terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O explendor de um reino parte 12


Pela aliança comercial que Salomão fez com Hirão, podemos verificar que possuía a capacidade suficiente de sustentar não só o seu reino, mas também outros povos. Salomão usou o comércio com sabedoria, para não só enriquecer o seu reino, mas também para manter a paz e ainda concluir a ordem deixada por Davi, em construir o Templo. Hirão lhe daria a madeira do Líbano entregando-lhe a madeira no lugar designado por Salomão, enquanto isso receberia como pagamento trigo e azeite.
Se lermos o cap 2 de II Crônicas, teremos a ampla visão do trabalho destinado para a construção do templo. Além do comércio da madeira, Salomão pediu que Hirão lhe enviasse um homem sábio que soubesse trabalhar com ouro, prata, ferro, púrpura, e muitas outras obras. Hirão lhe enviou Hurão Abiu, um verdadeiro engenheiro, artista, especialista no trabalho de lavrar o ouro, o ferro, a prata, pedras, madeiras e muitas outras obras. Juntamente com os demais especialistas que Davi lhe tinha provido. Vemos no vs. 15 que Salomão enviou à Hirão, não só trigo e azeite, mas também cevada e vinho.
Contou Salomão os homens estranhos, ou seja, os que não eram judeus, e pelo mesmo número que seu pai Davi lhe deixara, encontrou, cento e cinqüenta e três mil e seiscentos homens, os quais pôs para trabalharem. Setenta mil carreteiros, oitenta mil cortadores na montanha, e três mil e seiscentos inspetores, para fazerem trabalhar o povo. Então a construção do Templo começou. Vemos aqui como prosperou tão rapidamente o reino de Salomão. Pois no cap. 6: I Reis conta-nos. No quarto ano do reinado de Salomão, começou a construir o templo. Quanto ao tamanho do templo podemos conhecer as suas dimensões pela equivalência das medidas atuais. Sendo que:
1 côvado equivale à 48 cm. (côvado comercial) e 56 cm para o côvado legal
1 palmo equivalente à 24 cm.

Teremos então as dimensões do templo construído por Salomão.
60 cvd. de comprimento = 33,60 mts de comprimento
20 cvd. de largura = 11,20 mts de largura
30 cvd. de altura = 16,80 mts de altura

Havia um pórtico de 20 cv de largura por 10 cv. isto aumentaria o comprimento do templo para 80 côvados ou então 44,80 mts.
Foram construídas câmaras na parte inferior, ou seja uma espécie de corredor ou galerias, que tinham 2,40 mt de largura. Estes correores estavam dispostos em três andares, e para terem acesso a eles foram construídas escadas em caracol. Uma peculiaridade que dá para perceber é que estes corredores eram construídos pelo lado externo do templo, e que foram recobertos com madeira por dentro e por fora de maneira a travarem as paredes de pedra. A casa do templo foi coberta com pranchas e tábuas de cedros. Agora uma importante observação. Podemos dizer que com o conhecimento naqueles dias, a maneira de que foi feita a construção do templo, foi uma verdadeira obra de engenharia de pré moldados. Pois assim está descrito no vr. 7 do cap 6 I reis. “E EDIFICAVA-SE A CASA COM PEDRAS PREPARADAS; COMO AS TRAZIAM SE EDIFICAVA, DE MANEIRA QUE NEM MARTELO, NEM MACHADO, NEM NENHUM OUTRO INSTRUMENTO DE FERRO SE OUVIU NA CASA QUANDO A EDIFICAVAM”.
Os pedreiros, os carpinteiros deixavam o material todo preparado, provalvelmente toda peça de pedra e madeira foi preparada com entalhes e encaixes, tudo muito bem estudado e calculado anteriormente.
Bom até aqui vimos a estrutura do templo, agora veremos a obra de acabamentos.

