangrado até à morte. Os médicos sangraram o pobre George quatro vezes, da última vez tiraram mais de um litro de seu sangue! Eles não sabiam, mas estavam, literalmente, retirando a vida de George quando estavam extraindo o seu sangue. Não foi senão no início dos anos 1900 que um homem chamado Dr. Lister descobriu que o sangue provê o sistema imunológico aos corpos – A VIDA DA CARNE ESTÁ NO SANGUE! The Birmingham Post Herald, de 26 de fevereiro de 1988, contou a história de Mike Thomas. Ele estava trabalhando em um canteiro de construção civil, quando caiu de uma altura de 21 m. Enquanto caía, um cabo de aço se enrolou ao redor do seu braço e cortou-lhe fora a mão, poucas polegadas acima do pulso. Um colega de trabalho carregou para o hospital a mão que tinha sido separada do corpo. Por causa dos sérios ferimentos internos de Thomas, os médicos não puderam re-implantar sua mão naquele tempo. Ao invés disso, ligaram sua mão a vasos sanguíneos da parede do seu abdômen, para que pudessem “conservá-la viva”. Dois meses depois, os médicos removeram a mão do abdômen e a recolocaram de volta no braço de Thomas. De acordo com o relatório, UAB foi a primeira entidade médica da nação a realizar tal façanha! Exatamente, o que a Bíblia disse em 1490 a.C.! Continue alimentando aquela mão com sangue e ela continuará viva – A VIDA DA CARNE ESTÁ NO SANGUE! Você não acha isto estranho? Aquilo que Moisés escreveu no ano 1490 a.C., somente agora foi descoberto pelas mais brilhantes mentes que o homem pode produzir! Como pode aquele Livro maravilhoso, escrito milhares de anos atrás e por homens com conhecimento científico muito limitado, estar tão à frente do melhor que a humanidade pode produzir em 6000 anos?
Para compreender quão maravilhoso aquele Livro é, compare o que os cientistas ensinavam quando ele foi escrito. Eles criam que os raios fossem projéteis lançados pelos deuses. O Vedas (livro sagrado hindu) ensinava que, para conseguir chuva, bastava se amarrar à uma árvore um sapo de boca aberta e repetir algumas palavras mágicas - e presto - chuva! Os egípcios acreditavam que estrelas eram as almas dos mortos que agora tinham se transformado em deuses. Os gregos acreditavam que um deus chamado Atlas sustentava a terra sobre seus ombros. Alguns ensinavam que a terra repousava sobre as costas de vários elefantes grandes (muito grandes!). E os elefantes estavam apoiados sobre as costas de uma tartaruga grande (muito, muito grande!) E a tartaruga? Estava apoiada sobre uma cobra grande (muito, muito, muito grande!) E a cobra? Bem, você já tem a idéia. Mas aquele Livro maravilhoso não contém nada tão tolo! Apesar do que era ensinado e crido [pelos cientistas] durante os dias dos escritores! Aquele Livro maravilhoso diz: “E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios...” (At 7:22), todavia “a mitologia e as superstições” do Egito de modo algum estão em nenhum dos livros escritos por Moisés! De fato, depois de 6000 anos de “descobertas e avanços” – aquele Livro maravilhoso pode se erguer ao lado dos mais avançados livros disponíveis na medicina, na ciência e na história! Um assunto que separa aquele Livro maravilhoso de qualquer outro livro é profecia. Nenhum outro livro prevê o futuro como este faz. Suas profecias são absolutamente precisas. Muitas vezes elas foram dadas centenas e até mesmo milhares de anos antes dos acontecimentos. E, sem exceção,... Elas foram cumpridas – até seus menores detalhes!
Estes escritos fazem parte da introdução de um livro.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

