"Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã. Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus." "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo." I Coríntiosl.17,18 Gálatas 6.14
terça-feira, 7 de abril de 2009
HISTÓRIA DA BIBLIA PARTE III
A PRIMEIRA TRADUÇÃO
Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico. Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70 sábios e contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica; pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.
Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.
OUTRAS TRADUÇÕES
Outras traduções começaram a ser realizadas por cristãos novos nas línguas copta (Egito), etíope (Etiópia), siríaca (norte da Palestina) e em latim - a mais importante de todas as línguas pela sua ampla utilização no Ocidente.
Por haver tantas versões parciais e insatisfatórias em latim, no ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras.
Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde viveu durante 20 anos. Estudou hebraico com rabinos famosos e examinou todos os manuscritos que conseguiu localizar. Sua tradução tornou-se conhecida como "Vulgata", ou seja, escrita na língua de pessoas comuns ("vulgus"). Embora não tenha sido imediatamente aceita, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental. Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.
Na Europa, os cristãos entraram em conflito com os invasores godos e hunos, que destruíram uma grande parte da civilização romana. Em mosteiros, nos quais alguns homens se refugiaram da turbulência causada por guerras constantes, o texto bíblico foi preservado por muitos séculos, especialmente a Bíblia em latim na versão de Jerônimo.
Não se sabe quando e como a Bíblia chegou até as Ilhas Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá estiveram no segundo e terceiro séculos. Provavelmente a tradução mais antiga na língua do povo desta região é a do Venerável Bede. Relata-se que, no momento de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de João; entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós. Aos poucos as traduções de passagens e de livros inteiros foram surgindo.
=4a. parte=>
HISTÓRIA DA BIBLIA PARTE II
O NOVO TESTAMENTO EM GREGO
Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado.A formação desses grupos marca o início da igreja cristã. As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado. Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.
A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados. Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.
O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38. Nos últimos cem anos descobriu-se uma quantidade considerável de papiros contendo o Novo Testamento e o texto em grego do Antigo Testamento.
OUTROS MANUSCRITOS
Além dos livros que compõem o nosso atual Novo Testamento, havia outros que circularam nos primeiros séculos da era cristã, como as Cartas de Clemente, o Evangelho de Pedro, o Pastor de Hermas, e o Didache (ou Ensinamento dos Doze Apóstolos). Durante muitos anos, embora os evangelhos e as cartas de Paulo fossem aceitos de forma geral, não foi feita nenhuma tentativa de determinar quais dos muitos manuscritos eram realmente autorizados. Entretanto, gradualmente, o julgamento das igrejas, orientado pelo Espírito de Deus, reuniu a coleção das Escrituras que constituíam um relato mais fiel sobre a vida e ensinamentos de Jesus. No Século IV d.C. foi estabelecido entre os concílios das igrejas um acordo comum e o Novo Testamento foi constituído.
Os dois manuscritos mais antigos da Bíblia em grego podem ter sido escritos naquela ocasião - o grande Codex Sinaiticus e o Codex Vaticanus. Estes dois inestimáveis manuscritos contêm quase a totalidade da Bíblia em grego. Ao todo temos aproximadamente vinte manuscritos do Novo Testamento escritos nos primeiros cinco séculos.
Quando Teodósio proclamou e impôs o cristianismo como única religião oficial no Império Romano no final do Século IV, surgiu uma demanda nova e mais ampla por boas cópias de livros do Novo Testamento. É possível que o grande historiador Eusébio de Cesaréia (263 - 340) tenha conseguido demonstrar ao imperador o quanto os livros dos cristãos já estavam danificados e usados, porque o imperador encomendou 50 cópias para as igrejas de Constantinopla. Provavelmente, esta tenha sido a primeira vez que o Antigo e o Novo Testamentos foram apresentados em um único volume, agora denominado Bíblia.
HISTÓRIA DAS TRADUÇÕES
A Bíblia - o livro mais lido, traduzido e distribuído do mundo -, desde as suas origens, foi considerada sagrada e de grande importância. E, como tal, deveria ser conhecida e compreendida por toda a humanidade. A necessidade de difundir seus ensinamentos através dos tempos e entre os mais variados povos, resultou em inúmeras traduções para os mais variados idiomas e dialetos. Hoje é possível encontrar a Bíblia, completa ou em porções, em mais de 2.000 línguas diferentes.
= 3a. parte=>
HISTÓRIA DA BIBLIA PARTE I
OS ORIGINAIS
Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.
Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias. Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam. As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego se baseiam nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram encontradas graças às descobertas arqueológicas.