O explendor de um reino parte 11

Vamos agora atentar para a administração de todo este reino. Quem conquistou todo aquele território sabemos que foi Davi. Porém seria necessário que Salomão seu sucessor, ordenasse a segurança do reino em todas as suas fronteiras. Para Israel seria difícil manter a segurança de todo aquele território apenas utilizando guarnições. Então como sabemos que Salomão foi o maior dos sábios de todos os tempos da História de Israel, podemos observar a sua diplomacia.
O quê fez Salomão então? Como já anteriormente vimos que Salomão aparentou-se com o rei do Egito. Casando com a princesa egípcia, assim garantiu um forte aliado, que possuía um bom exército, para apóia-lo em caso de uma guerra eminente com qualquer inimigo que houvesse ousar enfrenta-lo. Ainda fortificou as cidades fronteiriças, construiu cavalariças, ao todo 40.000 estrebarias para cavalos, possuía 12 mil cavaleiros. Assim Salomão fortaleceu o seu exército com cavaleiros, muito ao contrário de Davi, que quando venceu o rei da Síria, mandou jarretar todos cavalos por não possuir gente capaz de monta-los, deixando apenas cem carros para si, e com certeza apenas carros de transporte. Agora Salomão sendo genro de Faraó do Egito, recebeu como dote por sua mulher a cidade de Gezer, a qual Faraó a tomou e queimou a fogo das mãos dos cananeus. Como podemos ler em I Reis cap 10 vs. 19- E todas as cicades das munições que Salomão tinha e as cidades dos carros e as cidades dos cavaleiros, e o que o desejo de Salomão quis edificar em Jerusalém, e no Líbano e em toda a terra de seu domínio.
Salomão impôs tributo sobre todos os povos conquistados, porém ao povo de Israel não os fez tributários, nem mesmo os escravizou, colocou-os como seus príncipes e chefes sobre os trabalhadores e alistou-os para o exército. Veremos também que Salomão formou uma marinha mercante. Como lemos em I reis 10:26- Também o Rei Salomão fez naus em Exiom-geber, que está junto a Elote, na praia do mar de Sufe, na terra de Edom. E mandou Hirão com aquelas naus os seus sevos, marinheiros, que sabiam do mar, com os servos de Salomão. E vieram a Ofir e tomara para o rei Salomão quatrocentos e vinte talentos de ouro. O mar onde navegavam essas naus era o mar Vermelho, pois não caberia à Salomão competir o comércio marítimo com seu amigo Hirão, pelo que vemos Hirão até enviou seus marinheiros para conduzirem as naus de Salomão, e com certeza ensinar os marinheiros de Salomão. Desta forma Salomão estendeu as relações comerciais para garantir as despesas que teria com os grandes empreendimentos que estava a fazer. Como a construção do templo do Deus de Israel. Só na obra da construção do templo foram sete anos, onde foi empregada grande mão de obra. E para poder sustentar todos os empreendimentos, toda sua corte, e para que houvesse alimento suficiente ao povo, aos animais Salomão tinha seus provedores como já anteriormente vimos. O negócio comercial de Salomão com Hirão rei de Tiro, foi demonstração de uma boa relação comercial. Beneficiava ambos os lados. Hirão prometeu entregar a Salomão toda a madeira de que precisasse, em troca disto Salomão lhe forneceria uma cota de vinte mil coros de trigo, e vinte coros de azeite batido de ano em ano. Para termos uma idéia de quanto necessariamente seria a quantia destes dois produtos em termos de nossas medidas atuais, temos que conhecer as medidas utilizadas naquela época.Tomamos aqui a tradução do Dicionário bíblico, feito por D. Ana e Dr. S.L. Watson, publicado pela Imprensa Bíblica Brasileira. Temos então o seguinte;
Para medidas secas
1 Coro equivalente à 369,2 litros.
1 Efa equivalente à 10 ômeres.
1 Coro equivalente à 10 efas e 100 ômeres.

Para medidas liquidas
1 Coro equivalente a 10 batos = 60 him = 720 logmo (369,2 litros).

Ao observarmos a relação de medidas usadas naqueles tempos encontramos a quantidade calculada do provimento que Salomão recebia de seus provedores em cada dia, segundo I Reis cap 4 vs 22.
“ Era, pois o provimento de Salomão, cada dia, trinta coros da flor de farinha e sessenta coros de farinha; dez vacas gordas e vinte vacas de pasto, e cem carneiros, afora os veados e as cabras monteses, e os cocos, e aves cevadas.”
30 coros de flor de farinha equivalente à 11.070 litros por dia
60 coros de farinha equivalente à 22.140 litros por dia.
Vemos que para tudo isso dar certo Salomão organizou muito bem o seu reino.
Vemos aqui uma peculiaridade na organização de trabalho dos provedores. Cada mês um provedor era responsável para suprir a mesa do rei, assim sendo que nos próximos onze meses, este provedor tinha tempo suficiente para a produção, comprar e estocar tudo quanto lhe era necessário para cumprir sua tarefa. Lendo isso podemos imaginar a quantidade de empregados que cada provedor possuía, as relações comerciais com os agricultores, com os criadores de vacas, com os caçadores, com os moedores de trigo, o trabalho de transporte para tudo aquilo, o armazenamento. Podemos imaginar um país tendo um desenvolvimento econômico, industrial e comercial em todos os aspectos. Caravanas atravessavam de um lado ao outro, no campo os lavradores todos trabalhando, mercadores de todos os lados saindo e chegando em Jerusalém, uma economia estabilizada, crescendo dia a dia, um enriquecimento não só do reino, mas também do povo. Desemprego? Não havia, talvez pudesse haver em algum local a falta de trabalhadores, mas isso era certamente um problema muito pequeno, pois, as relações exteriores de Salomão eram extensas e com isso podemos ver que todos os povos em sua volta vinham até Salomão para não só conhecer o seu reino, a sua sabedoria, mas também aprender alguma coisa sobre a administração do reino e manter uma boa relação comercial. Imaginemos naqueles dias a quantidade de estrangeiros que vinham para Israel em busca de trabalho?
Riqueza, e abundância de alimento e outras coisas a mais, isto sim era a prosperidade e a grandeza de um reino muito bem administrado.