FRATERNIDADE ENTRE OS CRISTÃOS PRIMITIVOS- O ÁGAPE

A FRATERNIDADE E CARIDADE ENTRE OS CRISTÃOS PRIMITIVOS. Antes de Cristo, o mundo era sem amor, afirma um historiador moderno. Esse julgamento. Com certeza exagerado, tem o mérito de valorizar um dos princípios fundamentais da vida cristã. O Evangelho da caridade efetivamente renova as relações humanas. É uma “graça da humanidade para amar, socorrer e defender o próximo.” Em suma um verdadeiro estímulo aos atos fraternos, pois que não existe fé sem ação e que o amor a Deus e o amor ao próximo estão indissoluvelmente ligados. Nos primeiros tempos do Cristianismo, a fraternidade pôde ser exercida em escala do próximo mais imediato. No século II, excluindo as grandes metrópoles, a comunidade tem o aspecto de uma casa acolhedora; todos os fiéis se conhecem e se chamam pelos nomes. No século III, a igreja de uma pequena cidade como Dura-Europos não contém mais que 60 pessoas: é o tamanho de uma grande família. O diácono conhece a todos que estão em necessidade, e distribui-lhes pessoalmente os socorros necessários. Cada rosto lhe é conhecido, tanto o rico como ao deserdado, o da criança feliz como o do órfão, o do desempregado como o da viúva. O ÁGAPE. UMA INSTITUIÇÃO ESQUECIDA No século II, os cristãos ricos tinham o costume de convidar membros da comunidade para a refeição da noite. Entre seus convidados, encontravam-se pobres possivelmente escolhidos com a ajuda do diácono que lhes indica os mais necessitados. A denominação de Ágape ou refeição do amor expressa bem o que inspira este costume: trata-se, simultaneamente de proporcionar aos membros da comunidade a ocasião de um momento de vida comum e de ajudar aos pobres sem os humilhar. A mesa do ágape é modesta e frugal: nada de prodigalidade, nem de luxo. Também nada de desordem. Homens e mulheres recostados conforme a moda antiga, não renunciam a disciplina e à dignidade exigidas em qualquer assembléia cristã. Tertuliano evocou na apologética o clima dessas reuniões: “Nelas come-se a quantidade da sua fome. Bebe-se o quanto convém a pessoas sóbrias. Sacia-se o apetite como homens que, mesmo à noite, lembram-se que devem adorar a Deus. Conversa-se como homens que sabem que Deus escuta.” Presidido pelo ministro, o Ágape se inicia com uma bênção (oração, termina com uma lavagem de mãos e um cântico de ação de graças. É costume oferecer aos convivas, como presente, porções à escolha que levam num cesto ou num guardanapo. Então se despedem “com pudor e modéstia”, como pessoas que tiveram á mesa “uma lição, mais do que uma refeição”. A partir do século II, este costume foi aos poucos sendo deixado de lado, permanecendo somente entre aos pouquíssimos cristãos , que se dedicaram em manter a originalidade de todos os costumes cristãos.