Para a tradução do Antigo Testamento, a Comissão de Tradução da SBB usa a Bíblia Stuttgartensia, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã. Já para o Novo Testamento é utilizado The Greek New Testament, editado pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Essas são as melhores edições dos textos hebraicos e gregos que existem hoje, disponíveis para tradutores.
O ANTIGO TESTAMENTO EM HEBRAICO
Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus. Estes registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas e muitas vezes e passados de geração em geração.
Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por A Lei, Os Profetas e As Escrituras. Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C. A Lei continha os primeiros cinco livros da nossa Bíblia. Já Os Profetas, incluíam Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis. E As Escrituras reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.
Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos escribas. Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado, embora A Lei freqüentemente fosse copiada em dois grandes pergaminhos. O texto era escrito em hebraico - da direita para a esquerda - e, apenas alguns capítulos, em dialeto aramaico.
Hoje se tem conhecimento de que o pergaminho de Isaías é o mais remoto trecho do Antigo Testamento em hebraico. Estima-se que foi escrito durante o Século II a.C. e se assemelha muito ao pergaminho utilizado por Jesus na Sinagoga, em Nazaré. Foi descoberto em 1947, juntamente com outros documentos em uma caverna próxima ao Mar Morto.
O NOVO TESTAMENTO EM GREGO
Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado.A formação desses grupos marca o início da igreja cristã. As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado. Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.
A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados. Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.
O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38. Nos últimos cem anos descobriu-se uma quantidade considerável de papiros contendo o Novo Testamento e o texto em grego do Antigo Testamento.
= 2a. parte =>
terça-feira, 10 de março de 2009
Unção: Ato de purificação e consagração
A unção de um enfermo não é feita para que o enfermo tenha libertação de sua enfermidade, mas é para purificação de seu espírito. Perdão de pecados.
Segundo o costume dos sacerdotes, a unção com azeite deve ser feita na cabeça.A unção de azeite na testa é uma prática usual do catolicismo. Eu creio que uma unção não é molhar o dedo no azeite e depois esfregá-lo na testa do enfermo.E para discordar disto há exemplos na biblia. O correto é derramar o azeite sobre a cabeça do enfermo. Esta é a forma correta......è como óleo precioso que desce sobre a cabeça e sobre a barba de Arãao....Outro exemplo, é a unção dos reis de Israel. Exo.29-7 Então, tomarás o óleo da unção e lho derramarás sobre a cabeça; assim o ungirás. Lev. 8:12-Mat 26:6- Jo 12:18- Depois, derramou do óleo da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para consagrá-lo. Mar 14:8- Estando ele em Betânia, reclinado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o alabastro, derramou o bálsamo sobre a cabeça de JesusTiago 5:14-4Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. Vemos que quem salvará o doente é a oração da fé e não a unção.Porque então Tiago mandou que fosse ungido com óleo?Vemos o porquê no verso seguinte: Tia. 5:15-E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.A unção tem alguma relação com a consagração e purificação.Como poderemos ver nas referências seguintes:Ex. 28:41-E, com isso, vestirás Arão, teu irmão, bem como seus filhos; e os ungirás, e consagrarás, e santificarás, para que me oficiem como sacerdotes.Exo. 30:25Disto farás o óleo sagrado para a unção, o perfume composto segundo a arte do perfumista; este será o óleo sagrado da unção. 26Com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca do Testemunho, 27e a mesa com todos os seus utensílios, e o candelabro com os seus utensílios, e o altar do incenso, 28e o altar do holocausto com todos os utensílios, e a bacia com o seu suporte.
Exo. 30: 29- Assim consagrarás estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que tocar nelas será santo. 30Também ungirás Arão e seus filhos e os consagrarás para que me oficiem como sacerdotes. 31Dirás aos filhos de Israel: Este me será o óleo sagrado da unção nas vossas gerações.Há ainda Exodo 40 em diante. Tudo que ali se refere a unção com o óleo, é para a santificação, consagração, purificação.Resumindo. ao ministro do Senhor ungir um enfermo, não está ungindo-o para a cura de sua enfermidade, mas preparando santificando-o diante do Senhor, pois se houver cometido pecados serão perdoados. A oração da fé irá dar saúde ao enfermo, e se isto não ocorrer, a unção lhe servirá de preparação do espírito, perdoando-lhe pecados se tiver cometido algum.Repetirei aqui o que Tiago escreveuEstá alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.