O explendor de um reino parte 10


A população de Israel e Judá era grande, tendo Davi feito grande conquista do Império.
As fronteiras deste Império estava assim estabelecida. Ao Norte toda a Síria pertencia à Israel Davi havia conquistado-a, tendo sua fronteira com o Império Assírio. Ao Leste da Síria descendo ao Sul junto ao mar vermelho a fronteira se extendia pelas terras do deserto da Arábia. Junto ao leste do Mar Morto estavam localizadas Amom e Moab, agora também pertencentes à Israel. O sul fazia fronteira então com o Egito desde o mar Vermelho até o Mediterrâneo, estendendo-se uma grande faixa até a terra dos filisteus. Ao norte da terra dos filisteus, uma grande parte do litoral do Meditrrâneo, chegando até a Fenícia que dominava toda a costa do mediterrâneo até o Líbano de onde vinham as madeiras para Salomão. Certamente da região de Biblos que era uma cidade importante na produção de madeira.
Acrescentando aqui nossa observação quanto a grandeza do reino de Salomão temos que dar forte atenção na extensão territorial do reino. Como lemos em I reis cap. 4 vs 21- E Dominava Salomão sobre todos os reinos desde o rio (Jordão) até a terra dos filisteus e até os termos do Egito. Como poderemos observar no mapa:


O explendor de um reino parte 9

Salomão subindo ao trono, deveria cumprir o que seu pai lhe pedira, que vingasse os inimigos de seu pai, e também sabia que para fortalecer o seu trono, deveria manter longe os homens que porventura poderiam lhe causar algum problema. Primeiramente tinha que livrar-se de Adonias, pois o mesmo seria um espinho em seu calcanhar, então aproveitou-se da oportunidade que Adonias usando da bondade da mãe de Salomão, pediu-lhe que lhe desse a Abisaque, a moça virgem que escolheram para Davi, no fim dos seus dias. Aquela era a oportunidade, porém Salomão usou de sabedoria, pois imaginou que Adonias, Abiatar o sacedote, e Joabe, já estariam tramando alguma coisa para lhe enfraquecer no trono. Pelo que determinou que Benaia, filho de Jeoiada matasse a Adonias, e a Abiatar o expulsou da cidade enviando-o para o campo de Anatote, e quanto a Joabe este sim seria o mais perigoso, pois duas vezes derramou sangue inocente, e traiçoeiramente matou a dois homens mais justos que ele sem que Davi soubesse, apenas para continuar como chefe do exército de Davi. E quando Joabe sabendo das providências que Salomão tomara acerca de Adonias e Abiatar, foi-se até o altar e agarrou-se ali, como que talvez Salomão não teria coragem de mata-lo ali mesmo diante do altar, porém Salomão deu a ordem à Benaia que o matasse ali mesmo. Disse Salomão: “ Assim recaia o sangue destes sobre a cabeça de Joabe e sobre a cabeça da sua semente, e à sua casa, e ao seu trono, dará o Senhor paz para todo o sempre.
Então Benaia, foi colocado por Salomão como chefe do exército de Israel em lugar de Joabe, Sadoque foi colocado como sacerdote em lugar de Abiatar. Ainda havia outro homem, do qual Davi lhe dissera para também tomar providência a respeito de Simei, o qual lhe amaldiçoou e o apedrejou, quando fugia das mãos de Absalão. Depois que Davi recuperou o trono, Simei humilhou-se para não morrer. E para que Salomão não fosse culpado pela morte de Simei, determinou-lhe que edificasse uma casa em Jerusalém, dando-lhe ordem de que não saísse dali para nada e para parte alguma. Três anos depois Simei esqueceu-se do compromisso, e saiu de Jerusalém em busca de dois servos seus que haviam fugido. Pelo que não obedecendo a ordem do rei, caiu sobre si a culpa, e Salomão mandou mata-lo pela mão de Benaia. Tendo portanto Salomão dado fim naqueles que poderiam ser tropeços no seu reinado, agora era hora de Salomão tomar outras providências. Primeiro, teria que fortalecer o reino em caso se houvesse uma guerra. Teria que ter um aliado forte e bem próximo, e que por sua vez viesse a trazer algum benefício ao reino de Israel. Então aparentou-se com Faraó rei do Egito. Casando com a filha de Faraó, mantendo um estreito relacionamento comercial com o Egito, de onde comprou cavalos e tecidos de linho. Logo também fez aliança com o rei de Tiro, Hirão, com o qual fez um acordo comercial de muita importância para o reino de Jerusalém. Contratou com Hirão a compra de toda a madeira de que necessitava, pois Israel não havia madeira para a construção do templo nem do palácio do rei. Salomão deu à Hirão, 20 mil coros de trigo e vinte coros de azeite batido, e todo o ano Salomão lhe dava estas mercadorias para o sustento da casa real do rei Hirão. Isto era como uma compensação pelo bom negócio que faziam. Aqui já vemos a grande importância administrativa de Salomão. (Ireis: 5-13) E o Rei Salomão fez subir leva de gente dentre todo o Israel, e foi a leva de gente 30 mil homens. A cada mês enviava 10 mil. Um mês estavam no Líbano, e dois meses em suas casas.Vejamos que Salomão não sobrecarregava o povo no trabalho. Um mês trabalhavam no Líbano junto aos sidônios no corte de madeira e dois meses ficavam em suas casas, com suas famílias e descansando. Estes trinta mil eram os que recebiam os troncos brutos e os transformavam em tábuas, vigas e tudo o que necessitasse, podemos dizer que estes eram os que trabalhavam nas serrarias. Isto nos mostra da bondade de Salomão e também sua sabedoria. Ainda haviam setenta mil homens que transportavam as cargas de madeira e ainda oitenta mil homens cortavam madeira nas montanhas. Sobre todo este povo haviam três mil e trezentos oficiais que davam as ordens aos trabalhadores no trabalho do corte, no transporte. Ainda mandou que trouxessem pedras para os fundamentos do templo. Emprego não faltava no reino de Israel.