CRISTÃO - UM CRIME PUNIDO PELAS LEIS ROMANAS - PARTE II

PARTE II Entretanto a situação dos cristãos permanece precária. A denúncia pode surgir a qualquer momento. E será cada vez mais freqüente, porque os motivos não faltam. Já vimos a opinião que o povo tinha a respeito dos primeiros cristãos; torna-os facilmente responsáveis pelas calamidades e desastres que se abatem sobre a cidade, a província ou o império. As autoridades romanas estão, portanto à mercê da VOX POPULI, que pode levá-las a violências involuntárias. Porque, mesmo sendo tolerado pelo Estado, o Cristianismo continua face às leis, a ser um crime capital expondo à morte aquele que alguém denuncuar. Tertuliano não deixou de salientar a ambigüidade e a falta da seguinte maneira, na apologética, a resposta de Trajano a Plínio, o Moço. “O príncipe respondeu que com certeza, essas pessoas não deviam ser procuradas, porém que, se eram denunciadas, deviam ser castigadas. Sentença admirável, cheia de contradição! Proíbe de procurá-los como se fossem inocentes, e ordena puni-los como se fossem culpados. Ela os protege e os ameaça, fecha os olhos ao crime mas, assim mesmo, castiga. Oh! Justiça, por que te envolves em tal confusão? Se não procura, por que não os absorve? Se os condena, por que não procurá-los? Em toda província designam-se destacamentos militares para procurarem os malfeitores: contra os que profanam a majestade do Estado e contra os traidores, todo cidadão transforma-se em soldado: PROCURA-SE ATÉ MESMO SEUS ASSOCIADOS E SEUS CÚMPLICES. Somente um cristão é que, não podendo ser procurado, pode ser denunciado, como se uma procura tivesse outra finalidade além da denuncia. Portanto, condenas depois de denunciado aquele que ninguém devia procurar! Se bem compreendo, ele é passível de sanções, não por ser culpado, mas porque, mesmo não sendo procurado, foi no entanto encontrado.” Com o assassinato do últimoAntonio em 193, a época dos imperadores-filósofos está terminada. O tripolitano Septimo Severo (193 – 211) inaugura a série dos imperadores soldados que procuram corrigir o enfraquecimento do poder central e conter a pressão dos bárbaros nas fronteiras. Para eles, os cristãos eram, pelo seu eumento crescente, um fermento de desagragação social e de divisão religiosa, por isso tomam medidas enérgicas contra a igreja. Por essa razão os éditos imperiais proíbem todo proselitismo e toda propaganda. Septimo /Severo é o primeiro em 202, a servir-se de um édito deste gênero. Consegue, assim, desmantelar a escola de Alexandria, dirigida por Clemente, enquanto numerosos catecúmenos sofrem o martírio no Egito, na Africa e na Gália. Se a perseguição abranda-se e chega mesmo a cessar inteiramente, salvos alguns incidentes locais, na Africa e em /Roma, em contrapartida, com Maximiniano (235-238) a sorte dos cristãos torna-se, outra vez, insuportável. Este imperador, levado ao trono por suas tropas, nutre aversão aos partidários do seu predecessor – Alexandre tolerou abertamente as comunidades cristãs – e vota um ódio a todos que recusam, apesar dos perigos, a colaborar na defesa do império. Entretanto, seu ataque limita-se á hierarquia, conforme o confirma Eusébio: “Condena à morte somente os chefes da igreja, como responsáveis da prédica segundo o Evangelho.” Aliás, a perseguição durou pouco tempo, acalmando-se antes do fim do reinado, e só obteve resultados medíocres. Em Roma, os chefes foram condenados ao exílio; na Palestina, Ambrósio e Protecto só tiveram algumas dificuldades; quanto às violências em Capadócia, foram mais o resultado do ódio popular. Depois de Maximianiano a Igreja não mais foi perturbada. Com Felipe, o árabe (244-249), irá até mesmo beneficiar-se da proteção imperial. Dessa maneira, durante a primeira metade do século III, desde severo até Décio, exceto durante a violenta porém curta reação de Maximiniano, o Cristianismo experimentou cerca de meio século de tranqüilidade. O regime esporádico dos éditos atacando o proselitismo não alcançara nenhum resultado: o povo cristão continuava aumentando.