Paulo Sobrinho
segunda-feira, 9 de março de 2009
ACUSAR, CONDENAR? Que papel estamos fazendo?
terça-feira, 3 de março de 2009
As familias biblicas e suas crises - parte IV
As famílias bíblicas e suas crises - parte IV
O pacto que Deus fez com Noé
Gênesis 9: 11E eu convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra. 12E disse Deus: Este é o sinal do concerto que ponho entre mim e vós e entre toda alma vivente, que está convosco, por gerações eternas. 13O meu arco tenho posto na nuvem; este será por sinal do concerto entre mim e a terra. 14E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens. 15Então, me lembrarei do meu concerto, que está entre mim e vós e ainda toda alma vivente de toda carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio, para destruir toda carne. 16E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para me lembrar do concerto eterno entre Deus e toda alma vivente de toda carne, que está sobre a terra. 17E disse Deus a Noé: Este é o sinal do concerto que tenho estabelecido entre mim e toda a carne que está sobre a terra.
18E os filhos de Noé, que da arca saíram, foram Sem, e Cam, e Jafé; e Cam é o pai de Canaã. 19Estes três foram os filhos de Noé; e destes se povoou toda a terra.
O pacto que deus fez com Noé, traz a tranqüilidade para a raça humana, sabendo que a terra não será de toda destruída por um dilúvio de águas.
Agora havia uma única família na terra, salva por Deus do dilúvio, uma família que viu com os próprios olhos o cumprimento da promessa que Deus fizera a Noé em destruir toda a carne debaixo do céu. Uma família que passara cerca de 150 dias dentro de uma arca, sem poder ver a luz do sol, pois tudo estava coberto por nuvens, sem ver um grão de areia ou um torrão de terra, pois tudo estava coberto pelas águas. Mas ali dentro da arca haviam os animais que Noé fizera entrar na arca, e os animais que por si só, vieram a te Noé. Na verdade havia muito trabalho para aquelas oito pessoas dentro da arca. Tinham que cuidar dos animais, alimentá-los. Imaginemos quão grande era o barulho dos pássaros, dos animais pequenos e grandes dentro de uma arca fechada. Como aquela família suportou ficar dentro da arca durante os 150 dias. Como conviveram aqueles animais todos uns com os outros. Certamente Noé fez uma separação entre espécies de animais. Imaginemos como se alimentavam os leões, tigres, e demais animais que conhecemos hoje são carnívoros? Havia comida suficiente para todos? Eu imagino que durante aqueles dias Deus fez a maioria dos animais entrar no estado de hibernação. E isto pareceria até um ato natural, pois os animais que são acostumados a hibernar, retiram-se para dentro de um abrigo, e durante meses ficam hibernando, sem ver a luz do sol, pois sabem que no lado de fora está frio durante a estação do inverno. Então creio que os animais fechados, sentiram-se como no período do inverno, e isto colaborou muito para que dentro da arca, reinasse uma quietude, entre os animais. Sendo necessário que Noé e sua família alimentassem apenas alguns animais que não tinham o hábito da hibernação. Noé colheu muito alimento para os animais e sua família, pois assim Deus lhe ordenara. Haviam ainda os animais que lhes dava o leite, aves lhes dava ovos, assim não haveria problema algum na alimentação.
Foi portanto abençoado Noé e sua família na arca, pois ouviram a voz do Senhor Deus, o Criador. Abençoados pois, através deles se multiplicaria o homem na terra. Tudo seria novo na face da terra, apenas os que haviam na arca poderiam frutificar e multiplicar-se enchendo toda a terra.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Familias da biblia e suas crises III
Parte III
Todo pecado tem um preço, uma penalidade.
Pois a desobediência de um mandamento ou lei sempre vai ter uma penalidade. Isto é a conseqüência obtida por desobediência. As conseqüências nem sempre são pequenas, muitas vezes são grandes, e pode durar a vida toda, ou até mesmo nas gerações futuras.
Tal como o caso de Adão e Eva, que sofreram a conseqüência de seu pecado. Logo foram privados da tranqüilidade que possuíam em viver no jardim do Édem. Foram lançados fora do jardim, e receberam sua sentença. Adão, assim como todo o homem que viria a ser seu descendente, haveria de lavrar a terra para a sua sobrevivência, e ainda teria que viver com a dificuldade da terra não ser muito produtiva. Eva, mulher teria que sofrer dores ao dar a luz a sua descendência, e assim continuaria a sofrer dores de uma mãe, tal como ocorreu quando Caim matou Abel. A serpente, antigo dragão, satanás recebeu a sua condenação também.