Um grande secretariado
Salomão constituiu príncipes em todo o reino, digamos assim ministros e secretários, chefes de Estado e tudo mais. Desde os provedores da casa real até no campo haviam homens constituídos como vemos a seguir:
Azarias, filho de Zadoque - Sacerdote
Eliorete e Aias, filhos de sisa – Secretários
Jeosafá, filho de Ailude – Chanceler
Benaía, filho de Joiada – Chefe do Exército
Zadoque e Abiatar – Sacerdotes
Azarias, filho de Nata- Provedor
Zabude, filho de Nata- Oficial-mor (chefe da casa civil)
Aizar- mordomo – Porta vóz
Adonirão, filho de Abda – sobre os tributos (Ministro da Fazenda)

Ainda em cada lugar haviam doze provedores, que ao seu mês provia a casa do rei de tudo que havia necessidade.
Bene-Hur – nas montanhas de Efraim
Bene-Dequer – em Macaz, Saalabim, Bete-Semes. Helom e Bete-Hanã
Bene-Hesede- em Arubote, Socó e Hefer
Bene-Abinadabe- em todo o termo de Dor- este era genro de Salomão.
Baaná – Filho de Aliúde- em Taanaque e Megido e ainda Bete-Seã até Abel-Meolá.
O filho de Geber- em Ramote-Gileade e o termo de Argobe em Basã sessenta grandes cidades fortificadas.
Ainadabe- Filho de Ido - em Maanaim.
Aimaaz – também genro de Salomão - em Naftali.
Baaná – fillho de Husai- em Aser e em Alote.
Jeosafá – filho de Paruá – em Issacar.
Simei – Filho de Ela – em Banjamim.
Geber – Filho de uri – na terra de Gileade, e na terra de Siom rei dos amorreus e de Ogue, rei de Basã.