CRISTÃO - UM CRIME PUNIDO PELAS LEISROMANAS- PARTE I

CRISTÃO – UM CRIME PUNIDO PELAS LEIS DO IMPÉRIO ROMANO PARTE I O Império Romano, considerava um delito a pessoa praticar o cristianismo. A maioria dos apologistas esforçou-se para justifica o Cristianismo como religião: queria “limpar” a causa cristã para obter das autoridades, se não a liberdade de culto, pelo menos a tolerância. A presença da igreja na sociedade antiga provoca, além do problema religioso, questões de ordem jurídica. Tertuliano foi o primeiro a abordar esse aspecto da questão. Sempre na Apologética, acusa com a máxima violência a atitude, segundo ele, inqualificável dos poderes públicos. “Acusa-se o nome, persegue-se o nome e somente o nome é suficiente para condenar antecipadamente uma seita desconhecida, um autor desconhecido, porque usam tal nome e não porque são crentes.” Aqui Tertuliano critica os magistrados que condenam os acusados por terem confessado sua qualidade de cristão e não por terem cometido crimes passíveis de punição pelas leis. De fato, se os juízes romanos perseguem assim o delito de Cristianismo, é porque esta religião opõe-se a uma antiga legislação religiosa, datando provavelmente dos tempos da república romana, “velha e confusa floresta de leis”, segundo Tertuliano, porém símbolo dos “costumes ancestrais” que não é concebível violar. De acordo com essas leis, todo novo deus deve ser aprovado pelo Senado, procedimento rigorosamente impossível de ser aceito pelo Cristianismo, por causa do caráter exclusivo do monoteísmo. Assim portanto, em virtude de leis tão vagas quanto veneráveis, o Cristianismo transformou-se em “religião ilícita” e, por conseguinte, podia dar lugar a perseguições judiciárias. Na sua quase totalidade, os imperadores romanos dos dois primeiros séculos não intervieram pessoalmente para que essas leis fossem aplicadas contra os cristãos. Entre eles, somente dois desencadearam as perseguições. A primeira ocorreu em 64, pouco depois do incêndio de Roma, no reinado de Nero. O historiador Tácito relata o acontecimento nos seus Anais: “No entanto, persistiu o rumor desagradável, segundo o qual o incêndio havia sido provocado por ordem do imperador. Para pôr um fim a estes boatos, Nero apontou culpados... Escolheu entre aqueles que o povo abominava e que designava pelo nome de cristãos.” Domiciano foi o responsável pela segunda perseguição entre os anos de 81 e 96, segundo nos conta Eusébio de Cesaréia na sua Crônica: “depois de Nero, Domiciano foi o segundo a perseguir os cristãos.” A MAIORIA DOS PRÍNCIPES, PORTANTO, MOSTROU UMA TOLERÂNCIA NEGATIVA, ABSTENDO-SE DE RECORRER ÀS MEDIDAS LEGAIS QUE ESTAVAM À DISPOSIÇÃO. Na época alguns foram mais longe, tomando a responsabilidade de moderar a aplicação das antigas leis. Como Trajano(98-117) que mostra de maneira bastante clara, na sua carta ao governador de Bitínia, Plinio, o Moço, que proíbe qualquer iniciativa da parte da autoridade: “Meu caro Plínio... não, se deve procurá-los; e se não denunciados e julgados culpados, é preciso puni-los, entretanto com a precaução de que aquele que nega ser cristão e o prove efetivamente adorando nossos deuses, por mais suspeito que seja o seu passado, deve ser perdoado por causa do seu arrependimento. Mas as cartas anônimas, em nenhuma hipótese, podem servir para incriminá-los; seria um mau exemplo, pouco digno da nossa época.” O Imperador Adriano (117-138) merece ser citado juntamente com Trajano, ele que na sua carta ao governador da Ásia Menor, Minucius Fundanus, proíbe as execuções num clima de tumulto popular e ameaça castigar as denúncias falsas. Antonio (138-161) também tomou medidas para proteger os cristãos de qualquer ação da justiça excessivamente sumária. Assim mesmo as perseguições ainda persistem durante os reinados liberais. Porém as reações anticristãs originaram-se da hostilidade popular e não de uma política do Estado, consiente e organizada. Terminaram-se as perseguições sistemáticas e ordenadas pelo poder central, mas continuam os ataques locais, feitos pelas populações com o consentimento dos magistrados romanos. (CONTINUA)

sábado, 8 de agosto de 2009

PALESTINA – JUDÉIA – NAS MÃOS DE HERODES

Herodes, o Grande, construiu o templo de Jerusalém, isto é o segundo templo, o qual foi dedicado no ano 10 a.C. Herodes provocou uma grande transformação na Palestina fazendo construções e melhoramentos nas cidades ou fortalezas. Palácios e fortalezas foram construídos, remodelados à moda helenística, como aconteceu em Jericó (onde era o local em que o rei passava o inverno.) Em Jerusalém cai neve durante o inverno, já em Jericó é muito quente. Herodes tinha a tendência de chamar a atenção para si, e se vangloriava por suas grandes obras. Por isso foi alvo de muita inveja e de ataques de todos os lados. Ataques e insidiosas denúncias ou calúnias junto a Roma. Sua luxuosa corte era o lugar ideal para intrigas urdidas pelos membros de sua família. convém lembrar que a sucessão no trono neste tempo de domínio romano não dependia de herança familiar. O imperador romano é quem nomeava o rei das províncias. Sua irmã Salomé, com seus filhos Aristóbulo e Antipáter tentavam conquistar as graças de Augusto visando a sucessão do monarca. Os intrigantes lançavam mão de todos os meios e Herodes respondeu com violência. dois de seus filhos, Alexandre e Aristóbulo, tanto fizeram que Herodes, dependendo do apoio do imperador que os havia destituído, viu-se obrigado a mandar estrangulá-los. Seu outro filho, Antipáter, foi condenado à morte por Roma e executado cinco dias antes de o próprio Herodes, idoso e minado pela doença, rodeado de invejosos e de inimigos falecer no ano 4 a.C Foi neste intere que nasceu em Belém da Judéia um menino, de uma família pobre e desconhecida, e que viria a ser alvo do sucessor de Herodes o grande.