A conseqüência do pecado de Adão e Eva perdura até hoje, pois todo homem nascido de mulher tem o instinto pecador, e quando peca também sofre conseqüências diversas por seu pecado. E o homem só é absolvido de seu pecado, quando o mesmo tem sincero arrependimento e crê no Filho de Deus, isto é, Jesus Cristo. Mas estamos a considerar aqui as conseqüências literais que podem o pecado trazer para o homem e sua família. Há muitos exemplos na Bíblia, referente as crises ocorridas dentro das famílias. Adão pagou o preço por seu pecado, Eva também, e sucessivamente sua descendência. Caim tornou-se um homem invejoso, a ponto de matar seu irmão. A perda de Abel foi a dor que sofreu Eva também como conseqüência de seu pecado juntamente com Adão. Em seguida Caim, sofreu também a conseqüência pelo seu pecado, tendo matado seu irmão, foi condenado a viver como peregrino e vagabundo na terra, e sempre com o temor de também ser vitimado de morte por outro homem. Gen. 4:11-14
E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue de teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força, fugitivo e vagabundo serás na terra. Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar me matará.
Se por um lado o pecado produz conseqüências fatídicas. A obediência e a sabedoria de um homem diante de Deus, também tem suas conseqüências benéficas. Foi o caso de Abel, que conhecendo Deus, ofereceu melhor sacrifício que Caim, e o seu sacrifício foi aceito por Deus.
E assim o pecado de Caim, gerou também o pecado em sua descendência. Como podemos ler no cap 4 de Gênesis vs. 23. E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Sila. Ouvi mulheres de Lameque, escutai o meu dito; porque eu matei um varão por me ferir e um mancebo por me pisar.
Vvemos aí que Lameque, da decendência de Caim, cometeu um duplo homicício, multiplicou assim o pecado de seu antepassado, Caim. Obs. Este Lameque não e o pai de Noé, pois Lameque pai de Noé é da descesdência de Sete. Tendo o homem se multiplicado na terra, também multiplicou-se a sua maldade, pelo que o Senhor arrependeu-se de ter criado o homem. Assim houve a corrupção do gênero humano. Gen. Cap 6 : 3- disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. No vs. 6: então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra. E pesou-lhe em seu coração. E disse o Senhor: Destruirei de sobre a terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal que criei, até o réptil, e até a ave dos céus, porque me arrependo de os haver feito.
_ Temos aqui uma drástica conseqüência do pecado do gênero humano. Desde o princípio homem é responsável pela destruição da terra e de toda sua vida animal. Por causa do pecado do homem, Deus resolveu destruir não apenas o homem, mas também os animais, os répteis e as aves do céu. A destruição do homem foi conseqüência pela multiplicação do pecado. Porém Deus encontrou alguém que era reto, que retinha a sua confiança em Deus. Noé, era varão justo e reto em suas gerações e andava com Deus. Pelo que Deus achou graça em Noé e resolveu não incluí-lo na destruição. Então Deus revelou a Noé que iria destruir o homem e todos os animais pelo dilúvio. Deus lhe ordenou que construísse uma arca. Deus lhe deu todas as medidas, o tipo de madeira e o local onde deveria construí-la. Noé creu, e assim durante cem anos trabalhou para construir a arca. Noé creu que Deus iria destruir a humanidade pelo dilúvio, por isso teve a recompensa. Deus lhe mandou que colocasse os animais na arca, e que junto a sua mulher, seus filhos e noras entrasse na arca. Ainda que todos em sua volta criticavam a sua atitude, chamavam-no de louco, pois todos tinham seus corações endurecidos, voltados ao pecado e distanciados de Deus. A conseqüência da obediência de Noe trouxe salvação para si e sua casa, enquanto que a incredulidade das demais pessoas da terra trouxe-lhes a destruição pelo dilúvio. Vemos que uma família foi salva e abençoada pela fé e obediência de um homem. Enquanto que a promessa de Deus destruir o gênero humano desobediente foi cumprida, como conseqüência ao pecado do homem. Também a terra foi destruída, pois tudo que habitava a terra e tinha fôlego de vida pereceu pelas águas do dilúvio. Gen. Cap 7 vs.21,22,23. – E expirou toda a carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado e de feras, e de todo o réptil que se roja sobre a terra, e todo o homem.
Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu.
Assim foi desfeita toda a substância que tinha sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca.
Assim a terra ficou coberta pelas águas durante cento e cinqüenta dias. Gen. cap 6 vs 24.
Como consequência ao pecado do homem, que também destói a terra, Deus haverá de proceder o seu juízo, destruindo de sobre a face da terra toda a carne, só que desta feita será pelo fogo. Como está escrito que esta terra está guardada como um tesouro para o dia da destruíção.
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