O explendor de um reino parte 8


O reinado de Salomão

De aqui em diante falaremos do reinado de Salomão, quando então o reino de Israel alcança seu maior esplendor, sua maior riqueza e grandeza, tanto em beleza. Foi nesse período que Israel alcançou o seu apogeu, cresceu economicamente, militarmente e transformou-se no maior Império da região naquela época. Foram 40 anos de grandeza, glória, poder econômico, poder militar, e também paz. Pois Salomão foi um grande diplomata, que para fortalecer o seu reino, e conseguir cumprir suas metas, não precisou do uso da força nem de sue exército, mas da diplomacia, segundo a sabedoria que possuiu. O seu reinado foi tão próspero que muitos reis e rainhas vinham ter com ele para talvez aprenderem a governar bem o seu povo, pois ficaram maravilhados pelo seu modo de governo, pela sua grande sabedoria, como o episódio da Rainha de Sabá. Salomão tinha uma grande companheira ao seu lado, como conselheira do reino. È talvez de se estranhar dizer que Salomão tinha ao seu lado uma conselheira, pois os reis sempre tiveram os seus conselheiros. Mas Salomão, teve o privilégio de ter sua própria mãe como conselheira real.
Ora, já no fim da vida de Davi, Bateseba, teve o papel importante na coroação de Salomão, pois a mesma sabendo que Adonias o quarto filho de Davi já se proclamava o seu sucessor, já instruída por Nata o profeta apressou-se em reclamar à Davi, a promessa com juramento de que ele mesmo lhe fizera, de que Salomão reinaria em seu lugar. Um fato importante, considerarmos é de que se Adonias fosse rei em lugar de Davi, certamente Batseba e Salomão corriam perigo de vida. Pois para Adonias, Batseba era uma intrusa na casa real, posteriormente o seu filho Salomão. Parece que a coroação de Salomão foi feita com urgência e muita pressa. Quando soube-se que Adonias, estava reunido com Joabe chefe do exército, e Abiatar o sacerdote, preparados com carros, cavaleiros e cinqüenta homens armados, Nata fez saber ao rei todas as coisas, perguntando-lhe se o mesmo já havia determinado que Adonias reinaria em seu lugar. Convém observar aqui que Adonias era filho de Hagite Como Davi teve várias mulheres, pode-se crer que havia muita intriga palaciana. Vamos lembrar o episódio de Absalão e vermos de quem era ele filho? Sim sendo Absalão o terceiro filho de Davi, e sua mãe era nada menos que Maaca, filha do Rei de Gesur. Era uma princesa, e que talvez quando Absalão se levantou contra Davi, é porque foi instigado pela sua mãe e seu avô, isto sem contar com o caso de que Absalão já havia matado Amnom, o primigênito de Davi, e que ficou retirado da casa real por muitos anos, e foi-se para onde? Para a casa do Avô. Ora, ora, vendo o avô, tudo o que sucedera, e sendo rei, certamente preparou seu neto para no futuro tomar posse do reino de Israel. Esta foi uma das primeiras intrigas palacianas, agora deparamos com a intriga palaciana entre Hagite e Batseba.
Cremos que Hagite se achava no direito de que seu filho Adonias deveria reinar em lugar de Davi, pois era mulher de Davi, ainda quando Davi reinou em Hebrom, já Batseba, era tal como um mulher intrusa, a qual cometera adultério com Davi, e que mulher ficaria feliz sabendo que uma intrusa tomaria todos os direitos dos filhos legítimos? Pensamos assim. Hagite, e Adonias que já era adulto, tinham Batseba como uma mulher que entrou na vida da família real só para trazer transtorno e confusão. Batseba era mais nova, atenciosa e de gestos delicados, não só para com o seu filho Salomão como também ao rei. Parece incrível, mas vemos aqui o relacionamento da família real, da casa de Davi, que era uma família muito dividida internamente. Da primeira mulher de Davi, Filha de Saul, Davi não teve filhos, pois depois da desfeita que ela fez Davi a recusou, e não quis ter filhos com ela. Já quanto à mãe de Amnon, esta não se importava mais com o reino, pois seu filho havia sido morto. Abigail, sempre uma mulher pacificadora, não interessava com reino, nem poder, apenas mostrava a bondade e sabia repartir o que tinha com os necessitados. Desde quando ela saiu com os víveres para Davi e seus homens, depois que Nabal se recusou a ajuda-los, temos certeza de ver uma mulher dedicada à bondade, a caridade e preocupada com o bem estar dos necessitados, podemos assim deduzir que ela com seu filho Queliabe, sempre estavam fora do palácio, sempre no campo, entre os lavradores, e também cuidando da herança que lhe ficou depois da morte de Nabal. Agora certamente Maaca, filha de Talmai o rei de Gesur, estivesse talvez ocupada com sua filha Talmai. A outra mulher de Davi, Eglã mãe de Itreão, nada pode-se deduzir, foi mulher que Davi também tomou ainda em Hebrom. Logo quando foi ungido rei, Davi tomou outras mulheres e concubinas, das quais teve outros filhos. E justamente, Batseba mãe de Salomão era considerada não como mulher, mas concubina de Davi, por parte de Hagite. Então imagina-se que quando uma encontrava a outra pelos corredores do palácio procuravam não ficar frente à frente uma com a outra. Batseba era sábia, e perfeitamente sabia que Salomão seu filho sendo ungido rei sobre Israel, teria muita coisa que fazer. Agora como Salomão no trono, ela ao seu lado seria a rainha e sua conselheira. Pois dá-nos entender que desde pequeno Salomão era instruído por sua mãe, cremos que Batseba fez o que pode para que Salomão fosse o mais instruído dos filhos de Davi. O próprio Salomão escreveu o que lhe ensinou sua mãe e lhe aconselhou. Vemos isto em Provérbios 32. Palavras do rei Lemuel, a profecia que lhe ensinou sua mãe.... Então qual é o rei que tendo como conselheira ao seu lado no trono não será um bom rei? Certamente governará uma nação com a prosperidade e justiça. ... vejamos o episódio seguinte em que Salomão julga uma causa de difícil decisão. Pois apresentando-se diante dele duas mulheres, disputando a maternidade de uma criança, sendo que o filho de uma delas havia morrido, no leito enquanto dormia, ambas moravam juntas na mesma casa. E como não havia testemunha, era a palavra de uma contra a outra. Porém ali estava Salomão diante de uma causa que se formos olhar seria impossível julga-la corretamente. Porém, Salomão naquele momento pode ter se lembrado da ternura e do cuidado que tinha sua mãe com ele. Então julgou aquela causa sabendo que a verdadeira mãe preferiria ver o filho nos braços da outra, mas não morto.