A sucessão de Herodes não se fez sem dificuldades; e a testamento que ele deixara em favor do seu filho Arquelau provocou rivalidades e lutas sangrentas. Par ocasião da Pascoa do ano 4 a.C., enquanto Arquelau estava em Roma, para fazer valer as seus direitos, um levante provocado pelos Fariseus foi violentamente reprimido pelo exercito, fazendo três mil vítimas. Uma embaixada judaica (independente de Arquelau) havia, também, ido a Roma para solicitar autonomia, recusando a autoridade de Arquelau. No entanto, o imperador, influenciado pelo discurso de Nicolau de Damasco, um orador que havia apoiado Herodes, confirmou os direitos de Arquelau, não mais a nomeando rei, porem etnarca: ele recebia a Judéia, a Samaria e a Idumeia, enquanto Herodes Antipas recebia a Galiléia e a Pereia; Filipe, um outro filho de Herodes, foi nomeado tetrarca de minguadas terras em Aurinitis e Traconitis, a nordeste da Galiléia. Algumas cidades gregas, como Gaza, Hipos e Gadara, recobraram sua independência. Com isso, a realeza herodiana terminava e seu território foi dividido. Ora, na Palestina, as levantes e as agitações continuavam. Par toda parte formavam-se facções contra Roma ou contra as cidades não judaicas, com freqüência lideradas por aventureiros que procuravam tirar proveito das desordens para fazer fortuna ao adquirir renome. A inépcia de um enviado de Augusto a Síria, Sabino, agravou mais ainda a desordem. Sabino ficou sitiado na Antônia de Jerusalém por uma multidão hostil. Varo, então governador da Síria, foi obrigado a intervir militarmente. Mas, quando este voltou para Antioquia, as agita90es recome9aram, obrigando-o a voltar bem arrumado: dois mil chefes revoltosos foram crucificados.

Arquelau pode, então, tomar posse. Em seguida, sentindo-se apoiado pela legião romana deixada por Varo em Jerusalém, procurou vingar-se dos que haviam sido hostis para com ele. Augusto tomou conhecimento dos excessos cometidos pelo etnarca, convocou-o a Roma e, depois de um processo, enviou-o para 0 exílio em Viena, as margens do Reno onde ele morreu.

A Judéia foi transformada, então, em província pretoriana e a cidade de Cesárea (fundada por Herodes) tornou-se a capital e Antipas e Filipe conservaram 0 governo que Augusto Ilhes havia confiado.

as Zelotes e os Fariseus receberam com alegria a resolução que os livrava de um soberano detestado e lhes permitia transformar Jerusalém numa cidade unicamente religiosa sob a vigilância do pretor que, em geral, residia em Cesárea, porem ia, com freqüência, passar temporadas no palácio de Herodes. A fortaleza Antônia estava ocupada pelas tropas romanas encarregadas de manter a ordem.

O pretor romano tinha todos os poderes: administrativo, militar e judiciário. Perante ele, 0 Sinédrio, ou assembléia dos doutores da lei, dirigido pelo sumo sacerdote, constituía a mais alta autoridade local, subordinada, todavia a do pretor, que podia se arrogar o direito de nomear o sumo sacerdote. Entretanto, continuava existindo uma hostilidade latente entre os Samaritanos os e os Fariseus, que tentavam se prejudicar mutuamente. as constantes conluios dessas facções ameaçavam a paz ate nas cidades estrangeiras onde colônias judaicas se haviam instalado. Por isso, 0 imperador Tibério, sucessor de Augusto, não hesitou em mandar embora de Roma todos os Judeus que nela se encontravam, enviando no ano 19 de nossa era 4.000 libertos para a Sardenha a fim de combater os malfeitores.

A paz romana estava, no entanto, ausente na Palestina; havia, apenas, a paz religiosa. as pretores e os governadores sucederam-se sem choques. Em 27 a.D., 0 pretor Poncio Pilatos foi designado para 0 lugar. Mostrou-se enérgico e decidido, mantendo Caifás, o sumo sacerdote nomeado pelo seu predecessor Valério Gracio. Apesar disso, os judeus religiosos não abandonaram a luta e criaram todas as dificuldades possíveis ao Romano, forjando conluios e não hesitando em difama-lo para que 0 imperador 0 destituísse. as escritos do filósofo alexandrino judeu Filon não se abstinham de participar desta campanha de difamação sistemática dos atos do pretor. as Fariseus, em oposição a qualquer forma de governo estrangeiro e só reconhecendo a autoridade de Yahwe, eram difíceis de ser controlados. E, para eles, todos os pretextos serviam para amotinar 0 povo, fosse para protestar contra a presença de insígnias romanas em Jerusalém, ou contra a construção de um aqueduto de 37 quilômetros para trazer água para a cidade. Na Galiléia também existiam seitas, entre as quais ados Zelotes, que constantemente espalhavam a desordem. E dentro desse contexto que se desenrola o processo de Jesus. o Sinédrio, naquela ocasião, quis confundir Poncio Pilatos. Este, que se recusava a ver no homem que Ilhe era apresentado um agitador politico e achando que as divergências religiosas não eram da sua alçada mas sim do Sinédrio, preferiu lavar as mãos: para o pretor romano, aquele era um caso sem nenhuma importância, e a justiça de Roma não devia se envolver. Que importância tinha, para ele, a morte de um pobre judeu? Quanto ao suplicio da cruz, era de usa corrente, naquela época, para a maioria dos condenados a morte de origem humilde.

A condenação de Joao Batista foi da mesma natureza. Como o pregador reunia a sua volta grandes multidões, tinham medo de que ele fomentasse algum distúrbio serio. Herodes Antipas mandou prende-lo e, diante da sua insolência - não ousou ele criticar sua vida particular? - mandou executa-lo. Este era o procedimento normal daquele tempo. Na qualidade de pretor, Poncio Pilatos devia apoiar a policia e garantir a paz.

Com a morte de Tibério, em 37 a.D., um neto de Herodes, Agripa, que era um dos favoritos de Calígula - tornado imperador a custa de diversas maquinações  foi nomeado rei da Judéia. Filipe morreu sem deixar herdeiros e suas terras voltaram para o império. Quanto a Antipas, tetrarca da Galiléia e da Pereia, foi acusado de conspirar contra o império e rapidamente destituído em proveito de Agripa que recebeu, também, a Judéia e a Samaria.

o assassinato de Calígula - que havia ordenado que se colocasse sua estatua no templo de Jerusalém - chegou a tempo para impedir uma revolta declarada dos Judeus, ultrajados com tal pretensão. Claudio, 0 novo Imperador, mostrou mais moderação e, ao mesmo tempo que mantinha Agripa no trono de Jerusalém, restituiu a liberdade de culto aos Judeus.

Agripa, herdeiro do reino de Herodes, 0 Grande, quis mostrar-se um rei judeu e se fez notar pela sua piedade. Para agradar aos habitantes de Jerusalém, começou a construir uma terceira muralha em volta da cidade; porem, sua morte, em 44 a.D., fez com que os trabalhos fossem abandonados.

O fato de a Judéia voltar a ser uma província pretoriana e a chegada de novos pretores reavivou ainda mais a inimizade que existia entre o exercito e os Samaritanos (ou Sebasteanos) de um lado, e os judeus fanáticos de Jerusalém, do outro. Numerosos incidentes tornaram a pretoria uma tarefa árdua. Malfeitores percorriam 0 pais, pilhando e assassinando. Nenhum pretor, fosse sob 0 reinado de Claudio ou de Nero, conseguiu impor a ordem no pais; e as exploos6es de revolta popular ocorriam sob qualquer pretexto. Ap6s as maquinay6es do pretor Floro, os incidentes multiplicaram-se e os Zelotes passaram a atacar os Romanos onde quer que estes se encontrassem. Em 66 a.D., fanáticos sitiaram a Antônia e, na maioria das outras cidades da Judéia, os Judeus extremistas esforçavam-se em provocar distúrbios, aliando 0 terrorismo aos assaltos e não hesitando em raptar pessoas influentes para obter, em troca, a liberdade dos seus companheiros aprisionados. 0 massacre da guarnição de Antônia, que havia saído da fortaleza com a promessa de que os soldados teriam suas vidas respeitadas, provocou enorme reação nos meios não judaicos, especial mente na Cesárea, onde os judeus foram massacrados ou enviados para as galeras pela população e por Floro.

Bandos de judeus percorreram o pais, destruindo a ferro e fogo as aldeias, ate mesmo as israelitas. As cidades moderadas e helenizadas reagiram, perseguidor os judeus que se encontravam dentro dos seus muros. Fora da Judéia, em Alexandria, os Judeus se opuseram com tal violência aos Gregos que as legi6es romanas tiveram que intervir. E então que 0 legado da Síria, Cestio Galo, enviou a 12." legião e numerosos contingentes aliados para a Judéia, a fim de castigar os rebeldes e restabelecer a ordem. Depois de retomar algumas cidades, chegou ate os muros de Jerusalém mas, talvez por indecisão, deu ordem de retirada. Os Judeus, então, lançaram-se a sua retaguarda, infligindo-lhe pesadas perdas.