O explendor de um reino parte 6

Quantia oferecida por Davi equivalente em kg
3000 talentos de ouro 131.400 kg = 131,4 toneladas
7000 talentos de prata 306.600 kg = 306,6 toneladas

Quantia oferecida pelo povo
5000 talentos de ouro 219.000 kg = 219,0 toneladas
10000 talentos de prata 438.000 kg = 438,0 toneladas
18000 talentos de cobre 788.400 kg = 788,4 toneladas
100000 talentos de ferro 4.380.000 kg = 4.380,0 toneladas

Há uma divergência quanto aos números descritos ao que se refere a quantia de material preparado por Davi para a construção do templo de Jerusalém.
I Crônica 22:14 diz:
100 mil talentos de ouro, um milhão de talentos de prata, o cobre e o ferro sem conta.

Agora no cap 29 temos definidos os valores acima aplicados. Decidimos então por optar aos números descritos neste capítulo, mesmo assim parece ser um absurdo a quantia de ouro, prata, cobre e ferro estocado por Davi. Talvez haja uma variante de erros na tradução dos originais. Pois se analisararmos no peso de hoje, seriam necessárias para transportar todo esse material cerca de 187 carretas com capacidade de 30 toneladas cada, ou 94 vagões de trem com 60 ton de capacidade. Imaginemos então o tamanho de uma ou várias construções para armazenar todo este material. Com certeza estas coisas não estavam transformadas em lingotes, mas em materiais de todo o tipo, como escudos, vasos, taças, espadas, etc... Isto poderemos confirmar mais a frente quando falarmos de Salomão.