Entretanto, em Jerusalém, onde os Zelotes conduzidos por Menaem triunfavam, era grande o número

de judeus que s6 desejavam a paz e reprovavam, intimamente, 0 terrorismo dos fam Hicos; e a maioria deles abandonou a cidade. Com a morte de Menaem, a cidade dividiu-se em facções: os Zelotes (também divididos), os Fariseus, que tomaram o poder e os Saduceus moderados.

Nero, informado dos acontecimentos, decidiu enviar um dos seus generais, Vespasiano, acompanhado de seu filho Tito, a frente de um exercito de cerca de 60 mil homens, para pacificar 0 pais. Pacificação significa guerra. E esta primeira guerra judaica foi total. as rebeldes fortificaram-se nas suas cidades e as legiões romanas, que já haviam conhecido situações mais difíceis, não lhes deram nenhuma trégua. A tomada da fortaleza de Jotapata, na Galiléia, provocou a submissão desta província. a comandante judeu da Galiléia, Josefo, um Fariseu, era moderado. Bom administrador, teve que se opor com violência ao bando de um exaltado, João de Giscala, que havia conquistado a simpatia de alguns membros do Sinédrio de Jerusalém. Destituído do seu comando pelos doutores da lei, Josefo continuara, entretanto no seu posto e, com habilidade, dirigiu a defesa da fortaleza de Jotapata. Em Jafa (Joppe) os Judeus haviam instalado uma base de piratas e, com a aproximação de Vespasiano, fugiram em seus navios; porem uma súbita tempestade dispersou a frota. Vespasiano, homem sagaz, deu um tratamento cordial a Josefo, cujas habilidades e coragem apreciava, 0 que irritou os Zelotes de Jerusalém que o acusaram de traição.

Todavia, Vespasiano continuou seu avanço vitorioso, atacando sucessivamente todas as cidades on de houvesse uma rebelião contra a autoridade romana. Em Jerusalém, a guerra civil causava estragos. Zelotes vindos da Galiléia pretendiam impor sua lei ao Sinédrio, que procurava organizar a resistência contra os Romanos. os Idumeus aderiram aos terroristas mas, depois, os abandonaram; enquanto outros fanáticos, os Sicários (Zelotes extremistas, antigos partidários de Menaem) queriam restabelecer a teocracia, exercendo uma politica de assassinatos.

Joao de Giscala, ao contrario do que seria de se esperar, não fez nenhum esforço para trazer de volta a calma. Senhor do Templo, juntamente com o sacerdote Eleazar ele fez com que 0 terror reinasse, durante algum tempo na cidade. Mas as paixões exacerbavam-se cada vez mais e os combates entre facções sucediam-se aos crimes.

Um chefe de bando chamado Simão Bargiora tentou, então, aproveitar da desordem e conquistar a Idumeia antes de atacar Jerusalém. Conseguiu tomar o santuário de Hebron e avançou em direção a Cidade de Davi, semeando 0 terror a sua volta. Na cidade, entrementes, além das facções religiosas e dos fanáticos de toda casta, defrontavam-se dois partidos regionais: os Galileus de Joao de Giscala, que praticavam a pilhagem e o assassinato fazendo-se passar por civilizados; e os Idumeus (antes aliados de Joao de Giscala, que os havia levado para Jerusalém) que logo se opuseram a sua tirania. Finalmente, os Fariseus, num ultimo esforço para derrotar Joao de Gisscala, abriram as portas da cidade para Simão Bargiora. Porem, uma outra facção havia-se formado, a dos Zelotes da Judéia que, dirigidos pelo sumo sacerdote Eleazar, opunha-se a todas as outras. No entanto ela foi obrigada a aliar-se a Joao de Giscala. A guerra civil se desencadeava, não poupando ninguém.

Em Roma, com a morte de Nero, iniciou-se uma crise de sucessão no Império. Vespasiano, depois de haver reconquistado uma parte da Idumeia e da Judéia, era aclamado Imperador pelo exercito do Oriente. Vitelio, a frente das legiões da Germânia, havia entrado em Roma como senhor e aterrorizava a Italia. Vespasiano, em Alexandria, de onde protegia 0 Egito, aguardava 0 resultado da luta que se havia travado entre os adeptos de Vitelio e os seus partidários. Com

derrota e morte daquele em 69 a.D., Vespasiano Ide voltar a Roma, deixando as operações da Polessia a cargo de seu filho, lito, que voltou as pressas Ira a Judéia com um poderoso exercito acrescido de um contingente egípcio. Em seguida, sitiou Jerusalém, principal foco dos rebeldes, instalando acampamentos em toda a volta da cidade e mandando desimpedir o acesso a esta ultima.

As operações foram demoradas. Se bem que os dois primeiros muros fossem conquistados sem muitas dificuldades, a fortaleza Antônia resistiu obstinadamente e protegia com eficácia 0 primeiro muro. A operação começou na época da Pascoa, mas só em 9 de agosto a fortaleza e o próprio templo seriam tomados. Durante a luta, 0 templo foi destruído pelo fogo e a maioria dos monumentos, entre eles, a Antônia, desmoronaram. Consta dos relatos de Josephus - que se tinha colocado ao lado dos Romanos e tendo, inúmeras vezes, ido exortar os Judeus de Jerusalém a se renderem  que Tito tentara impedir o incêndio ao templo, porem, não conseguiu refrear o ardor da soldadesca que se havia lançado a pilhagem. Tudo o que o fogo havia poupado foi sistemática mente demolido. Restavam, para ser conquistadas as cidades altas e baixas, ainda em poder de grupos que resistiam ferozmente, cujo quartel-general foi instalado no palácio real!. Então, os soldados, para desalojar os terroristas, tiveram permissão para incendiar os edifícios e as casas. No dia 25 de setembro, os Idumeus colocaram-se ao lado dos Romanos, os muros do palácio real desabaram sob os golpes do aríete e, finalmente, terminou o massacre. Uma parte da população foi levada em cativeiro, exceto os homens mais fortes que deveriam fazer parte do "triunfo" de Tito. Joao de Giscala, Aprisionado, foi condenado a prisão perpetua e Simão Bargiora foi executado. a produto das pilhagens foi imensa e o arco de Tito, em Roma, ainda mostra, num dos seus baixos-relevos, os soldados romanos carregando os tesouros do templo. Quanto aos prisioneiros, eram tão numerosos que 0 preço dos escravos baixou enormemente, de modo que todo cidadão romano, de qualquer condição econômica, podia possuir vários destes Judeus, que foram ainda mais desprezados.

Tito apressou-se em retornar a Roma onde seu pai, 0 imperador Vespasiano, recebeu-o de braços abertos. Suetonio nos relata 0 encontro entre o pai e o filho vitorioso: "Cheguei, meu pai, cheguei" ...

a grande momenta aconteceu no ano 71 a.D., em Roma, onde Tito se fez aclamar, levando no seu cortejo mais de 700 prisioneiros e os tesouros do templo, entre os quais, 0 celebre candelabro de sete braços em aura e a mesa dos pães da proposição. a triunfo de Tito constou de jogos nos quais os Judeus prisioneiros foram obrigados a lutar entre si ate a morte ou foram atirados as feras.

E a decima legião acampou nas ruinas da Jerusalém deserta.

Poder-se-ia acreditar numa Palestina definitivamente pacificada depois do cerco da ultima fortaleza judaica de Masada, onde se haviam refugiado uns 960 Sicários que preferiram o suicídio a rendição quando os muros caíram sob os golpes do aríete dos Romanos, que haviam feito enormes obras de acesso em volta do rochedo em 73. Ela só estava aparentemente pacificada, porque os Zelotes nao haviam renunciado ao restabelecimento do Estado politico judaico e aguardavam o momento de executar uma vingança terrivel.

Em Jerusalem, a vida recomeçava nas ruinas, graças, em parte, aos soldados da X Legiao, ai acanntonados, e que exploravam a terra cultivavel para sua subsistencia; e, tambem, aos sobreviventes que tentavam ganhar dinheiro vendendo mercadorias úteis aos estrangeiros e aos peregrinos que visitavam a cidade de Davi.

Fonte: a arqueologia e os enigmas da biblia

por Louis Frédéric (Editions Ferni)

A vida nos tempos de Jesus

COMO ERA A VIDA NOS TEMPOS DE JESUS? Este dois excelentes vídeos, muito bem explicado pelo autor, nos dá a entender como viviam os judeus...