Poré, tudo isso Davi deixou já ordenado e organizado, para que Salomão seu filho continuasse o seu reinado.
Antes de Davi reinar, o reino ainda não passava de forças militares, dispostas a enfrentar seus inimigos para que a todo custo permanecessem na terra de Canaã. Os inimigos do povo de Israel nos filisteus, Amorreues, amonitas, Jebuseus entre outros. Portanto Davi inicia seu reinado em meio a muitas guerras. O povo havia entrado na terra prometida por Yhaweh, porém, ainda havia muito a conquistar.
As crises internas do reino que Davi teve de enfrentar, repercutiram muito na vida de todo o reino, ocorendo assim até mesmo rebeliões de alguns grupos, e o fato mais importante que as próprias escituras relatam é a rebelião de Absalão. Ora Absalão usou de uma artimanha para matar Amnom, que era seu irmão, e que por sua vez cometeu o incesto com Tamar a qual era filha da mesma mãe de Absalão. Este era rapaz mesquinho, calculista e pelo que nos relata a bíblia, parece que era dedicado a a criação de ovelhas, tinha muitos servos a seus serviços. Então Absalão preparou uma tropa de cinqüenta homens, a cavalos e carros de guerra. Também para pela manhã na porta da cidade de Davi, e a todo homem que tinha uma causa, ou demanda para vir ao rei Davi, este parava e lhe falava de maneira a ganhar o coração daquele, e nem o rei ficava sabendo, assim passou a ser por sua propria conta um juiz entre o povo de Israel. Também quando alguém se achegava a ele, e inclinava-se diante dele, ele tomava-lhe a mão e o beijava, mostrando-se assim mais amável ao povo do que o próprio Davi. Com isto Absalão roubava o coração do povo para si. Absalão ao tempo de tres anos mais tarde depois da morte de Amnom, resolve ir a Hebrom, cidade onde Davi havia iniciado o reinado. Mentindo a Davi disse ter um voto feito ao senhor, que se tornasse novamente à Jerusalém serviria ao Senhor. Absalão enviou espiões em todas as tribos de Israel dizendo-lhes que quando ouvissem as buzinas tocarem, proclamassem então que Absalão reinava em lugar de Davi. Nestas alturas o povo já andava descontente com os problemas que Davi tinha. O caso do adultério com Beteh-Seba, o homicídio de Urias, e o constante recrutamento do povo para as guerras. Na verdade a união das tribos de Israel e Judá, era superficial, Judá detinha enraizada as ordens da Lei de Moisés, enquanto as demais tribos, estavam envoltas desde muito antes com os costumes dos povos cananeus. Absalão convidou duzentos homens, para o acompanharem em Jerusalém, porém estes nada sabiam do que iria acontecer, com certeza estavam sendo enganados por Absalão, também Aitofel, gileadita, conselheiro de Davi, passou para o lado de Absalão, este conselheiro além de ser um paparicador, era também covarde. Podemos dizer que era um homem instruído em leis, bastante culto, mas não entendia nada de estratégias de guerra, apenas conhecia parte da administração do palácio. Prontamente aceitou o convite de Absalão, pois seria para ele melhor permanecer no palácio do que ter que enfrentar as interpéries e o incômodo de acompanhar Davi por lugares inóspitos e desconhecidos. Era um homem de vida palaciana. Vemos então que Absalão sabendo do descontentamento dos povos ao redor de Jerusalém, principalmente dos que eram tributários de Davi, aliciou a muitos para formarem um exército que lutasse contra Davi e seus valentes. Como podemos ver em II Samuel, 15:14 em diante, Davi sabendo da conspiração de Absalão, não se deteve, e logo juntou a sua failia e os seus servos fiéis e fugiu. Podemos dizer que Davi pensando em não ter confronto dentro da cidade, pois certamente o povo da cidade inocentemente sofreria, pois haveria muito derramamento de sangue.

O explendor de um reino parte 7

Davi era homem experiente, e também não poderia deixar seus demais filhos e mulheres na cidade, pois certamente seriam todos assassinados. Sim pois o espírito assassínio estava em Absalão, matara seu irmão, agora pretendia tomar o reino, e matar não somente Davi, com certeza faria a destruição de toda sua casa. Talvez na mente de Absalão parecia ser muito fácil e cômodo governar o reino de Israel. Estava totalmente enganado. E isto ele próprio viu, mas não compreendeu com certeza. Pois tomando posse do trono, pediu conselho a Aquitófel, o qual lhe falou que entrasse e abusasse das concubinas de seu pai, e assim ele estaria mostrando a todo o Israel quão abominável se fez para a casa de seu pai. Absalão aceitou o conselho e então lhe armaram uma tenda no terraço do palácio, e ali Absalão concluiu a sua falta de capacidade de governar um povo, pois assim mostrou-se mais amigo dos deleites do que da própria moral diante de um povo. Ainda Aitofel, aconselhou que Absalão lhe desse doze mil homens, e ele próprio seguiria Davi para o matar, porém Husai, amigo de Davi, sendo consultado, aconselhou que Absalão, ele próprio ajuntasse todo o povo de Israel desde Dâ até Beherseba, e fosse contra Davi. E isto para Absalão pareceu mais concernente, pois se ele próprio fosse diante de um grande exército e ferisse a Davi, seria então certamente, pensava ele; o povo se agradaria disso ou o seu poder seria mostrado e então todo o Israel lhe aclamaria Rei legítimo. Logo Aitofel vendo que o seu conselho desta vez foi rejeitado, foi e enforcou-se. Aí está a demonstração de que Aitofel, era um homem apenas palaciano e covarde. Só os covardes é que acham na sua morte o refúgio para as suas decepções. O final da investida de Absalão contra Davi, foi trágico, pois o mesmo seguiu Davi e seu exército após o Jordão. E na terra de Gileade Absalão e o seu exército acamparam. Enquanto a isso Davi e todos que estavam com ele eram bem recebidos por Sobí, filho de Naás, da terra dos amonitas e Maquir e Barzilai o geleadita. Estes lhes forneceram cama para descansarem, bacias e vasilhas de barro, certamente para lavarem-se e ainda, trigo, cevada, farinha, grão torrado, favas, lentilhas, mel, manteiga, queijo, ovelhas. Assim aquele povo muito hospitaleiro amigos de Davi, pois agor lhe retribíram o grande bem que Davi fez em derrotar os siros como já anteriormente comentamos. Os amonitas, acolheram a Davi e o povo com ele, dando uma boa hospedagem. Com isto certamente o moral, o ânimo de todos se refez dando oportunidade de prepararem-se para lutarem contra os rebeldes de Absalão.
Hussai passou as informações do intento de Absalão aos sacerdotes Zadoque e Abiata, os quais estavam encarregados de informar à Davi tudo o que se sucedia. Se não fora o meio de informação de que Davi dispunha, certamente o intento de Absalão teria sucesso. Assim Davi repartiu o povo que estava com ele em tr~es exércitos, colocando cem homens ao comando de Joabe, cem à Abisai, filho de Zeruia irmão de Joabee cem sob o comando de Itai o giteu. Davi também preparou-se para ir à batalha, porém o povo não o deixou, como os chefes mesmo disseram que certamente o coração e os olhos dos soldados de Absalão não estariam contra o povo, mas tão somente contra Davi. Então encontraram-se os dois exércitos, no bosque de Efraim. Ali o exército de Abslão foi derrotado pelos soldados de Davi, ainda que este em pouco número, porém tinha a vantagem do bosque. Cerca de vinte mil morreram naquele dia. Se observarmos o livro das crônicas dos reis de Israel, este episódio e os demais que ocorreram entre a família real, foram omitidos, pois certamente não era do feito dos escribas relatarem as coisas do reino sem o consentimento do rei. Porém o escritor do livro de Samuel, não omitiu nada destas coisas. Absalão foi morto covardemente por Joab, pois o mesmo ficara pendurado nos ramos de um carvalho, devido sua enorme cabeleira, e sem defesa alguma morreu da mesma forma que matou Amnon.
Davi retornou à Jerusalém, foi novamente aclamado rei, destituiu Joabe do seu cargo de chefe do exército, colocando Amasa em seu lugar. Agora podemos ver a rebeldia das demais tribos de Israel, que não conseguiam viver sem uma rebelião. Seba liderou as tribos de Israel, aproveitando-se ainda do episódio, talvez pensasse em fazer-se rei sobre as demais tribos de Israel, porém toda Judá se uniram ao rei Davi, desde os termos do Jordão até Jerusalém. Davi havia convocado amasa juntamente com os soldados de Judá para apresentar-se diante dele no terceiro dia, porém demorou-se em vir até ele, pelo que Davi então enviou Abisai para perseguir Seba, para que este não se fortalecesse e logo então fizesse um mal maior que Absalão. Assim foram os soldados perseguindo Seba, e em determinado momento, Joabe encontra-se com Amasa, e traiçoeiramente o mata. Ora Joabe comete outro assassinato, pois havia perdido seu lugar de chefe do exército de Israel. Joabe cercara a cidade onde Seba se refugiara, a saber Bete-Maaca, e já quando procuravam derrubar as muralhas uma mulher lhe saiu ao encontro e com sabedoria poupou a cidade, entregando-lhe a cabeça de Seba. Então Joabe voltou sem lutar contra aquela cidade. Nesta altura Davi teve que reformular parte de suas lideranças. Sendo que Joabe permaneceu como chefe do exército, Benaia, filho de Jeoiada, fora colocado chefe sobre os queretue e os peleteus, Adorão ficou encarregado dos tributos, e Jeosafá, era o chanceler. Seva o escrivão. Zadoque e Abiatar, sacerdotes, Ura, o Jairita o oficial-mor (casa civil) do rei.
A terra de Israel sofreu durante três anos uma seca tremenda, onde começou a padecer fome, porém não assolou o povo.
Depois disto Davi preocupou-se em manter a ordem no reino e preparar as coisas para construir o templo de Jerusalém, e pelo que conhecemos não pode efetuar a obra, mas deixou tudo preparado para o seu sucessor, Salomão seu filho menor, o qual teve com Beteh – Seba, para a qual prometera que seu filho seria rei em seu lugar.

A vida nos tempos de Jesus

COMO ERA A VIDA NOS TEMPOS DE JESUS? Este dois excelentes vídeos, muito bem explicado pelo autor, nos dá a entender como viviam os judeus...